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Demissões em massa na Folha de Londrina

A direção do Jornal Folha de Londrina anunciou hoje a demissão de 17 dos 33 jornalistas da sucursal de Curitiba. O clima é de terror. A direção da empresa não se manifestou oficialmente e ainda não se sabe se há a possibilidade de novas demissões.

Na semana passada, o pessoal do telemarketing, que vendia assinaturas em Curitiba, foi demitido.

16 Comentários

  1. advogado do povo Reply

    É a lógica do banqueiro na administração de um jornal , lamentável.

  2. Afinal, a crise também atinge órgãos de comunicação, realidade essa que passa ao longe de alguns sindicalistas, que, ao final e ao cabo, agem contra os interesses dos trabalhadores.

  3. Tarso de Castro Reply

    Ué… a Folha de Londrina ainda existe? E que é mais incrível: tinha 33 funcionários em Curitiba, uma cidade em que até o “jornalão” local, a Gazeta do Povo, tem que rebolar pra continuar aberto!

  4. O Zé do chapéu ainda existe?
    Como banqueiro/ empresário, ele conseguiu desmoronar o maior Banco privado do Sul do Brasil, que era orgulho dos Paranaenses, agora ruma além de vender suas fazendas a se desfazer do jornal, que mal administrado pelo Zé do Chapéu é um horror de podre!

  5. Guilherme Tubarão Reply

    Caro Tarso. A FOLHA existe sim, e merece respeito. Gostaria de xingá-lo, mas os leitores do blog não merecem.

  6. Sindijor-PR protesta contra 17 demissões no Paraná

    Fonte:
    http://acordajornalista.blogspot.com/2009/06/sindijor-pr-protesta-contra-17.html

    A Folha de Londrina anunciou nesta segunda-feira (8/9) a demissão de mais da metade do seu quadro de jornalistas na sucursal de Curitiba. Dos 33 profissionais que trabalham na redação, 17 seriam demitidos, segundo a empresa.

    O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) já acionou a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho no Estado (SRTE, antiga DRT).

    Uma mesa-redonda entre o jornal e o Sindicato debaterá a reversão das demissões na manhã da próxima segunda-feira (15/6), a partir das 11 horas, na sede da superintendência, localizada na esquina das ruas José Loureiro e Travessa da Lapa.

    Antes, às 13 horas desta quarta-feira (10/6), os jornalistas devem protestar na Boca Maldita contra a série de demissões. A categoria já havia agendado uma manifestação para essa data, em razão do julgamento, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), da ação que trata do diploma de jornalismo. Agora, o ato também servirá de protesto contra as 17 dispensas.

    Arbitrária e injusta, a medida configura dispensa coletiva, conforme a cláusula 36 da atual convenção coletiva de trabalho da categoria.

    “As demissões irregulares são a culminação de uma série de violações a direitos dos trabalhadores jornalistas pela Folha de Londrina”, diz trecho de nota divulgada pelo informativo diário “Extra-Pauta”, do Sindijor-PR.

    “Atrasos no reajuste salarial determinado por convenção e irregularidades nos pagamentos de horas extras (estas somente sanadas por acordo coletivo, formalizado em 2008) foram práticas usuais da empresa nos últimos anos.”

    Abaixo, a lista dos trabalhadores atingidos pela demissão coletiva anunciada pela Folha de Londrina:

    Editores
    Rodrigo Lopes – Esportes
    Elen Taborda – Cidades
    Maria Duarte – Cidades

    Repórteres
    André Amorim
    Letícia Correia
    Ivan Vilhena
    Karla Losse
    Denise Ribeiro
    Dimas Rodrigues
    Júlio César Lima
    Rafael Urban
    Bia Moraes
    Cláudia Polaci
    Tiago Alonso
    Carolina Gabardo

    Fotógrafos
    Letícia Moreira
    Mauro Frasson

    http://acordajornalista.blogspot.com/2009/06/sindijor-pr-protesta-contra-17.html

  7. A única “redação” que não é afetada pela crise é a da Prefeitura de Curitiba, onde um bando de mentirosos é pago com dinheiro público para enganar a população.

