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Dia do Trabalho

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A propaganda dos governos insiste em afirmar que vivemos no melhor dos mundos. Não há crise, não há desemprego, tudo vai bem, graças às políticas públicas e aos incentivos fiscais.

No mundo do trabalho a realidade é outra. Neste ano, o Paraná teve uma queda de 70% dos empregos em relação ao mesmo período de 2008. No primeiro trimestre do ano passado foram abertos 52.132 postos de trabalho. Neste ano, apenas 14.928 vagas, a maioria nos setores das cooperativas, do álcool, da construção civil, e dos serviços correspondentes.

No comércio e na indústria a maioria das cadeias produtivas teve saldo negativo na geração de empregos. As demissões aumentam na faixa dos trabalhadores que ganham mais de quatro salários. Dos empregos gerados, 90% têm ganhos de menos de dois salários mínimos.

Os principais atingidos pelo desemprego são os jovens. No dia das vítimas de acidentes de trabalho mostrou-se que acidente de trabalho mata mais que a dengue. E acaba de ser publicado um estudo de que a média de permanência dos trabalhadores no emprego é de no máximo 2 anos, numa das taxas de rotatividade das maiores do mundo.

Como se vê, as notícias não são nada otimistas. Segundo o economista José Márcio Camargo, da Opus Gestão, um dos maiores especialistas em mercado de trabalho do País, o desemprego pode alcançar 13% até o final do ano.

“Supondo que a geração de emprego formal se comporte no restante deste ano como se comportou na média entre 2000 e 2008, a taxa de desemprego aberto atingiria 13% da força de trabalho em meados de 2009 e fecharia o ano em 12%. Se for similar a 2005-2008, a taxa de desemprego chegaria a 12% em meados de 2009 e terminaria o ano em 11%”, disse ele.

Assim caminha a humanidade nestas paragens do planeta. Enquanto o governo afirma que não há crise, o desemprego cresce, os salários são achatados e os políticos fazem discursos pomposos e se arvoram salvadores da pátria.

12 Comentários

  1. E os sindicalistas pelegos não falam nada? Continuaram engordando nas costas do imposto sindical enquanto os trabalhadores sifu? Iram continuar mamando nas tetas do Estado? É uma vergonha este movimento sindical….

  2. Melhor seria “comemorar” o Dia da Falta de Trabalho. Lula – o “cara” (a primeira abobrinha dita por Obama) – prometeu o espetáculo do crescimento e a geração de emprego. Nada disso acontece. As veias abertas da nação (segurança, saúde, educação, emprego, criminalidade, etc) não estão a merecer prioridade de atendimento por parte dos poderes públicos. Por elas sangram as potencialidades de um povo incapaz de perceber a sua força e valor. Uma nação passiva, dependente e escravisada por um nomenklatura de autoridades públicas que vivem para si mesmas. Este monstro devora a o futuro dos jovens, o merecido descanso dos idosos, e o dinheiro ds impostos da imensa massa da classe média que paga todas as contas da incompetência e malversação públicas. E – pior de tudo – aqueles melhor situados na sociedade civil, que poderiam ensejar uma reação a este estado de coisas, não se importam com a República, talvez nem saibam o que ela significa, querem mais seguir a “lei de gerson”, tirar vantagem em tudo, o resto não importa. Mas farão hoje, os políticos de plantão, a maior comemoração em todos os cantos do país, onde praticarão sua virtualidade congênita pois a única realidade que lhes interessa é o próximo pleito eleitoral. Poderia então ser a ocasião do povo dar-lhes o que merecem – o olho da rua. Quem sabe …

  3. A média mundial para regular emprego e salário é em torno de 4%, imagine fechar em 11% que tragédia que fica o país.

  4. o rei do nepotismo demite 1.000 emrpegados da Copel e vem encher o saco com a tal da PEC do emprego, é paçhaçada né, VERGONHA DA CARA VIGARISTA, FORA, O FIM ESTÁ SE APROXIMANDO, AS ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDO, FORA VAGABUNDO MENTIROSO!

  5. Amigo Fábio Campana, sou seu leitor, ouvinte,e telespectador, por que eu gosto de acompanhar pessoas que sabem dirigir uma critica ou um elogio com transparencia, e o sr. o faz com muito conhecimento, ponderaçaõ, e transparencia e isso o torna uma pessoa da impremsa com credibilidade, e eu quero lhe parabenizar pelo seu artigo do dia do trabalho,,, muito oportuno e real, em especial nos dias de crise…agora eu lhe pergunto???será que o funcionário tambem deve vestir á camisa da empresa, independente de ela ser , pequena ,média, ou grande, todos os resultados do sucesso da empresa retorna tambem em pról do sucesso da manutenção do emprego do funcionário,eu tenho o orgulho de ter trabalhado por 36 anos em uma mesma empresa, sempre defendendo-a e procurando o melhor para que ela sempre melhorasse cada dia mais pois ela a empresa estando bem , eu e á minha familia que dependia de mim e do meu emprego não padece-se,…é só um recado as pessoas de todas as profissões, torça para á empresa crescer, pois voçe alem da empresa crescer, ela terá condições de manter voçe no emprego. …….trabalhei 36 anos no restaurante Pote Chopp no centro de Curitiba. sempre procurando fazer o melhor para á empresa , para que eu tivesse um salário melhor e sempre conquistei isso. um ABRAÇO PEDRO GIRARDI.

