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Ciro cresce, Dilma definha, Marina incomoda, Serra balança

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De Ruy Fabiano, jornalista

O presidente do Ibope, Carlos Montenegro, está cético quanto ao futuro eleitoral do PT.

Não prevê bons ventos para a candidatura Dilma Roussef, que voltou a apresentar baixa performance em pesquisa daquele instituto, publicada esta semana.

Ela ficou em terceiro lugar, um ponto atrás de Ciro Gomes (PSB), que exibe potencial de crescimento bem superior e avisa que vai disputar a sucessão presidencial – e não o governo de São Paulo, como lhe propôs o presidente Lula.

Constata-se, inclusive, que, dentro do PT, o desencanto com Dilma já faz com que muitos cogitem de debandar para a candidatura Ciro Gomes. Lula preocupa-se.

A um ano de distância do pleito, a polarização desejada por ele talvez se dê entre Ciro e José Serra (PSDB) e não com o PT, que enfrenta uma situação singular: tem o presidente mais popular das últimas décadas, mas não alguém que possa sucedê-lo.

Os principais quadros do partido ou o abandonaram nos últimos anos – caso, entre outros, de Luiza Erundina, Heloísa Helena, Marina Silva e Fernando Gabeira – ou perderam prestígio e substância, nos sucessivos escândalos que se abateram sobre o governo.

É o caso, também entre outros, de Antonio Palocci, José Genoíno, José Dirceu, Eduardo Suplicy, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante.

Muita gente ilustre deixou o partido desde que ele chegou ao poder. Ninguém de peso entrou. Eis aí um paradoxo, sem precedentes na história, a ser examinado por especialistas..

Foi a falta de quadros disponíveis que levou Lula a optar por Dilma, uma técnica, jejuna em palanques, cuja escassa biografia política teve início em outro partido, o PDT.

O PT luta por absorvê-la, sabendo das dificuldades de viabilizar alguém que, de saída, tem 40% de rejeição, quase metade do eleitorado, e não consegue absorver a popularidade do presidente.

Quando não há unidade na base partidária, as coisas ficam bem mais difíceis. Basta lembrar o caso de Geraldo Alckmin, em 2006, no PSDB. Impôs-se ao partido, dividindo-o.

O resultado é que chegou fraco aos palanques e perdeu as eleições, mesmo tendo a seu favor o escândalo do Mensalão.

Dilma, até aqui, não conseguiu emular Lula. Em vez disso, catalisa o desgaste do PT. Lula, desde o Mensalão, descolou-se do seu partido. Passou a ser visto como entidade autônoma, em quem não causam danos os revezes de seus companheiros de legenda.

O PT amarga hoje a pecha de partido do Mensalão, dos aloprados, aliado de personagens os mais retrógrados da política nacional, cultores de práticas fisiológicas repudiadas.

Lula, que promove e sustenta essas alianças, é misteriosamente dissociado delas. Levou o partido ao sacrifício, mas não se sacrificou com ele. A estratégia seria perfeita se ele, Lula, fosse o candidato.

Sua vitória forneceria meios de compensar os companheiros pelo sacrifício. Mas ele não é candidato e não dispõe de alguém em condições de beneficiar-se com alguns nacos de sua popularidade.

O potencial que viu em Dilma está sendo minado por candidaturas afins, como as de Ciro Gomes e de Marina Silva (PV).

Serra, por enquanto, tem contra si a obstinação de um correligionário concorrente, o governador de Minas, Aécio Neves.

Mas Aécio não irá ao ponto de atirar no próprio pé. Sabe que sua resistência tem prazo e serve apenas para aumentar-lhe o cacife pessoal na campanha e no futuro governo (se, claro, o PSDB vencer).

Pode-se alegar que falta um ano para as eleições e que muita água ainda vai rolar. É verdade.

Mas um especialista como Montenegro lembra que as três últimas eleições já apresentavam, um ano antes, o seu cenário final.

Nesse caso, a hipótese de os petistas migrarem para Ciro Gomes ganha consistência e aumentará as resistências a Dilma dentro do próprio PT.

12 Comentários

  1. Estamos no mato sem cachorro.
    O tucano Serra que defende com unhas e dentes os interesses de São Paulo, exemplos:
    – Lei taxando o ICMS da energia elétrica no destino e não no Estado produtor (beneficiou SP e nos tirou recursos milionários);
    – Agora defende que os Royaltes do PRE SAL fiquem com São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo;
    – Lei Kandir -dos tucanos- também prejudicou o Paraná.
    O Ciro Gomes é um Collor disfarçado, representa as velhas oligarquias do nordeste e além de tudo não tem equilibrio emocional para ser Presidente da República.

