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PMDB do Paraná rejeita acordo pró-Dilma

dobrandino

De Ivan Santos, no Bem Paraná

Lideranças do PMDB do Paraná articulam para a semana que vem uma reação contra o acordo fechado pela cúpula nacional do partido que prevê o apoio à candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, à Presidência da República em 2010, em troca da indicação de um vice peemedebista.

A avaliação é que antecipação da aliança só interessa à direção nacional da legenda, que tenta criar um fato consumado para passar por cima dos interesses regionais, já que em muitos estados, o PMDB rejeita uma coligação formal com o PT de Dilma, preferindo que o partido fique livre para fechar acordos a partir das conveniências políticas locais.

Ex-presidente do PMDB no Paraná e integrante da Executiva Estadual do partido, o deputado Dobrandino da Silva (foto) rejeita a iniciativa, e conta que já fez contato com o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, também partidário da aliança com o PSDB de Serra, para articular uma reação contra a cúpula nacional.

Ele acusa Temer, Sarney e os peemedebistas que ocupam cargo no governo Lula de tentarem impor de cima para baixo a aliança com o PT, sem consultar as bases da legenda nos estados.

— Quem tem que definir a aliança é o partido e não meia dúzia que está atrelada ao governo. Está tudo errado, atira Dobrandino.

No Paraná, por exemplo, o partido está dividido entre o lançamento de um candidato próprio ao governo – o vice-governador Orlando Pessuti – e o apoio a candidatos de outros partidos, no caso o PSDB do prefeito de Curitiba, Beto Richa; ou o PDT do senador Osmar Dias.

O próprio governador Roberto Requião tem emitido sinais dúbios, acenando com o apoio a Dilma, mas cobrando a retribuição do apoio do PT à Pessuti, ao mesmo tempo em que rejeita a aproximação com Osmar.

Além disso, Requião tem liberado interlocutores próximos a negociar a aproximação com o PSDB de Beto Richa.
Na bancada do partido na Assembleia Legislativa, a maioria se inclina pelo apoio ao tucano, rejeitando qualquer composição com o PT e com Osmar, e exibindo clara preferência pela coligação em torno da candidatura do prefeito curitibano no Estado, o que implicaria também no apoio a Serra para a Presidência.

De olho na vaga de candidato a vice-presidência na chapa de Dilma, a direção nacional do PMDB, capitaneada pelo presidente da Câmara Federal, Michel Temer (SP), pelo presidente do Senado, José Sarney (AP), e pelos ministros do partido no governo Lula se reuniu com Dilma nesta semana, e selou um pré-acordo para apoiar a petista.

Ex-presidente do PMDB no Paraná e integrante da Executiva Estadual do partido, o deputado Dobrandino da Silva rejeita a iniciativa, e conta que já fez contato com o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, também partidário da aliança com o PSDB de Serra, para articular uma reação contra a cúpula nacional. Ele acusa Temer, Sarney e os peemedebistas que ocupam cargo no governo Lula de tentarem impor de cima para baixo a aliança com o PT, sem consultar as bases da legenda nos estados.

“Quem tem que definir a aliança é o partido e não meia dúzia que está atrelada ao governo. Está tudo errado”, atira Dobrandino. O peemedebista deixa claro que não tem qualquer intenção de apoiar a presidenciável do PT e garante que essa posição é majoritária dentro do PMDB paranaense. “Eu não admito de forma nenhuma. Não vou trabalhar para o PT, muito menos votar em um candidato petista. E a maioria dos deputados, prefeitos e vereadores que eu tenho conversado não quer fazer esse tipo de coligação”, explica.

Segundo o deputado, o contato com Quércia foi justamente no sentido de organizar uma reunião dos peemedebistas descontentes com as negociações conduzidas pela direção nacional e pelos setores que apóiam o governo Lula. “Temos que abrir fazer uma reunião para provocar essa discussão”, explica, lembrando que em vários outros estados além do Paraná e São Paulo – como Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais há resistência em um acordo com o PT de Dilma.

Cacife — Do Paraná, um dos peemedebistas que participaram da reunião com a ministra esta semana foi o também ministro (Agricultura), Reinhold Stephanes. Mesmo ele, porém, que defende o apoio a Dilma e à candidatura de Osmar Dias ao governo admite que o partido está dividido. Alguns poucos ainda defendem a candidatura própria de Pessuti ao governo, e só admitem o apoio à Dilma caso o PT retribua, apoiando as pretensões do vice de Requião. A maior parte da bancada estadual prefere o PSDB de Beto Richa e Serra. E nesse caso, também preferem empurrar qualquer decisão para o ano que vem, até para cacifar o partido nas negociações sobre as alianças eleitorais de 2010, tanto no Estado, quanto no País.

5 Comentários

  1. Nossa!!!! q perigo. Os caciques nacionais do PMDB devem estar morrendo de preocupação com os caciquinhos do Paraná. Inclusive vão convocar uma convenção nacional para discutir o assunto. rsrsrsrs.

  2. O Temer Presidente Nacional do PMDB e deputado por São Paulo afirmou na imprensa que vai intervir no diretório em São Paulo imagine o que fará com o PMDB Paraná….E depois desta declaração do Dobrandino “talvez nem durma esta noite”……..

  3. Vejam como são as coisas, essa mesma situação eles queriam impor aqui em Toledo através da candidatura do petista do Elton Welter em detrimento do candidato do PMDB Beto Lunitti, diga-se de passagem o único que se empenhou de fato e nunca abandonou o partido foi o Pessuti, agora estão provando do próprio veneno…..

  4. Isto mesmo DOBRANDINO….
    Junte Vossa Excelência, teu REIQUIÃO, mais o Quércia, não esqueçam de levar o DOÁTICO e o DELÁZARI, vão pra Brasília e deçam o pau no LULA, no Michel Temer, no Sarney… Tenham certeza, eles devem estar morrendo de medo da força que o PMDB do Paraná tem no Congresso Nacional!
    Posso rir???
    Quer vaia também?
    Então lá vai!
    ÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚ!!!!!
    ÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚ!!!!!
    ÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚ!!!!!

  5. V.Lemainski-Cascavel Responder

    O navio está afundando e os náufragos não sabem que direção tomar.
    Que decadência de um partido que teve história de glórias e agora agoniza.

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