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Índios mantêm 3 reféns no PR para exigir indenização

Agência Estado

Os índios caingangues da Reserva Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra, a cerca de 350 quilômetros de Curitiba, mantêm reféns o antropólogo da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Alexandre Húngaro da Silva, desde sexta-feira (20), e dois funcionários de empresas terceirizadas da companhia, desde quinta-feira (19). Os índios querem forçar uma negociação com a estatal paranaense para o pagamento de indenização pelo uso das terras da reserva, onde passam linhas de transmissão de energia.

Um dos índios da aldeia, que se identificou apenas como Valdecir disse, por telefone, que a questão deve se resolver somente na próxima semana. “Mas está tudo tranquilo”, acentuou. Questionado se os reféns poderiam ser liberados ainda neste fim de semana, ele manteve a imprecisão: “Não sei se teremos algo”. Na rápida conversa, ele repetiu três vezes: “Não posso dizer muita coisa.” Valdecir afirmou, no entanto, que os três reféns estão sendo bem tratados. Desde a tarde de ontem, as ligações para o telefone do antropólogo caem na caixa postal. Os primeiros a serem retidos na aldeia foram os dois funcionários da empresa terceirizada, que não tiveram os nomes revelados. Eles faziam um trabalho de inspeção de rotina na manhã de quinta-feira e foram impedidos de sair. Na tarde de sexta-feira, o antropólogo foi tentar a liberação e também ficou retido. O trabalho de convencimento dos índios para que libertem os reféns é feito, por telefone, pela administração da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Londrina, a cerca de 70 quilômetros de São Jerônimo da Serra.

‘Pressãozinha’

Os indígenas decidiram tomar os reféns depois que uma reunião entre eles, o Ministério Público Federal (MPF) em Londrina, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Copel, marcada para o dia 18, foi adiada. Como os índios não tinham sido avisados da suspensão, foram ao local e não encontraram ninguém. Temerosos de que as negociações sobre a indenização não avancem, eles partiram para o que chamam de “pressãozinha”. Na tentativa de solucionar o problema, o MPF assinou um documento comunicando que a nova reunião será realizada quarta-feira. Os índios pedem R$ 3,5 milhões, mas a Copel teria oferecido R$ 1,1 milhão.

5 Comentários

  1. Os frescos do “politicamente correto” vão pagar o quanto os índios quiserem! Não valeria a pena desmanchar as torres e construí-las em novo trajeto, indenizando os vizinhos pelos preços corretos? Até quando seremos obrigados a aguentar essa pantomima que só traz prejuízos. Quer ser índio, não precisa de dinheiro! Não quer ser ínidio, assuma responsabilidades da cidadania! Só pessoas de má-fé podem defender como se fossem índios, pessoas que já estão totalmente integradas à sociedad neste Paraná já tão desenvolvido. Tenho obrigações a cumprir? Não sou índio! Tenho direitos? Sou índio!

  2. Quantas linhas de transmissão passam por terras particulares, pelo que me consta seus proprietários não recebem indenização do governo, só no Paralá é que que os índios fazem “doce”. Culpa do Requião sim !.

  3. Segundo parecer dado pelo STF a respeito das terras da “Raposa secando no sol”, as terras reservadas aos indígenas PODERÃO ser utilizadas pelos órgãos da Administração Pública para prospecção, instalação de torres de energia elétrica, represas, estradas etc. etc. etc.
    Que os índios botem isso na cabeça: como tutelados, não são proprietários, mas usufrutuários sem poder de barganha. Não poderão fazer prospecção de minério, vender madeira, atear fogo na mata (eles FAZEM isso), vender ou alienar qualquer bem oriundo do uso da terra. O parecer do STF é extensivo a toda e qualquer gleba onde os índios mantenham suas aldeias.
    Vão os índios se acostumando, porque acabou a mamata em cima de impostos que o branco paga.
    Se por um lado o parecer do STF a respeito das terras em Roraíma foi um golpe para os arrozeiros (que trabalham e produzem), para eles índios vai ser o marco inicial de uma nova situação que poderá acabar com aquelas empulhações sobre índios sempre aprontarem e nunca serem condenados.

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