Uncategorized

Desembargador Edgard Lippman afastado pelo Conselho Nacional de Justiça

lippmann

Comemorações ao champanhe no Palácio das Araucárias. A famiglia Requião festeja o afastamento do desembargador federal Edgard Antonio Lippman Júnior (foto). A justificativa do Conselho Nacional de Justiça é a apuração de denúncias de que o desembargador teria recebido valores de forma indevida para possibilitar a reabertura e manutenção da casa de bingo Village da empresa Montecarlo Entretenimento.

O outro motivo é a aquisição irregular de uma série de bens imóveis em nome de sua companheira, Ivanise Machado Crescêncio. Dados preliminares da sindicância indicam que a movimentação financeira do desembargador foi superior aos ganhos pelo exercício da função.

O Conselho determinou que em 15 dias o TRF-4 suspenda todas as vantagens do desembargador, tais como uso de carro oficial, de gabinete, motorista, nomeação de servidores. A única exceção são os subsídios que continuam valendo.

Todos os processos afetos ao desembargador Lippman devem ser redistribuídos.

52 Comentários

  1. Adriana Munhoz Roch Reply

    O irmão dele é funcionário do requião. Chama Charutinho e mora em Guarapuava.

  2. A tradição brasileira do afastamento remunerado de servidores públicos é algo a ser estudado em ciência política ou outra disciplina inútil do gênero… toda vez que se afasta um servidor ou agente público (seja juiz, deputado ou funcionário público em sentido estrito) mantém-se seus vencimentos… isso já era assim desde o tempo da República Velha e do Estado Novo.. Getúlio, em seu comentário ao manifesto dos mineiros, referiu-se aos signatários como “leguleios em férias”… mesmo o regime militar, quando “cassava” servidores públicos (exceto deputados) na verdade não os cassava era uma “aposentadoria a bem do serviço público”, ou seja, a criatura ia para casa ganhando vencimentos proporcionais ao tempo de serviço… aliás, FHC aposentou-se assim e jamais pediu reintegração para trabalhar novamente, requereu apenas a aposentadoria integral que desfruta, como se tivesse trabalhado todo o tempo… é a roça brasileira e seus jecas, em suas sinecuras gordas à custa do dinheiro público…

  3. Esse magistrado era usado pelos inimigos do governador Requião e se expôs demais. Foi incauto e descomedido. Talvez mereça ser afastado definitivamente. O senhor Requião pode ser acusado por vários fatos, dentre os quais se destacam o seu destempero (de efeitos propagandísticos do seu estilo) e a reticência no cumprimento de ordens judiciais de reintegração de posse, com isso dando cada vez mais folego aos criminosos do MST, mas não se pode acusá-lo de desonestidade, na obtenção de vantagens pessoais indevidas.
    Esse governador poderá se redimir de suas falhas, se enfrentar – como é do seu dever – os criminosos do MST e do INCRA do Paraná.

  4. Foi ele quem concedeu a liminar que impede a Capitânia dos Portos de multar a F. Andreis por não cumprir normas de segurança em Guaratuba…

  5. eu sabia que havia algo de errado com esse juiz, pois um juiz se meter de forma tão voraz na politica, como gilmar mendes não deve ser confiavel, juiz correto é juiz que não fica procurando a midia e se envolvendo em politica a todo momento, mas juiz bom é aquele que que de forma imparcial defende os preceitos legais

  6. dirceu rodrigues Reply

    Demorou demais…. essa demora so prejudica a imagem do Judiciario …..

  7. Não entendo mais nada:

    “TRF determina imediata interdição de bingos na região de Itajaí (SC)

    O desembargador federal Edgard Lippmann Junior, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, determinou na última sexta-feira (26/11) o fechamento imediato dos bingos administrados por 17 empresas da região de Itajaí (SC), além da interdição de suas máquinas caça-níqueis e máquinas eletrônicas programadas ou qualquer outra relacionada com a sua atividade de jogos de bingo. A decisão atende a um pedido da União, que recorreu ao TRF após a Justiça Federal do município catarinense ter designado uma audiência, marcada para hoje (29/11), para a fixação amigável de uma nova data para a interdição.”

