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FIEP mostra a crise onde o governo vê recuperação

Apesar da Agência de Noticias do Requião afirmar hoje que a industria do Paraná mostra sinais de recuperação diante da crise, a FIEP tem números que provam outra realidade. Nos três primeiros meses do ano todo o setor industrial contratou 78.435 pessoas e demitiu 77.737, tendo como saldo positivo apenas 698 novos trabalhadores.

Sem a cadeia produtiva de produção de alimentos que contratou mais que demitiu, as demais tiveram muito mais demissões do que admissões. Foi assim na metalurgia, metal-mecânica, produção mineral, madeira, transporte, química e calçados, fato que atingiu o comércio que contratou apenas 170 trabalhadores em três meses.

O que salvou a geração de emprego foi o setor de serviços que teve um saldo positivo de 10.784 mil empregos e a construção civil que gerou 2.114 empregos, o que foi fundamental no total dos 14.928 empregos gerados nos 3 primeiros meses.

— As exportações paranaenses caíram 29% no trimestre, atingindo um saldo de US$ 2,197 bilhões. Trata-se do pior primeiro trimestre para as exportações do Estado desde 2006, quando as vendas para o exterior atingiram US$ 2,093 bilhões. As importações também registraram queda nos primeiros três meses do ano: 34,21% em relação ao mesmo período de 2008. Neste caso, também voltamos aos patamares de 2006.

— As exportações de produtos industrializados diminuíram 41,09% no comparativo entre o primeiro trimestre do ano com o mesmo período de 2008. O maior aumento se deu nas exportações de produtos básicos (26,36%), ressaltando o perfil do Estado de exportador de matéria-prima. Os gêneros industriais que registraram as maiores quedas no período foram: Petróleo e Derivados (-64,92%); Veículos automotores (-51,70%); Madeira (-49,11%); Papel e celulose (-35,03%). O Complexo Soja manteve, no primeiro trimestre do ano, a liderança na pauta de exportações do Paraná, apesar de registrar uma variação negativa de 24,72% no valor exportado no comparativo do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado.

3 Comentários

  1. Rafael I. da Silva Responder

    O Ipardes, o Virgilinho, o Enio Verri, o Mussi, o Gallo e o Nelson Garcia dizem para o Requião que esta uma maravilha e que vivemos céu de brigadeiro e ele acredita.

  2. Os números do governo da quinta comarca devem ser fornecidos pelo preciosíssimo conselho de desenvolvimento industrial, integrado por industriais de altíssimo gabarito, de extraordinário nível intelectual, cujas empresas empregam dezenas de milhares de trabalhadores…. a indústria do abudo de titica de galinha; a indústria têxtil das rocas de fiar; e as fábricas de arados de muares de última geração… uaaauuuuu, diria Paulo Francis….

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