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Gripe suína: com 21 novas mortes no Paraná país quebra barreira dos cem óbitos

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João Sorima Neto, Cleide Carvalho e Fabiana Parajara, O Globo

A secretaria estadual de Saúde do Paraná divulgou nesta terça-feira que mais 21 pessoas morreram no estado vítimas da gripe suína (H1N1). Em São Paulo, a secretaria estadual de Saúde também divulgou mais 13 vítimas fatais pela doença. Com a confirmação de mais esses óbitos, o Brasil quebrou a barreira dos cem mortos por gripe suína.

De acordo com a secretaria de Saúde do Paraná, a explosão de casos aconteceu porque vários exames de pessoas que tiveram mortes suspeitas da doença ficaram prontos na Fiocruz, no Rio de Janeiro, e no Laboratório Central do Estado do Paraná, confirmando o diagnóstico de gripe suína. O Laboratório Central começou a fazer os exames no último dia 28 de julho, o que acelerou os resultados. As mortes aconteceram desde o dia 14 de julho. Com esses novos casos, o Paraná soma 25 óbitos.

O mesmo se aplica ao número de casos confirmados, que subiram de 180 para 601. Além disso, outros 1.314 casos suspeitos da doença foram descartados.

A secretaria paranaense não divulgou o nome das vítimas, mas informou que a maioria tinha entre 25 e 35 anos e morava na região metropolitana de Curitiba. Uma das vítimas é uma mulher de 37 anos, que estava há mais de 10 dias internada em Londrina. Ela morreu na madrugada desta terça-feira. Moradora de Ibiporã, no Norte do Paraná, ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mater Dei em Londrina. Já haviam sido registradas três mortes em Curitiba e uma em Jacarezinho, no norte do estado.

Com mais 37 mortes anunciadas por gripe suína nesta terça-feira – houve ainda três óbitos no Rio de Janeiro – o Brasil já registrou desde o início da epidemia pelo menos 133 vítimas fatais, de acordo com números extraoficiais. Até esta segunda, esses números mostravam 96 mortes. No último boletim oficial do Ministério da Saúde, que divulga a contabilização semanalmente, havia 56 mortes. A próxima atualização deve acontecer na sexta-feira.

A organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou nesta terça-feira que pelo menos 2 bilhões de pessoas devem ser contaminadas pela doença até o fim da pandemia.

Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde anunciou mudanças no protocolo de tratamento para gripe A para aumentar a autonomia dos médicos para receitar o antiviral Tamiflu . O protocolo prevê o uso apenas em pacientes com sintomas graves da doença ou integrantes de grupos de risco. Com a mudança, os médicos ficam liberados para receitar o medicamento aos pacientes que achar conveniente, mesmo que não tenham sintomas graves ou que estejam fora de grupos de risco, de acordo com o quadro clínico, desde que a prescrição seja tratada como exceção.

Leia também: SP terá 50 postos para distribuição do Tamiflu

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou, porém, que a autorização para que os médicos receitem o Tamiflu de acordo com sua avaliação não significa flexibilização do protocolo do Ministério da Saúde para o uso do antiviral no combate à gripe. Segundo ele, a mudança no protocolo vai atender a casos excepcionais, desde que o médico e a autoridade sanitária se responsabilizem pela situação.

– É importante que não se passe para a população uma falsa impressão que todo mundo agora com sintoma de gripe vai poder pegar o remédio e tratar. Não vai acontecer isso. Seria uma situação de grave irresponsabilidade. O remédio tem indicações especificações e vai ser usado dentro dessas especificidades – afirmou o ministro.

Temporão disse que o protocolo existe justamente para evitar o “uso irracional e indiscriminado” do medicamento, que pode vir a causar resistência do vírus ao Tamiflu e, além disso, provocar efeitos colaterais nos pacientes. Ele lembrou que o mundo tem apenas dois medicamentos para tratar o quadro clínico da doença e não se pode correr risco de fazer uso irresponsável deles.

– O protocolo é uma orientação para evitar o uso irracional e que temos que manejar com muito cuidado.

Maior número de mortes está no SE e Sul

Os estados da região sudeste e sul (SP, RS, PR, PR e SC) concentram o maior número de mortes. São Paulo lidera a estatística com pelo menos 50 mortes até agora. O nordeste registrou três vítimas fatais pela doença na Bahia (1), Paraíba (1) e Pernambuco (1). Até a semana passada, o total de infectados pela nova gripe no país era de 1.958 pessoas, segundo o boletim oficial do Ministério. Os casos de gripe suína já superam os de gripe comum no Brasil.

Em São Paulo, uma mulher de 63 anos que morreu na cidade de Campinas no último dia 29, teve a doença confirmada nesta terça, elevando para seis o total de vítimas fatais da doença na cidade. Em Itaí, interior paulista, uma funcionária pública de 46 anos é uma das vítimas. Segundo o coordenador municipal de saúde do município, Nelson Nardocci, ela fez a primeira consulta no dia 19 de julho, voltou ao médico no dia 20 e no dia 21 foi internada na Santa Casa da cidade com sintomas da gripe A. A transferência para o Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu foi feita no dia 22 de julho e no dia seguinte ela morreu de insuficiência respiratória provocada por pneumonia.

Nardocci afirmou que ela não foi medicada com Tamiflu durante o período em que foi atendida na cidade. Ele explicou que Itaí não tem o medicamento disponível, pois apenas os hospitais de referência receberam o Tamiflu para tratamento da gripe A. A moradora de Itaí tinha hipertensão, era obesa e não havia feito viagens. A cidade teve outros 5 pacientes com sintomas da gripe suína, mas o tratamento evoluiu bem e não foram feitos exames laboratoriais para detectar a doença.

Em Cotia, a primeira vítima fatal da doença na cidade é um homem de 30 anos, que estava internado há 15 dias e o quadro também evoluiu para pneumonia. A Secretaria Municipal de Saúde de Cotia considera que o paciente pertencia ao grupo de risco porque era fumante. O município tem 12 casos confirmados da doença e outros 32 aguardam resultados de exames laboratoriais.

Em São Caetano do Sul, a vítima foi uma mulher de 42 anos que morreu no dia 29 de julho. O município já tem três mortes pela doença.

4 Comentários

  1. Maicon Jakson nos deichou, mas seu legado com as mascaras cirúrgicas evitar doenças contagiosas continua vivo!

  2. Será que esses números vão fazer com que o irresponsável do temporão passe a dar importância, ou só quando isso afetar algum parente dele é que vai passar a ser sério. Porque esse ministro está mais para açougueiro com as últimas medidas ditadas.

  3. Lingua de Krocodilo® Responder

    Só acredito nos numeros que os coveiros de Curitiba divulgarem, sinto muito.

  4. Fazrnda Rio Grande Responder

    A situação é bem séria!

    Em Fazenda Rio Grande demitiram a Secretária da Saúde e seu esposo, que é médico e vice-prefeito renunciou ao cargo. Há vários casos “ainda não confirmados” de gripe a na cidade. Já ocorreram 3 óbitos por “pneumonia”, que não estão contabilizados nos 21 citados na grande imprensa!

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