  8. V.Lemainski-Cascavel Reply

    Não vai ser demitido, não?
    Continuará recebendo?
    A constituição não diz que todos são iguais perante a lei?
    Como se chamaria no judiciário uma pessoa que comete um crime destes? Na iniciativa privada seria chamado de ladrão….
    O que leva uma pessoa que ganha fortunas mensais e exerce um cargo ultradiferenciado a participar de falcatruas?…

  9. E o cara posando de bom moço. Tá mais prá Laulau e Gilmar Mendes mesmo.

  10. Mais uma vez Requião, faz imprensa abaixar a crista, cade os defensores do LIPPMANN, agora já aparece babacas querendo daqui a pouco mais dizer que o Lippman é cria do Requião, essa oposição nao tem carater mesmo.

  11. Vemos que, nem os homens que pensávamos serem “sérios” poderemos confiar,como anda a Justiça dos “homens”, agora a toga virou subterfúgio para alguns. E por falar em toga como subterfúgio,aquela matéria publicada pela revista Època ,a tempos atrás, onde denunciou os chunchos do Presidente do STF Gilmar Mendes,como é que ficou,e a verbalização das denúncias feitas do Ministro do STF Joaquim Benedito Barbosa Gomes que escancarou as irregularidades praticadas pelo sujeito.

  12. SE procurarem vão descobrir muito mais….ele tem um sócio em Curitiba….lá vai uma dica é advogado e português……!!!

  13. Esse desembargador também foi o responsável pelas censuras do Governador na escolinha…. Agora as coisas estão fazendo sentido!

  14. CLOVIS PENA - Reply

    Vou iniciar uma campanha nacional pela adoção dos mesmos critérios saneadores do CNJ nos três poderes. Em todas as instâncias. Afastem-se para “a apuração de denúncias” os “gafanhotos, mensaleiros, laranjeiros, nepoteiros, propineiros, valerioduteriros e outros eiros”. O Celso Nascimento será convidado para dar a arrancada cívica cujos padrinhos serão Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon.
    Viva o Conselho Nacional de Justiça, cujos membros podem sair às ruas !!!

  15. Regina da Silva Reply

    O VERDADEIRO DOSSIÊ LIPPMANN
    O DESEMBARGADOR DA DEFESA SOCIAL

    “Magistratus est lex loquens, lex autem est magistratus mutus”
    O magistrado é a lei falante. A lei é o magistrado mudo. (adágio latino)

    Certos que a injustiça é o mal maior para uma sociedade e que o silêncio muitas vezes é a expressão da sapiência, daqueles que conhecem o verdadeiro Desembargador Federal Edgar Lippmann Júnior trazem alguns motes de sua vida em prol da defesa da coletividade. Sem faniquitos ou excessos – como aqueles que se indignam por não ter a libertina liberdade que desejam.

    É Cidadão Honorário de todos os Municípios onde atuou, inclusive, nos municípios de Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel, tendo em seu exercício profissional ilibado e equânime os seguintes posicionamentos:

    1987 – Início na carreira da magistratura federal. Aprovado em concurso de provas e títulos começa a exercer a magistratura em Rondônia, onde julga um ruidoso caso em que a 1º Dama do Estado, Sra. Polina Santana, desvia recursos da Fundação de Assistência Social. Energicamente, manda bloquear as conta bancárias da ré.

    1989 – Na comarca de Foz do Iguaçu, teve destacada atuação contra o banditismo impune que assolava a região. Destaque ao julgamento e condenação do “Dezinho”, maior contrabandista conhecido do Brasil.

