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Prédio dos Juizados Especiais em Curitiba é interditado

carlos

O presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Carlos Augusto Hoffmann (foto), mandou interditar o prédio dos Juizados Especiais de Curitiba por falta de estrutura. Um laudo técnico comprovou que o local oferece risco aos usuários. O problema, segundo quem trabalha lá, são os cupins, já que parte do teto é de madeira.

Até o fim da semana, os casos urgentes serão atendidos em outro prédio do centro de Curitiba.

4 Comentários

  1. A medida é salutar, além de necessária. Mas, também é sintomática de como se encontra a Justiça – ameaçada pelos cupins. Será que o Judiciário não vê a importância da Justiça das Pequenas Causas para aplacar a sede de justiça da população, a ponto de se instalar em prédio inadequado e deixar-se tomar pelos cupins ? Há um povo lá fora ávido por justiça, mas derrotado na Justiça pelos cupins. Bem, finalmente, encontraram um responsável pela miserabilidade da Justiça – os cupins. Chega de impunidade, punam-se os cupins. Está na hora do Judiciário agir como poder e não como compadre dos outros poderes. Chega de cupins.

  2. FÁBIO.

    Caso fosse só o problema das instalações, seria pouco.

    Os Juizados de Pequenas Causas, hoje chamado Juizado Especial, sofrem de outros problemas, tais como; falta de funcionários efetivos com conhecimento da proofissão, (tem quase só estagiários), perdeu a agilidade ou a velocidade no trâmite de processos, pois já está afogada, a demanda é maior, muito maior do que a estrutura oferecida, faltam juizes, etc. etc.

    Os Juizados Esoeciais, merecem um estudo detalhado de suas falhas, necessitando-se fazer uma reforma em caráter urgente.

    LINEU TOMASS – ADVOGADO.

  3. Para corregedor do CNJ, problema do Judiciário é falta de gestão

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    Agência Brasil

    O corregedor nacional de Justiça do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro Gilson Dipp, afirmou hoje (26) que o principal entrave do Judiciário brasileiro é a falta de gestão e de aperfeiçoamento dos profissionais. Ele disse ainda que muitos tribunais se queixam da falta de recursos, mas o grande problema seria a má administração.

    “Isso faz que hajam vários cargos de confiança em detrimento de servidores de carreira, faz com que os tribunais se estruturem em detrimento do primeiro grau, muitas vezes com pagamento de salários acima do teto constitucional. Além de resquícios de nepotismo”, disse.

    Dipp está em Teresina (Piauí) onde participa de uma audiência pública sobre os problemas enfrentados pela Justiça no Estado. A audiência conta com a participação da população, entidades da Justiça, entre outras.

    O presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, que também está em Teresina, apontou como principal problema a morosidade. “[Isso] pode ter várias causas. Falta de juiz, de estrutura, de informatização, de organização e método e isso precisa ser detectado em cada estado”, afirmou.

    Ao final da audiência pública, que termina nesta quinta-feira (26/2), será feito um relatório pelo corregedor de Justiça dos principais problemas e será feita uma proposta para que o estado melhore o atendimento.

    Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

  4. Fábio
    A decisão do Presidente do Tribunal de Justiça de interditar o prédio dos Juizados Especiais foi algo necessário, mas o principal mesmo hoje é a melhoria das condições de trabalho. Para isso seria necessária a mudança para um maior, que seja compatível com o número de funcionários, público e processos; com mais salas de audiências, e, principalmente com a designação de juizes titulares para cada uma das secretarias, para evitar que sejam chamados juizes substitutos com a responsabilidade perante 2, 3 ou mais secretarias, sobrecarregando-os e tornando mais lento do que já é, o andamento dos processos. Os Juizados Especiais onde estão agora são departamentos onde, dentro de cada secretaria funcionários disputam espaço com os colegas e com a grande quantidade de processos nas prateleiras e caixas espalhadas pelo chão. Quem está no balcão não vê o que se passa lá dentro. O pó que os cupins fazem é quase que invisível. Quem já teve a curiosidade de passar pela porta de alguma das secretarias sempre se assusta com o tamanho da sala, a quantidade de pessoas trabalhando e, agora no verão, o calor quase insuportável.

    A maioria das pessoas que trabalham dentro das secretarias dos Juizados Especiais são funcionários concursados, e são bem poucos os estagiários. É claro que dentre tais funcionários alguns não são da área Jurídica, mas nem por esta razão são menos capacitados para exercerem a função que lhes foi incumbida como Auxiliares Administrativos: a de prestar auxilio a população e ao Poder Judiciário.

    Se for necessária alguma mudança, que seja para outro local agora, caso contrário, os problemas e processos continuaram se acumulando, a espera, quem sabe, de uma infestação de traças.

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