  2. Sabe a tal margem de erro. Para cima para a Dilma, para o Ciro em quatro por cento e, para baixo, para os demais, na mesma porcentagem. Ninguém mentiu: A margem de erros é para cima ou para baixo em quatro porcento. CERTAMENTE NÃO É O PSDB QUEM ESTÁ PAGANDO MAIS ESTA PESQUISA.

  3. Me economize jptorres!

    Nassif: Nassif o Banana
    “Luis Nassif foi demitido da Folha pela suspeita de ter usado seus artigos no jornal para achacar o governo de Geraldo Alckmin. Falei sobre o episódio com o diretor da Folha. Ele confirmou. Com a carreira no jornalismo arruinada, Luis Nassif refugiou-se na internet, onde seu passado era desconhecido, como o de Mengele em Bertioga. O bando de Luiz Gushiken arranjou-lhe uma sinecura no iG. Enquanto fazia um blog para meia dúzia de leitores, ele era obrigado a escapar de seus credores no BNDES, que queriam penhorar seus carros e apartamentos para tentar recuperar uma parte do rombo de 4 milhões de reais da Dinheiro Vivo. No fim de 2007, depois de um misterioso encontro com a diretoria do BNDES, ele conseguiu fechar um acordo judicial altamente lesivo para o banco, que lhe garantiu os seguintes mimos: o abatimento de 1 milhão de reais de sua dívida, o prazo de dez anos para saldá-la, a retirada de todas as garantias para o pagamento do empréstimo e a dispensa de uma multa de 300.000 reais. Algumas semanas depois, ele retribuiu a generosidade estatal usando o único método que conhece: uma campanha de mentiras descaradas contra mim e contra VEJA, tidos como inimigos do governo…”

    por Diogo Mainardi

    http://veja.abril.com.br/160708/mainardi.shtml

  4. Ciro lembra Collor, FHC e Lula. Um pouco de cada.
    Provoca Serra. Se Serra aceitar debater, será bom para Ciro.
    Inteligente, Ciro diz que é da base de apoio do governo.
    Será difícil segurar Ciro. Principalmente se organizar bem o seu esquema no Sul. Parece que tem uma liderança do Sul que quer “ajudar”.

  5. E agora Requião ?

    Chávez diz que torce pela vitória de Dilma Rousseff
    Plantão | Publicada em 26/09/2009 às 19h05m

    ISLA DE MARGARITA, Venezuela – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou neste sábado, na abertura da II Cúpula América do Sul-África, que está torcendo pela vitória da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, nas eleições presidenciais de 2010. Chávez disse que pode até ser acusado de interferência indevida em assuntos internos brasileiros, mas não poderia evitar o comentário porque estava agindo com o coração.

    – Dilma será a próxima presidente do Brasil. Meu coração é quem fala, meu coraçãozinho – disse Chávez.

    Ao ouvir as declarações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu um largo sorriso. Chávez falou sobre Dilma ao lamentar o curto período que Lula permanecerá como presidente, um ano e três meses. O presidente da Venezuela disse que o prazo é curto. A compensação pela perda, segundo ele, seria a vitória da ministra Dilma Roussef.

  6. O Ciro não vai longe, com quanto mais corda ele estiver, mais facimente ele mesmo se enforca. O problema é que não consegue conter a sua babaquice por muito tempo e sob pressão, no cansaço ela vem à tona com tudo.

  7. $ERÁ?!

    Um jornalista, falando com naturalidade sobre uma dívida de três milhões, tal coisa , coisa e tal!
    Qual é o salário de um jornalista: cinco, dez mil?
    Como juntar três milhões em, digamos, vinte anos?
    Será que a cor da nota de cem é MARROM???
    SERÁ? SERÁ?

  8. UÉ!!!!
    CHAVÉZ NÃO É O HOMEM DE REIQUIÃO?
    CHÁVEZ É DILMA E REIQUIÃO? COM QUEM ESTÁ REIQUIÃO???
    ESTRANHO, CAMINHOS DIFERENTES, PARECE QUE REIQUIÃO DESTA VEZ ESQUECERÁ DE VEZ A DECOREBA DA “CARA DE PUEBLA””, SÓ DECOREBA, ATOS NUNNNNNNNCA!

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