    1990 – Deu rápido desfecho ao caso Martinez. Após perícia científica – que apontou a assinatura falsa implicada pelo candidato Martinez contra o candidato Requião, assegurou solução rápida ao processo, favorecendo a posse do Governador Roberto Requião em 1991.

    1992 – Proíbe o canal aberto CNT de exibir em horário nobre o filme pornográfico “Calígula”, produção de 1984 da Penthouse Films International e Bob Guccione. Esta película tornou-se famosa por possuir cenas de nudismo e sexo explícito, inadequado para menores de 18 anos e, ainda mais, para transmissão naquele horário.

    1993 – Em sentença inédita proferida em processo movido pela ADOC, Edgar Lippmann impõe às fabricantes de bebidas alcoólicas que incluam nos rótulos as mensagens alertando dos seus malefícios, procurando proteger a sociedade e a juventude.

    1994 – O INSS edita a portaria nº. 1477, regularizando as atualizações dos proventos (aposentadorias e pensões). O responsável no Paraná não cumpre a portaria, repassando somente 1/3 do valor correto, solapando ainda mais os aposentados. Dr. Lippmann agiu prontamente em defesa da sociedade, mandando prender o Superintendente do INSS, e regularizando a situação.

    1995 – Escandaloso episódio de corrupção e peculato na então estatal TELEPAR. Instantaneamente Lippmann afasta toda a diretoria da empresa, incluindo seu Presidente Paulo Cordeiro.

    2001 – SUSPENDEU O PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DA COPEL, foi o único juiz a decidir favoravelmente aos interesses do povo e não das corporações e capital financeiro. Foi homenageado e aclamado pela corajosa decisão, até mesmo pelo então Senador Roberto Requião.

    2003 – Anulou um decreto do Presidente Itamar Franco que exonerava um funcionário público injustamente. Em verdade, o decreto foi assinado por outrem, de má fé, e sem a anuência do Presidente da República. Caso inédito no direito pátrio.

    2005 – Ação Civil Pública do MPF questionava a não aplicação de recursos destinados à duplicação da BR 101 – entre Palhoça (SC) e Osório (RS), que somavam mais de R$ 1 bilhão, que há décadas eram desviados para outros fins. Em Jaraguá do Sul, Dr. Edgar Lippmann Jr. ordena o início das obras em 90 dias, com a destinação correta dos recursos. A obra será concluída em 2009.

    2005 a 2007 – Sob a coordenação do Juiz Edgar Lippmann Júnior foram implementadas na 4ª Região da Justiça Federal (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) soluções inovadoras na administração judiciária. Fez tornar-se obrigatório o sistema eletrônico processual (virtual), em todas as 120 varas do Juizado Especial desta seara.
    Incluiu a obrigatoriedade de planejamento estratégico em todas as varas de juizado especial, estipulando, inclusive, o prazo de 1 ano para o término dos processos. Estes talantes pioneiros deram celeridade aos processos e valorizaram o serviço prestado pelo Poder Judiciário servindo de base para todo Brasil.

    Podemos concluir, unicamente: aqueles que o atacam hoje esquecem do quão assente é Edgar Lippmann Júnior para sua atuação e pela defesa da sociedade. Afinal, “a pior característica do ser humano é a ingratidão”, afirma o filósofo Alain Funkielkraut.

    Mas o que esperar daqueles que temem perder seus cargos em comissão?

  16. Se no fim de tudo forem confirmados os fatos imputados ao Desembargador Lippmann será uma decepção a mais quanto aos poderes públicos, que não estão isentos destas circunstancias, mas o país precisa, e muito, de exemplos edificantes. Contudo, os erros do magistrado (se confirmados) não os erros do governador, manifestos e arogantes à Justiça, até porque o magistrado decidiu causa proposta pelo Ministério Público Federal com os devidos fundamentos de fato e de direito. Nestas horas é preciso exercer a disciminação, sob consequência de darmos um verniz de inocência a quem não merece.

