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Hauly e Barbosa Neto se afastam da Câmara

Luiz Carlos Hauly e Barbosa Neto vão se desligar das atividades da Câmara Federal durante o período da campanha. Devem ficar, portanto, sem receber salários nem verba indenizatória durante o mês de março.

Não deve haver a convocação de suplentes. Só o eleito deixará o cargo. O suplente de Barbosa Neto é o curitibano Wilson Picler, enquanto o de Hauly é Flávio Antunes, de Paranavaí.

3 Comentários

  1. Deu no Hora News:
    Duas formas de fazer política se confrontam em Londrina

    Londrina é considerada uma das cidades mais politizadas do Brasil. A cidade tem um vigoroso movimento de cidadania que levou a uma depuração inédita na Câmara dos Vereadores com o afastamento dos corruptos.

    Se em Londrina a população mais ativa politicamente foi capaz de impor uma limpeza em regra na Câmara, nos cargos executivos a cidade padece com seguidas más escolhas.

    A população mais pobre e sofrida da cidade sofre de uma atração fatal por Antonio Belinati, que foi reeleito pela quarta vez prefeito de Londrina em 2008. Sua eleição, porém, foi anulada pelo TSE, que concluiu que ele jamais poderia ter sido candidato por conta de denúncias que atingem sua administração anterior.

    A situação constrangedora para a cidade, que se orgulha de sua politização, se arrastou por meses e deve ser resolvida no dia 29, quando será realizada uma nova eleição entre o segundo colocado, Luiz Carlos Hauly, do PSDB, e o terceiro, Barbosa Neto, do PDT.

    Curiosamente, o dilema que se apresenta para a cidade entre os dois candidatos postos na disputa pelo TSE lembra bastante o dilema já vivido por Londrina em 2008. A peleja do próximo dia 29 vai opor candidatos que professam formas opostas de fazer política.

    Barbosa Neto tem explicações a dar. Pesam sobre ele denúncias de apropriação de parte dos salários de pessoas nomeadas para trabalhar com ele. A acusação de reter parte dos vencimentos dos funcionários do seu gabinete em Brasília já havia aparecido contra Barbosa Neto nos seus tempos de deputado estadual.

    O pedetista costuma tirar de letra as acusações de que é alvo porque tem em mira um eleitor menos informado, sensível às formas mais agressivas de populismo.

    Luiz Carlos Hauly possui o inverso desse perfil. É considerado um dos deputados mais preparados e laboriosos da Câmara Federal. Vem exercendo cargos públicos importantes há décadas e não dá margem para que sua biografia descambe para o noticiário da crônica policial.

    Os apoios aos dois candidatos também são bastante elucidativos da natureza dos dois políticos que se confrontam em Londrina. Hauly tem o apoio de José Serra, Alvaro Dias e de Beto Richa, por exemplo.

    Barbosa Neto conta com o apoio do próprio Belinati, que dispensa apresentações, e de Osmar Dias. Osmar, se não tem a folha corrida do aliado, é conhecido por não ter muito critério na escolha de seus parceiros políticos. Em 2006, disputando o governo do Paraná, Osmar escolheu como vice Derli Donin.

    Donin, ex-prefeito de Toledo, respondia a acusações pelo Ministério Público de contratar publicidade irregularmente, comprar móveis superfaturados e sem licitação, aquisição ilegal de remédios, locação irregular de imóveis e superfaturamento de obras. Tudo isso resultou em oito ações por enriquecimento ilícito, fraude em licitações, danos ao patrimônio público e formação de quadrilha.

    No dia 29, o cidadão de Londrina vai optar por dois estilos radicalmente diferentes de fazer política. Por um lado, o populismo remoçado de Barbosa Neto, por outro o estilo Hauly, que combina trabalho duro com a ausência de pirotecnia populista.

    Os que gostam de Londrina torcem para que, desta vez, a sensatez prevaleça.

  2. Olha, essa história de que Londrina é conhecida políticamente por saber votar é um grande balela. Os que dizem isso, falam pelo fato de Requião e Lula, não terem uma boa votação na cidade. Como isso pode ser realidade, se ao mesmo tempo que eles são contrários ao presidente e ao governador, são fávoraveis ao Belinati? É contraditório então essa informação de que saibam votar. No minímo quem escreveu isso nem mora na região norte do Paraná.

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