  8. Luis Adolfo Kutax Reply

    SE É UM ATO DE GESTÃO E NECESSÁRIO OS PROFISSIONAIS SENDO COMPETENTES SERÃO RAPIDAMENTE ABSORVIDOS POR OUTROS EDITORIAIS. SÃO REFLEXOS DA CRISE, OU ALIVIA O PESO OU O BARCO AFUNDA COM TODOS E´AÍ TUDO ESTARÁ ACABADO.

  9. Tarso de Castro Reply

    Guilherme Tubarão, desculpe, quis ser irônico com a situação e acabei me expressando mal.O que acho é que a direção da Folha de Londrina tem feito tantas trapalhadas com a imagem do jornal que parecia até que não existia mais aquela velha Folha de guerra, do Dinho (Pellegrini), Apolo Teodoro, João Luís Arruda, Roldão, João Otávio Malheiros, Cesar Marchesini, Ademir Assumpção. Lembro que, lá por 1994 a direção tentou até mudar o nome do jornal para Folha do Paraná (que o Luís Cláudio Oliveira, hoje no site ondarpc, levava nas costas, aliás). A Folha de Londrina, você que é novo acho que não se lembra, era considerada um dos melhores jornais do Brasil. Eu testemunhei, em várias redações de jornais que visitei pelo Brasil: a Folha de Londrina estava entre os jornais de consulta obrigatória dos editores, pauteiros e repórteres alfabetizados. É isso, Tubarão. Mas é aquilo também.

  10. Zé Maringá Reply

    só um toque, informal pra tchurma. Parece que no Diário do Norte do Paraná (lá em Maringá, terra do saudoso Galo do Norte) estão procurando repórter. Vale dar uma ligada e ver se rola.

  11. É IMPRESSIONANTE O CORPORATIVISMO.
    MAS CONCORDO OS COMPETENTES O MERCADO ABSORVE RAPIDAMENTE.
    QUEM SABE COM AS REFORMULAÇÕES E SANGUE NOVO A FOLHA DE LONDRINA VOLTE AO SEU LUGAR AQUI NA CAPITAL.

  12. A Folha de Londrina, nascida dentro de uma tipografia nos fundos de uma velha casa da rua Duque de Caxias, por obra e arte de Abdoral Araujo e Fulgêncio Ferreira Neves, com fins políticos partidários, lá pelos anos 40, se me lembro (o Tarso de Castro pode confirmar). Apareceu um jovem catarinense de Meleiro, chamado João Milanez, como “agenciador de anúncios” e assumiu o jornal, gratuitamente.

    Daí então, passou a ser orgão oficial de Londrina com circulação regional. Com a mudança para novas instalações na av. Rio de Janeiro, prosperou, com a participação dos sobrinhos Macarinis, mano Nando e o chefe de reportagem da época, João Rimoli,

    Com dificuldades financeiras, Milanêz transferiu o controle acionário ao ex-senador “Zé do Chapéu” (leia-se Bamerindus). A Folha de Londrina já era considerada uma das principais edições nacionais. Excelente parque gráfico, sem dúvida, ainda hoje tem a melhor impressão, diagramação e paginação do Brasil.

    Lamentavel essa situação atual. Aliás, diga-se de passagem, situação pela qual passam jornais, revistas, rádios, TVs de todo Brasil. Haja vista, a própria Organização Globo, a toda poderosa, deve bilhões ao Governo Federal, via BNDES e outros orgãos. Por isso, essa parcialidade na divulgação dos “grandes feitos” do governo Lula.

    Sem verbas governamentais em todos os níveis, fica dificil fazer comunicação neste país, que lê muito pouco. Como disse o mestre Renê Dotti em uma de suas palestras: “liberdade de imprensa não existe; existe, sim, liberdade de empresa”.

  13. edson vieira Reply

    realmente uma grande tristeza saber que 17 são jogados a rua, mais ficamos felizes com 16 que se mantiveram e lutam para manter o espirito de equipe e fazer um trabalho que mereça o respeito da população, trazendo seu reconhecimento diretamente na banca, esperamos que o reconhecimento não demore a chegar e se façam novas oportunidades a futuros talentos a nossa tão sonhada comunicação social, afinal não basta ser jornal…tem que ter conteudo, qualidade e expressão! ser um meio a população é muito mais que papel e tinta…

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