  17. É a triste realidade do Judiciário. Pena que estas ações do CNJ não atendem com mais ênfase as acusações que recebem de Magistrados no Estado do Mato Grosso do Sul. Por aquelas bandas, às escondidas da mídia dos grandes centros, a bandidagem em Cartórios, verdadeiras casas de crime, são acobertadas por magistrados e pelo poder judiciário.
    Para o simples cidadão Lei não tem dois termos: ou deve ser cumprida ou a ela se ataca.
    O caso deste Desembargador é uma gota num oceano que devemos fechar os olhos para nunca vermos. Resta-nos somente ficar em nossas casas, compramos o conhecido “nariz de palhaço” e rir-se de nós mesmos.

  18. Edmar Lippmann Reply

    Com muito orgulho, e não me envergonho de ser irmão do Dr. Edgar pessoa que infelizmente durante toda sua vida, procurou agir conforme a Educação e príncipios recebidos pelos nossos Pais Edgar e Aparecida, e que perto de sua Aposentadoria na Magistratura tenha que enfrentar situações contrangedoras , oriundas da obscuridade, com objetivos que cada ser humano inteligente poderá tirar suas conclusões.Tenho absoluta confiança que o Mano provará a todos a VERDADE.

  19. Fernando Maranhão Reply

    É, realmente, lamentável a notícia que denigre a imagem do ilustre magistrado.

    Com efeito, quando titular da 7ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, sempre se houve com lisura, imparcialidade, probidade, bem como bastate ágil na tramitação dosfeitos.

  20. Lamentável!
    Chegar no topo e descer a ladeira dessa forma.
    E eu que tinha, no passado, uma simpatia pela autoridade que, parece, acabou, virando “otoridade” e caindo na vala comum. Triste. Muito triste. Triste mesmo! Que sirva de exemplo para outros.

  21. Piá Curitibano Reply

    Como diz a canção:

    “Cutucou por Baixo O de Cima Caí,
    Cutucou Com Jeito, Não Levanta Mais!

  22. SEI NÃO HEIM........ Reply

    Muito estranho isso, tem linguiça embaixo da farofa, tem dedo de gente poderosa nessa sacanagem contra o Desembargador que botou o rei do nepotismo no seu lugar, muito estranho!

  23. Acredito que ainda seja prematuro julgar o desembargador federal Edgard Lippman, afinal, segundo a reportagem ainda estão se apurando as denúncias: “in dubio, pro reu”. Todos sabem que Lippman foi contra os interesses do Requião e isso por ter gerado esta série de denúncias. Requião não é santo, se fossem feita investigações cuidadosas sobre os atos de governo dele e das pessoas que o cercam, gestão de recursos, patrimônio etc, tenho certeza que encontrariam muitos “podres”.

  24. Não cometam injustiça. É o Judiciário que está em baixa e precisa de uma revisão geral, já que sua estrutura, seus métodos e processos estão falidos e não mais servem à sociedade brasileira. O que estão fazendo com Lippmann faz supor que o Judiciário é uma perfeição e está a punir o causador das suas mazelas. Ele foi julgado culpado de algo? Então, por que o linchamento e a execração pública? A menos que existam provas cabais de sua culpa em crime, não estarão a usá-lo como “boi de piranha” para que fiquem esquecidos fatos verdadeiramente importantes, envolvendo o Judiciário como um todo? Cuidado com o pré-julgamento com repercussão tal que condiciona o julgamento final. Lembremo-nos, como simples exemplo, do caso Dreyfus, na França.

  25. OH LIPPMAN É MAIS UM CANALHA SAFADO QUE USA TOGA PRETA . MAIS UM QUE VENDE SENTEÇAS .DEVERIA INVESTIGAR AQUELE VIADO DO GIMAR MENDES . OH PROTETOR DOS RICOS LADRÕES E OPRIMIDOS . CANALHADA

  26. Causa estranheza as acusações contra o Ilustre Desembargador Edgar Antônio Lipmann
    Junior, principalmente partindo as mesmas do GGovernador Roberto Requião do Parná.

