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A devastação do Paraná nos últimos anos

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Há pouco, na escolinha, José Alvaro Carneiro, superintendente do Ibama, fez longa exposição sobre o desmatamento do que resta de matas nativas ou regeneradas no Paraná. É intensa a atividade de madeireiros e carvoeiros em todo o estado. Mas o mais interessante é perceber que a devastação mais severa das últimas décadas deu-se desde a posse do atual governo.

Requião fez cara de paisagem como se o assunto não fosse com o seu governo. Prometeu força tarefa especial, ação operacional e o apelo à Polícia Federal para conter a devastação. E pôs o secretário Raska Rodrigues e o presidente do IAP, Victor Hugo Burko, a dar explicações ao inexplicável. Depois assinou decreto para estabelecer multa salgada para os devastadores.

12 Comentários

  1. Cap. Nascimento Responder

    O superintendente do IBAMA no Paraná, até estes dias, era cargo comissionado do nepotão de mello e silva, mas hoje fala como se os outros fossem os culpados de tudo isto.
    De fato, todos eles, governo do estado e governo federal, possuem responsabilidades sobre estes crimes ambientais. E aonde anda mesmo o ministério público através da sua promotoria de meio ambiente que não toma as devidas providências? Vai se omitir novamente? Aonde está o partido verde do Paraná? Vai se comportar como o laranja do nepotão? E as ongs vão continuar chapa branca e silenciadas?
    Ei reiquejão, pede prá sair! Já passou da sua hora.

  2. Orgasmo de Rotterdam Responder

    Quem preserva a araucária no Paraná são os cidadãos conscientes – de nada adiantou toda a demagogia ambientalista estadual e federal que se agravou consideravelmente a partir de 2003

  3. Vigilante do Portão Responder

    Não sei se é ingenuidade ou burrice mesmo, o Sr Vitor Hugo, em entrevista concedida aos meios de comunicação, afirmou que as áreas de onde estão sendo retiradas clandestinamente as araucárias, serão PREFERENCIAIS para a reforma agrária.
    Certamente, se estão retirando araucárias centenárias, devem ser áreas de preservação. Então, como é que vão alojar os sem-terra? Não é permitido plantar nada, não pode desmatar, os sem terra vão viver como? Vendendo madeira clandestinamente, claro.
    Quanta burrice.
    Seria muito mais conveniente o Estado implantar parques ambientais, com vigilância permanete.

  4. Vitorio Sorotiuk Responder

    Parabéns aos José Alvaro Carneiro. Está funcionando como um despertador para governo do estado e para a sociedade paranaense.
    Seis anos de administração do governo estadual, compra de aviõesI, Forçã Verde, Escritórios REgionais do IAP, DPMA, etc. e o IBAMA em pouco tempo, com um helicópetero,. poucos técnicos e uma determinação colocam por terra toda a política estadual de fiscalização ambiental.
    Entre 1991 e 1992 participei do primeiro governo Requião, justamente nessa área, e ele recebeu um premio da SOS Mata Atlântica pelo Estado do Paraná ter reduzido o desmatamente pela metade. Agora, ele é despertado após seis anos de governo com o que a sua fiscalização foi incompetente para detectar e combater pelo governo federal.
    A indagação que fica no ar é como um governo fica seis anos falando em fiscalização, FORÇA VERDE, compra de avições, etc. e é incapaz de detectar aquilo que um pequeno de agentes determinados, com um helicóptero e um método descobrem. Quem foi que determinou ao Rasca para dar uma Licença Prévia para um empreendimento q

  5. Vitorio Sorotiuk Responder

    empeendimento que levaria ao desmatamento de 2865 árvores de porte arbóreo ( pinheiros e imbuias ), 1019 ( em estágio médio ) e 31.830 ( em regeneração ), de 5 espécies ameaçadas de extinção para colocar lixo em cima?

  6. A única que prenderam foi a Elma Romanó, a que tinha feito as denúncias sobre os desmatamentos!

  7. Menas, menas… que o atual governo é ridículo, ninguém duvida. Mas tirar o do governo anterior da reta é cara-de-lenha. Com a palavra certos deputados da oposição.

  8. Curiosidade!

    Alguem aí pode me explicar como foi possível derrubarem a Araucária(pinheiro)que vivia na rua Buenos Aires, num estacionamento localizado nos fundos da churrascaria Grimpa.

    O Pinheiro(araucária)oferecia riscos a população ou ao vizinhos ou sua morte se deve ao fato que o estacionamento necessitava de uns metros a mais?

  9. Então, é isso mesmo. Os funcionários do IAP quando trabalham, são punidos severamente pela Diretoria do IAP. Ver o caso da Elma Romanó. Quando não trabalham, puxam o saco, babam ovo ou assinam tudo que o chefe manda, eles são promovidos a cargos superiores. Depois que o Requião entrou, o IAP só caminhou pra baixo. No tempo do Andregueto, tinha computador novo, carro novo e organização. Agora, é o caos. O Burko é condenado pelas ONGs pois defende a caça e agora está fazendo reuniões com fazendeiros prometendo acabar ou diminuir com a Reserva Legal. É o fim!

  10. É lastimável que nós vejamos passarem as ditas autoridades públicas e os problemas persistam e se agravem. Os retrocessos aos danos ao patrimônio ambiental (florestal, faunístico, hídrico, etc) são precários e intermitentes, porque se sucedem os crassos erros da administração ambiental no Estado. Desde o governo Richa (Pai), com o seu Programa Ambiental, que foi até a Primeira Aproximação e integrava todos os órgãos governamentais na proteção ambiental, não se intentou uma política ambiental efetiva no Estado que enveredasse pelo desenvolvimento sustentável. Nem com Jaime Lerner, com sua folhinha verde, se avançou muito neste intento. E olhe que temos leis, e temos ecologistas, e temos soi dissant “autoridades ambientais”, e temos discursos, e temos força verde, e temos promotorias ambientais … e temos, cada vez menos, o nosso meio ambiente …

  11. É verdade, o IAP deveria ser fechado. É o reino das liberações mediante, como diríamos, agrados.

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