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Itaipu pode ser modelo para contrato com Peru

lobao

Agência Estado

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que o acordo fechado anos atrás entre o Brasil e o Paraguai para a construção de Itaipu – e que tem partes sendo questionadas hoje pelo país vizinho – poderá ser usado como base para um novo contrato, desta vez com o Peru.

A ideia é construir 15 usinas hidrelétricas, com capacidade de 15 mil megawatts (MW). Destas, as cinco primeiras, com capacidade para gerar 6 mil MW a partir de 2015, é que estão sendo discutidas no momento.

“O acordo com o Paraguai é muito bom. Foi um contrato muito bem feito”, disse o ministro, após reunir-se com o ministro de hidrocarbonetos do Peru, Pedro Sanchez, no Rio.

Pouco depois, ele chegou a admitir que ocorreram “falhas” no acordo, que podem ser “melhor equacionadas” neste novo contrato. A ideia é concluir o acordo até o final de 2010.

As cinco primeiras hidrelétricas, que deverão somar entre US$ 12 bilhões e US$ 13 bilhões, deverão ser financiadas pelas empresas estatais de energia dos dois países (Eletrobrás, no caso do Brasil) e também terão apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), “além de outras fontes”.

Com o Peru deve ficar 20% da energia gerada. O restante será entregue ao Brasil, que poderá consumi-la no mercado interno ou vender para países vizinhos. Lobão afirmou ainda que o Brasil deverá ficar responsável por licitações para linhas de transmissão em território nacional, e o Peru ficará com as linhas em seu território. “Mas isso poderá ser estendido um pouco aqui, um pouco ali”, comentou.

Admitindo que o Brasil conta com uma série de problemas burocráticos para a liberação de licença ambiental, Lobão descartou que este seja o motivo principal de o governo estar priorizando investimentos no Peru.

“Temos problemas aqui sim. Mas também temos energia e isso não está nos faltando. Temos interesses em construir usinas no Peru, na Argentina, no Paraguai. Esta é uma decisão geopolítica, diplomática com os países vizinhos”, disse Lobão. O ministro de Hidrocarbonetos do Peru, Pedro Sanchez, afirmou que a legislação ambiental em seu país é tão rigorosa quanto a brasileira, mas que as reações contrárias ao empreendimento em seu país já estão “quase superadas”.

3 Comentários

  1. Que beleza. E a fiscalização será feita por quem? Pelo Alan Garcia e corriola.
    A Itaipu Binacional não é fiscalizada nem pelo Tribunal de Contas da União, nem pela Controladoria Geral da República no Paraguai, nem pelos promotores, procuradores da República, Justiça Federal, nem pelos Congressos paraguaio e brasileiro.

  2. Uma pressa danada para fecharem logo mais um acordo. Que tal não se esquecerem de passar isso pelo Senado, ou o que restar dele, se é que não vão acabar com tudo antes. Já que essa é nitidamente a ideia do Executivo.

    Vamos construir sim, mas vamos ver quem paga o que e para onde vai essa arrecadação.

  3. PORRETE DE LAPACHO Responder

    ESSE BABACA MARANHENSE DESINFORMADO, BABA-OVOS DO LULA. A RECEM O BARBUDO LULA ESTAVA EM ASSUNCIÒN E LÀ BAIXOU AS CALÇAS P/ O REPRODUTOR E MANDOU OS BRASILEIROS PAGAR A CONTA, LOB(MAU)BÃO SAIA DO CARGO, TEU CHEFE FAZ EXATAMENTE O CONTRÀRIO DO QUE TÙ FALA

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