  27. O DESEMBARGADOR EM PAUTA JULGOU DE FORMA SUSPEITA E EM FAVOR DA UFRGS A AÇÃO QUE REFERE-SE AO DESVIRTUAMENTO DAS AÇÕES AFIRMATIVAS/ COTAS SOCIAIS. A ELE, CAI COMO UMA LUVA: A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO FALHA…RSRS

  28. Depois de tantos anos lutando para que a justiça prevalecese no Brasil,contra corruptos,poderosos,desfavorecendo “coronéis”.em prol de “Brasileiros comuns ” e fazendo pagar quem realmente merecia,não é surpresa para mim que o desembargador Lippmann esteja sendo perseguido,infelizmente aqui é assim.

  29. mauro aldrovandi Reply

    NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE SURGEM NOTÍCIAS DESTE JAEZ

    Juiz rebate acusação de Dezinho

    Da Redação

    O juiz federal da 4ª Região do Paraná, Edgard Lippmann Júnior, contestou ontem que tenha tido entendimento com o empresário desaparecido José Luiz Vanderleis, o Dezinho, e rechaçou a repetição de declarações de Dezinho nesse sentido, publicadas na edição da Folha de anteontem. Em entrevista em abril de 1992, Dezinho, acusado de ser um dos ‘‘reis da fronteira’’ Brasil–Paraguai, onde comandou o crime organizado até o fim dos anos 90, acusou o juiz de ter pedido a ele, na época, US$ 100 mil para relaxar mandados de prisão preventiva. O empresário desapareceu no final de 92. Hoje, a CPI do Narcotráfico investiga os bens que podem ter ficado em seu nome.

    Em correspondência enviada ao jornal, Lippman Júnior afirmou que, quando era juiz federal na seção judiciária de Foz do Iguaçu, decretou a prisão preventiva e a indisponibilidade dos bens de Dezinho. Segundo informou, ele determinou inclusive a extradição do empresário, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal. Na época, Dezinho estava foragido no Paraguai. Em sua correspondência, o juiz negou qualquer envolvimento com o empresário.

    Ainda conforme o documento enviado à Folha ontem, Lippman Júnior foi promovido para a seção judiciária de Curitiba, em 1990. Diante deste fato, ele contestou a informação de que Dezinho teria efetivado a acusação de relaxar mandados de prisão em troca de dinheiro, já que nesta época ele, Lippmann, já se encontrava na capital do Estado.

