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TCU vê sobrepreço em obra da Petrobrás

Blog do Noblat

O primeiro lote de documentos obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás aponta indícios de superfaturamento de, pelo menos, R$ 121 milhões na obra da Refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) e acusa o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, de sonegar documentos.


É o que diz auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), concluída no dia 3 de julho, em toda a obra da refinaria financiada pela Petrobrás em parceria com a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), do governo de Hugo Chávez. O relatório foi entregue segunda-feira à CPI. No TCU, aguarda análise do ministro Benjamin Zymler.

Os auditores vasculharam os contratos da refinaria entre 29 de abril e 3 de julho depois de indícios preliminares de irregularidades divulgados no começo do ano. Levantaram suspeitas de superfaturamento em quatro contratos vigentes que somam R$ 2,7 bilhões.

São empresas contratadas para construir a “Casa de Força” (espécie de usina termoelétrica), tanques de armazenamento, edificações, e fornecer mão de obra para esses serviços. Os valores pagos pela Petrobrás estão, de acordo com a investigação, “excessivos frente ao mercado”.

O que chamou a atenção dos técnicos é que, desse montante, não há detalhamento sobre o uso de R$ 1,1 bilhão. Suspeita-se da existência de funcionários fantasmas na obra. “Pode-se estar duplicando ou triplicando a quantidade de pedreiros, serventes, guindastes”, alerta o relatório, que chega a cogitar a paralisação dos pagamentos.

Do restante dos contratos, no valor de R$ 1,6 bilhão, os auditores investigaram R$ 347 milhões e se surpreenderam com o fato de 53% – cerca de R$ 121 milhões – estarem acima do valor de mercado. “Os indícios de sobrepreço constatados apresentam potencial de ocasionar prejuízos significativos à Petrobrás”, afirmam os auditores, que classificam Gabrielli de “omisso” por ter ocultado informações do órgão.

“É de se concluir que a conduta do responsável é culpável, ou seja, reprovável”, afirma o relatório, que ainda aponta a compra de equipamentos de laboratório e cozinha por R$ 66,6 milhões sem licitação e considera a irregularidade “grave”.plataforma-petrobras

5 Comentários

  1. V.Lemainski-Cascavel Responder

    E isso deve ser apenas o começo. Deveriam verificar também o setor de locação de hotéis para funcionários da Petrobrás…Segundo informações……

  2. Que novidade, nada que venha da atual “PetroPT” está limpo ou é Honesto correto e transparente.

    Olhem só a Palhaçada do Governo no Senado para que não haja investigações.

  3. ´da minha parte vamos começar a vender essa empresa,gazolina mais cara do mundo,monopolio,verbas faraonicas de propagandas,cabide de emprego para a PTzada,se alguem for contra a minha opinião favor de dar uma vantagem para continuar com uma empresa estatal que visa lucro para os acionitas americanos.

  4. Agora que a petralhada ganhou no tapetaço a impunidade para o malandro do Sarney, debate este que serviu para desviar o Congresso das discussões mais importantes, está na hora da oposição voltar o foco para a bilionária corrupção na PETROBRAS!

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