  6. Tonga da Mironga Responder

    Esse Adir será que é filho do Adir e do Ari Antunes, aqueles que mamam a vida toda no movimento sindical?
    Antes de descer a borduna deviam ver do que eles próprios vivem.
    Viva os trabalhadores, viva Requião e Beto.

  7. Nota dez para o secretário Jorge Bernardi.
    Ele pôs no bolso os velhos sindicalistas viciados na onda paternalista atual, de comemorar o 1o. de maio com shows milionários, com benesses e com sorteios de carros, geladeiras etc. para assim poderem ter o comparecimento nos palcos dos trabalhadores no seu dia.

    O Jorge Bernardi, inovou neste 1o. de maio, ao fazer um grande feirão do emprego e de inscrição a cursos profissionalizantes.

    Os próximos primeios de maio, agora tem uma referência do Bernardi, um paradigma, que por certo será imitado nos próximos anos pelos velhos sindicalista viciados no paternalismo.

    Nota zero para o pessoal da mídia do Beto Richa , pois parece que boicotaram a divulgação deste grande evento da secretaria do trabalho.
    O próprio prefeito Beto, preferiu dar um passeio em Cascavél.

  8. Ao tongo da Mironga.pelo que Sei o Ari Antunes trabalha na Prefeirua de curitiba e é da cota do Beto Richa apesar do Paulo rossi ficar falando que foi ele que arrumou esta boca pro Ari e uma pra ele também.

    Este tal de Adir é funcionário de uma entidade do Ministerio do Trabalho é aquele mesmo que foi demitido pelo Belonha
    ( Benoliel) quando foi chefe da entidade um desequilibrado amigo dos Requião e Mauricio só podia ser amigos destes caras, eles devem usar a mesma receita de remédios tarja preta.

    E o sindicato que este adir preside não tem grana, pra comprar, carrão e caminhonetes, casa na praia

  9. Nós, trabalhadores eletricitários filiados ao Partido dos Trabalhadores no Estado do Paraná, membros da Setorial de Energia do nosso partido, vimos a público manifestar nossa divergência em relação à forma unilateral e anti-democrática assumida pela atual diretoria da Copel em relação aos empregados aposentados da companhia, que estabeleceu um programa de desligamento demissional até março do próximo ano.

    Somos do entendimento de que alguns empregados, não necessariamente em final de carreira, encontram-se acomodados e confortáveis em suas funções, sem oferecer a devida contrapartida de interesse público, coletivo ou social, e tais atitudes comodistas representam uma afronta aos princípios da moralidade, tão bem estabelecidos pelo artigo 37 da Constituição Federal.

    Temos também o entendimento de que existe a necessidade de oportunizar aos empregados mais novos da companhia, e outros que venham a ser contratados em concursos públicos, a possibilidade de assumirem novos desafios e tarefas dentro de um plano de sucessão funcional.

    Em momento nenhum, no entanto, a atual gestão da Copel justificou seu programa de desligamento funcional dos aposentados com base na busca dos princípios de moralidade pública e de gestão social, senão apenas e tão somente, devido à suposta necessidade da renovação de seu quadro.

    Seja como for, tais objetivos de moralidade ou de renovação de seu quadro funcional devem também atender a um princípio de justiça básica com o conjunto dos empregados aposentados em atividade na companhia, os quais se pretende desligar nos próximos meses, pois muitos deles, se não a maioria, terão redução signifitiva em seus orçamentos familiares, pois não reúnem as condições previdenciárias adequadas para a manutenção digna de seu poder aquisitivo atual. Além disso, são profissionais altamente qualificados que, em muitas áreas, não terão seus sucessores formados em prazo de 11 meses imposto pela diretoria da empresa para a totalidade da renovação.

    Temos a compreensão de que há muitos anos a Copel, justamente por ser uma empresa pública que deveria primar por tais princípios de moralidade, deveria ter estabelecido um plano de carreira e de sucessão que não venha a provocar verdadeiros “apagões técnicos” em áreas de extrema importância, nas quais não se forma um profissional com a devida experiência da noite para o dia. Este programa de sucessão deve ter a capacidade de harmoniosamente cumprir um cronograma de desligamento digno dos trabalhadores e por outro lado evitar o terrorismo psicológico, que vimos prevalecer nos idos do neo-liberalismo (Lernismo) mundialmente falido.

