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ONG é acusada de usar crianças para obter dinheiro ilegal

João Varella na Gazeta do Povo

A polícia investiga uma ONG de Curitiba que se diz beneficente supostamente para ganhar dinheiro de contribuintes que pensam ajudar crianças com deficiência mental. Na manhã desta quarta-feira (3), policiais do 11º Distrito Policial cumpriram mandados de busca e apreensão na organização. O responsável, identificado como Isaac Aghion, não estava no local, mas alega inocência.

Quatro investigadores foram cumprir o mandado na Ceanart (Centro Eucomênico de Ajuda aos Necessitados Através da Arte), localizada na Rua João Schleder Sobrinho, bairro Boa Vista. Foram apreendidos computadores e documentos.A Polícia Civil diz ter ouvido uma mãe de duas crianças com paralisia cerebral que teria sido contatada por Aghion. Ele teria oferecido ajuda por meio da Ceanart. A organização usava o nome das crianças para arrecadar dinheiro, mas não havia repasse para a família, que tem dificuldades financeiras.

A retenção do repasse teria sido confirmada em depoimentos prestados por três operadoras de telemarketing e um auxiliar administrativo. O delegado Gerson Alves Machado, titular do 11º DP, descreve que parte do dinheiro era pago para os funcionários. As duas atendentes, registradas como voluntárias, ganhavam R$ 500 por mês mais bônus de 2% sobre o valor que conseguiam arrecadar. Quatro motoboys que recolhiam os valores na casa dos doadores ficavam com 20%.

A Ceanart arrecada R$ 40 mil por mês, segundo as investigações da polícia. Os investigadores encontraram uma lista de pessoas de possíveis doadores periódicos.

“Existem em Curitiba várias outras entidades que usam desse expediente. São pessoas inescrupulosas que acabam montando uma entidade para arrecadar donativos, sendo que não repassam nada ou quase nada para as pessoas necessitadas”, diz o delegado por meio de nota. Machado ainda pede que pessoas que conheçam Aghion ou outras entidades que fazem esse tipo de estelionato que compareçam à delegacia.

Machado pediu à Vara de Inquéritos Policiais a prisão preventiva de Aghion, que teria nacionalidade egípcia e outras dez empresas, segundo a polícia. Porém, a Justiça não concedeu a prisão.

Outro lado

Isaac Aghion alega ser inocente, de acordo com o advogado que o representa, Flávio Lins, do escritório Elias Mattar Assad Advogados Associados. O defensor afirma ainda não ter muitos detalhes sobre o caso, pois teria sido contratado nesta quarta-feira.

Lins antecipou que trabalhará com base na decisão da Vara de Inquéritos para Aghion responder o processo criminal em liberdade.

4 Comentários

  1. Precisa ir a fundo nessa investigação pq cuidar de crianças especiais é coisa muito séria!!

  2. PAPAGAIO DE PIRATA Responder

    CUIDAR DAS CRIANÇAS É O PRIMEIRO DEVER E OBRIGAÇÃO DO GOVERNO ( fDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL), agora o que se ve é uma PROLIFERAÇÃO DE….ONGS….. criadas pelos PETEZADAS onde se distribui dinheiro a rodo sem nenhuma fiscalização, … ONGS, sempre foram fontes e sinônimos de roubalheira.

  3. Isto já está virando moda em Curitiba.
    Esse Ong roubando usando criancinhas a Fundação Honorina Valente desviando dinheiro através do Instituto dos Cegos. Será que nào existe mais respeito por nada?
    Alias, como anda o processo no MP contra a Fundaçào Honorina Valente e seu presidente que desviou mais de 1 MILHÃO DE REAIS, Sr Rodrigo Valente. Já caiu no esquecimento?

  4. As ONGs. no Brasil, são umas “ongsnação” completa. Essas arapucas, buracos negros do dinheiro do povo bobão, está fazendo a fortuna de muita gente.
    Vieram para dimuir o custo Brasil, sob a alegação de que o Estado não tinha como gerenciar seus compromissos, e seria mais barato fazer serviços públicos via ONgs.
    Tudo enganação (ongnação). Só dá roubalheira descarada do dinheiro do povo.
    O Estado que assuma seus serviços, que acabe com as ongs, São quadrilheiros.

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