    Sobre o arquivamento do inquérito que apurava o envolvimento de Dezinho com o crime organizado, o juiz declarou, pela nota, que a decisão de deu pelo desaparecimento do empresário, ‘‘como foi fartamente noticiado na imprensa’’. ‘‘A notícia de envolvimento não é verdadeira e jamais houve qualquer pedido de dinheiro para relaxar a prisão preventiva, como foi anunciado’’, finalizou o juiz.
    Continuação. ……………
    Em agosto de 2003, o desembargador Edgar Lippmann Júnior suspendeu decisão da primeira instância da Justiça Federal que proibia o funcionamento de bingos em Londrina. Com a decisão de Lippmann, voltaram a funcionar os bingos explorados pelas empresas Golden Place Bingo Eletrônico, Royalthon Promoções e Entretenimentos e London Café Bingo. Segundo nota publicada pelo site do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em seu despacho Lippmann “afirmou ser injusti-ficável que na grande maioria dos estados da federação a exploração de bingos é permitida, mas caso específico do Paraná, não”.
    Em dezembro do mesmo ano, o governo do Paraná foi obrigado a ingressar com recurso junto ao STF, pedindo a suspensão de duas liminares de Lippmann a favor dos bingos. O desembargador havia permitido a reabertura do Bingo Quintino, em Londrina, e do luxuoso bingo Village-Monte Carlo, em Curitiba. Segundo o desembargador, a exploração de bingos não constituía contravenção. Como mostrou o governo do Paraná, desde o ano 2000, com a aprovação da lei 9.981 (lei Maguito), a exploração de bingos era contravenção. As liminares de Lippmann foram cassadas pelo então presidente do STF, ministro Maurício Corrêa.
    No ano seguinte, em maio, Lippmann concedeu mais uma liminar a favor do bingo Monte Carlo e da empresa Village Batel, para que continuasse a funcionar. Em julho, os desembargadores do TRF da 4ª Região decidiram que o caso só poderia ser julgado pelo pleno do tribunal e não por apenas pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior (“Folha de Londrina”, 29/07/2004).
    Estranhamente, em casos semelhantes, o desembargador negou liminares para reabertura de bingos – é o caso do Canoas Palace Bingo, no Rio Grande do Sul. No caso da Village Batel, segundo a “Folha de Londrina”, o desembargador cassou a liminar que permitia o funcionamento de seus bingos em março. Em maio, após recurso do advogado da empresa, Lippmann permitiu que ela reabrisse o bingo Monte Carlo.
    Além das liminares para a reabertura dos bingos, o desembargador Edgar Lippmann Júnior é alvo de uma investigação da Polícia Federal, segundo matéria publicada no Correio Braziliense, edição de 17/07/2004, por ter beneficiado “um amigo próximo ao adiar um julgamento na corte a qual faz parte”, em Foz do Iguaçu (PR).
    “Lippmann foi flagrado em conversa telefônica comprometedora gravada no dia 11 de junho de 2001, com o delegado da Polícia Federal Wilson Alfredo Perpétuo”, informa a matéria do jornalista Thiago Vitale Jayme. O delegado “respondia na Justiça por crime de contrabando de uísque” e já havia sido denunciado em processo anterior por crimes de peculato e concussão. O relator do caso no TRF da 4ª Região seria o desembargador José Luiz Borges Germano, que já havia votado contra Perpétuo no processo por peculato e concussão, e que era “conhecido nos corredores do TRF pelo rigor”.
    O delegado Perpétuo queria tirar o processo das mãos do desembargador Germano. Lippmann, então, diz ao réu que “peça ao seu advogado para arrumar um atestado médico” com o objetivo de adiar a sessão.
    Em resumo, “estava previsto, na época, uma mudança nas sessões internas do TRF da 4ª Região. Uma das turmas era responsável por julgar casos relativos aos casos envolvendo tributação e questões criminais. Esse grupo de trabalho seria desmembrado. E todos os processos seriam redistribuídos a novos juízes. Com essa mistura de processos, o caso de Perpétuo mudaria de mãos e seria retirada do crivo do desembargador Germano”.
    Abaixo, a conversa telefônica entre o desembargador Edgar Lippmann e o delegado Wilson Perpétuo, gravada com autorização judicial pela Polícia Federal:
    Perpétuo – Eu tô te pedindo como amigo. Se você me ajuda nesse negócio aí. Porque, porra, Lippmann, é um troço nojento.
    Lippmann – O que é que vai ser julgado aí?
    Perpétuo – É aquele negócio do uísque lá, negócio da troca lá do Carimã.
    Lippmann – Eu sei.
    Perpétuo – Você entendeu?
    Lippmann – Me diga uma coisa… O que eu te falei. Vai haver uma mudança.
    Perpétuo – Então, eu queria que esse julgamento fosse jogado para frente. O que você acha?
    Lippmann – Isso aí, Perpétuo. Tinha que fazer. O Osmann é que é teu advogado?
    Perpétuo – É.
    Lippmann – Ele poderia fazer o seguinte… Dá um atestado aí…
    Perpétuo – O quê?
    Lippmann – Dá um atestado. Dizendo que ele não poder vir à sessão. Ele tem procuração nos autos, não tem?
    Perpétuo – Tem.
    Lippmann – O que acontece é o seguinte: a partir do segundo semestre… Hoje nós temos três sessões: a primeira que é tributária e crime. E, a partir deste segundo semestre, o tributário vai ficar só no tributário e o crime só crime. E os processos deles, tanto do Amir quando do Germano, quanto os criminais, vão ser redistribuídos.
    A manobra deu resultado: “Consta do andamento do processo no TRF que, exatamente no dia 18 de junho de 2001, o caso foi retirado da pauta de julgamentos. No dia 2 de julho, diante das mudanças internas no tribunal, o processo foi redistribuído”, caindo nas mãos de outro desembargador.
    Mas, cinco dias após o processo ter sido retirado da pauta do TRF, o amigo de Lippmann foi preso, quando foi deflagrada a Operação Lince, da PF: “a quadrilha da qual a PF suspeita da participação de Perpétuo é acusada de roubo de carga, adulteração de combustíveis e fraudes fiscais”.
    OBS…..
    O Delegado Federal PERPÉTUO, foi beneficiado pela “força do Lippmann”, Naquele processo conseguiu reduzir a pena e reverter a demissão, mantendo-se no cargo.
    Porém, algum tempo depois, foi demitido da Polícia Federal, a bem do serviço público, e condenado criminalmente em outros processos. Hoje encontra-se preso cumprindo pena, por crimes de formação de quadrilha, roubo de cargas, trafico de drogas, CORUPÇÃO, ETC…., na cidade de Ribeirão Preto em São Paulo.