    Assim, por todas as razões acima apresentadas, só nos resta tornar pública nossa posição de divergência e repúdio às demissões propostas pela atual diretoria da Copel. Que neste 1º de maio todos trabalhadores, eletricitários ou de outras categorias, possam se unir e renovar seu compromisso de luta em prol de um mundo melhor Para Todos!” Setorial de Energia do Partido dos Trabalhadores do Paraná
    PS: Pedimos a gentileza de Repassar a sua lista de contatos esta correspondência.

  10. Em tempos de globalização há um credo que liberais de todo mundo repetem: as contradições entre capital e trabalho desapareceram. Nessa mesma lógica, afirmam que a luta de classes é um lembrança remota de séculos passados. No entanto, diversas contradições fundamentais entre produção coletiva e apropriação privada não esvaneceram nas últimas décadas. A concentração de riqueza continua acentuada.
    Em um mundo de tecnologias só imagináveis em filmes de ficção, o drama da fome continua a assolar o mundo. O capitalismo alimenta-se da morte de milhões e milhões de pessoas, seja através do incentivo e fabricação de guerras, a destruição de alimentos (em nome da manutenção de preços competitivos), a destruição de economias nacionais.
    Durante séculos, o capitalismo explorou livremente a força de trabalho. Apenas em meados do século XIX os/as trabalhadores/as começaram a exigir de forma organizada, através de sindicatos, a regulamentação da relação capital e trabalho pelo Estado. Foi nesse contexto que trabalhadores/as de Chicago foram às ruas pela redução da jornada de trabalho. A proposta das oito horas de jornada máxima, tornou-se um dos objetivos centrais das lutas operárias, e se tornou o eixo principal de reivindicação dos/as trabalhadores/as.
    Apesar da pressão do governo e dos patrões, foi criada nos Estados Unidos, em 1885, a Federação dos Grêmios e Sindicatos Operários, comandada por lideranças operárias inspiradas por idéias anarquistas ou socialistas. Sua primeira resolução foi convocar uma greve geral em todo o país para o dia 1º de maio de 1886, tendo como eixo a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias e quatro horas aos domingos, e o fim do trabalho infantil.
    Em diversas cidades dos EUA a paralisação reuniu milhares de trabalhadores e foi acompanhada por comícios, sendo alvo da repressão policial. Em Chicago a adesão à proposta da Federação foi massiva e cerca de 400 mil operários das fábricas cruzaram os braços. Aparentemente surpreendidos patrões e governo deixaram que o movimento transcorresse pacificamente. A repressão se iniciou no dia seguinte e a partir de então foi marcada por fortes conflitos. No dia 2 de maio, a polícia entrou em choque com os grevistas numa pequena cidade vizinha de Chicago, deixando um saldo de nove mortos.
    Um dos líderes da greve, o anarquista August Spies, convocou para o dia seguinte, dia 4 de maio, um ato público contra a repressão policial no centro de Chicago, que reuniu cerca de 15 mil pessoas e foi cercada pela polícia fortemente armada. Uma nova tragédia aconteceria. A polícia abriu fogo contra os manifestantes e provocou a morte de 80 operários e mais de uma centena ficou ferida.
    Vários manifestantes, em especial os líderes da greve e organizadores do comício foram presos. O processo, reconhecido posteriormente como uma grande farsa pela própria justiça norte-americana, voltou-se contra os líderes do movimento que foram condenados à morte.
    Em 1889 foi criado o Dia Mundial do Trabalho no Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago
    No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes. Ao longo dos anos, a data foi se legitimando como um momento de luta e reflexão sobre as condições de vida dos/as trabalhadores/as no Brasil.
    Está na ordem do dia recuperar o sentido histórico do 1º de Maio. Vivemos conflitos entre capital e trabalho característicos do período da chamada acumulação primitiva. O Brasil ainda convive com o trabalho escravo de homens, mulheres e crianças. O trabalho infantil, embora proibido pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente até os 16 anos, atinge 2,2 milhões de crianças de 5 a 14 anos de idade, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-IBGE/2001). Ou seja, até o mínimo do capitalismo, a regulamentação da relação entre capital e trabalho, ainda não foi implementada no Brasil.
    Por outro lado, as conquistas dos/as trabalhadores/as, como a carteira assinada, sofrem ameaças e ataques por todos os lados. Governo e patrões continuam unidos na precarização do trabalho. A Medida Provisória que possibilita ao patrão não assinar a carteira dos/as trabalhadores/as rurais é um exemplo dessa política. Mais do que nunca é necessário fazermos sindicalismo combativo e autônomo. Mais do que nunca, a luta de classes deve ser explicitada em todas as esferas sociais, e também no âmbito parlamentar, espaço do dissenso civilizado, mas real.

  11. Pedro Vigário Neto Responder

    – Nota 10 para o cartunista Bennett;
    – Quem pode mais chora menos;

    Abraço.

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