  30. Suzana Silva Reply

    E Desembargador Lippman…somente V,Exa , eu e familia, sabemos o que sofremos quando o “Dezinho” cansado de ser “extorquido”….marcou para ser ouvido por V.Exia.etc.Na epoca o envolvimento de desembargador Lippman com Jose Luiz Wandeleis vulgo “Dezinho” seriam para ouvi-lo. O Juiz e eu fomos” grampeados” e descobriram a pretencao de “Dezinho” de prestar as declaracoes “bombasticas”!!!O Juiz a epoca dos fatos foi transferido para Curitiba as pressas e as encondidas com a familia..eu ameacada de morte…a merce dos “urubus” carniceiros….Jose Luiz..todos ja sabem o seu fim.Minha vida prossional destrocada…Mas hoje estou mto feliz longe desta possilga.Excelencia, conhecemos a sua ilibada conduta…infelizmente V.Excia.por nao ter medo sempre se expos demais..porque la em Foz do Iguacu estava resignado em nao trabsferir-se para a Comarca de Curitiba e queria enfrentar aquela situacao de peito aberto e cabeca erguida..mas era impossivel, pois somente Deus poderia guardar a vossa vida.Dr.Edgar a sua vida frente ao Judiciario foi marcada pelas decisoes polemicas , corajosas e justas. Excelencia..ao ver tanta bandalheira escrita nao poderia me calar mesmo me encontrando do outro lado do mundo.E mais um golpe na tragetoria de quem escolheu as Ciencias Juridicas para praticar a justica num Pais onde cada vez mais nao se pode crer no Judiciario.Vossa Excelencia nao precisa se preocupar pois sabemos da sua conduta ilibada…Agora Excelencia, o vosso Juiz e o VERDADEIRO JUIZ DOS JUIZES!!! CREIA NELE!E O UNICO JUSTO! Sinto mto por o “Dezinho” ter desaparecido e nao ter tido tempo de contar ao mundo os fatos verdadeiros.Pouca vergonha falar que V.Excia teria pedido dinheiro para “Dezinho”para revogar mandado de prisao? Da um tempo!!!Cade a inteligencia minha gente usem-na!!!Olhem a trajetoria brilhante no judiciario deste Ilustre Desembargador!Se morto falasse Foz do Iguacu ia ser noticia internacional…etc…etc.etc.

  31. O DESEMBARGADOR LIPPMANN é vítima do GOV. REQUIÃO, que usou todo seu aparelhamento para incriminar e desqualificar o honrado Desembargador.

  32. jose luis almirao Reply

    desembargrdro, almitrao,t enha a minha solidareiendade poe tur coragem . recebea emsus afetos, não se preocupe porque voc em amos felismne advogados, , mingem bate em mortoe, continue sualuta, abraços lmiraoo

  33. Quero registrar meu afeto e grande respeito a este Magistrado por quem tenho grande honra de ter conhecido pessoalmente. Tenha certeza Dr. Lippman que continuo acreditando no seu caráter ilibado, na sua honra e honestidade. Seus grandes feitos sim, para mim e para aqueles que o conhecem pessoalmente é o que fica marcado e o que efetivamente importa. Pois os que tiveram a oportunidade de conhece-lo sabem que esse mar de lama, essa maneira covarde com que o desqualificam não são verdadeiras, pois em nada se relacionam com a pessoa digna, direta, objetiva e corajosa em suas atitudes, como é o senhor. Siga em frente meu caro amigo, com a cabeça erguida, pois tenho certeza que muitos são os que pensam como eu, e estes continuam te admirando, tendo orgulho de tê-lo conhecido e tendo afeto pelo senhor. POUCOS SÃO OS QUE TIVERAM A SUA CORAGEM NOS SEUS BRILHANTES E INOVADORES JULGADOS.

  34. tenho ação de revisão de securitização e pesa, dos anos 96, e 98, contra o banco do brasil, que nestes anos nos roubou com juros de tr, irp, urv, e nunca pudemos arevisar o recálculo. ganhei direito de revisão na justiça de joaçba, vara federal,e para minha surpresa na apel~ção feita pelo banco do brasil, na vara desse ……. aí de cima, o tal lippman, ele julgou ……. para o banco do brasil, contra eu, um fraco agricultor. ………………………………………………………., mas vou apelar e pedir anulação de seu ato ridículo, e por esse ato, sei que ele não sabe nada de agricultura, e deve ser um …………… desses do judiciário, que só ferra o agricultor, e ………………… para o banco do brasil.
    vou apelar, ao tribunarl federal de porto alegre, para que meu caso seja julgado por outra câmra, onde não esteja este ……………………..a mando de compradores de sentença. viva o reguião, que neste caso está certo” este juiz é um ladrão”, e tem que sair dos julgamentos.

  35. alguem sabe o que resultou esse caso? O Sr Lipmann como esta?
    Continua com seus beneficios de magistrado?

  36. Este indivíduo está me devendo 17 revistas Painel e mais 500 reais, corrigidos desde 1991, quando ele esteve aqui por Foz do Iguaçu como juiz fuderal e quis, com três limppamerdas e um bobão do ministério público, interferir nas minhas opiniões publicadas no veículo de imprensa mais antido do oeste e sudoeste paranaense.

  37. QUEM NAO VALE NADA É O REQUIÃO, E AINDA TEM PESSOAS VINDO AQUI DEFENDER ELE.
    É QUE OS ELEITORES QUE VOTARAM NELE PARA SER SENADOR ATÉ PARECE QUEM NAO SABIAM QUE SE ELE NAO FOSSE ELEITO SERIA PRESO.
    CRIEM VERGONHA NA CARA VAO ESTUDAR PARA QUEM SABE UM DIA SER DESEMBARGADORES OU APRENDAM A MENTIR PARA SER UM POLITICO.

  38. Por isso não adianta estar
    No mais alto degrau da fama
    Com a moral toda enterrada na lama…

  39. o q era desconfiansa agora e certesa eu e minha fa milha somos vitima deste maldito quando atuou em foz do iguacu tirando de nos tudo o q possuimos ao longo de uma vida inteira de suor e trabalho para dar a alguns poderosos de cascavel com esse tipo de justica onde vamos parar e agora recorrer a quem

Comente