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Bernardo defende candidatura governista única ao Planalto

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De Anne Warth, da Agência Estado

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, endossou ontem a tese de uma candidatura única, que represente o governo, nas eleições de 2010 para a Presidência da República, ideia defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Acho que a coisa mais sensata que poderíamos fazer é o que o presidente Lula está falando. Temos de ter um candidato que represente o governo nesta eleição”, afirmou, durante encontro com a diretoria do Sindicato da Habitação, o Secovi, na capital paulista.

Na avaliação do ministro, a candidatura única reduziria o espaço da oposição e fortaleceria o candidato do governo. “Se tivermos mais de um candidato, poderíamos ter um problema de mimetismo político”, alertou. “Poderão aparecer candidatos de oposição dizendo ser a favor de tudo o que o governo faz. Temos de tomar cuidado com isso”, emendou. Sem revelar suas preferências, Bernardo sinalizou ser favorável à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a sucessão no Palácio do Planalto. Ele defendeu ainda a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo.

“Tudo isso está sendo conversado, ninguém tomou uma decisão definitiva ainda. Ciro tem falado que gostaria de ser candidato a presidente, mas acho que ele deu um aviso claro quando transferiu o seu título de eleitor para São Paulo. Antes de abril ou maio, não haverá decisão sobre isso”, declarou.

Bernardo elogiou Ciro, a quem chamou de “pessoa extremamente qualificada, com habilidade verbal extraordinária, bom debatedor e sujeito de excelente reputação”. “Qualquer que seja a decisão de Ciro, para o governo de São Paulo ou para a Presidência, ele com certeza vai dar trabalho. Se for candidato ao governo, com certeza será um fato novo que deve ter um impacto muito grande na conjuntura política do Estado”, afirmou.

O ministro refutou a ideia de que Ciro não tem ligação com São Paulo. “Ele tem uma boa visão nacional dos problemas, foi ministro da Fazenda (1994) e ministro da Integração Nacional (2003), é paulista de nascimento e acho que ele vai se sair bem se for essa a opção que fizer”, opinou. Perguntado sobre se acredita que Ciro tenha carisma para conquistar o eleitorado paulista, ele respondeu: “Eu gostaria de ter o carisma que o Ciro tem. Aliás, sou paulistano, e quem sabe também podia ter transferido meu título (eleitoral) para tentar disputar o governo de São Paulo”, brincou.

A candidatura de Ciro ao governo de São Paulo é defendida pelo presidente Lula, que vê na figura do deputado um palanque forte no Estado para a sua candidata preferida à Presidência, a ministra Dilma. O PT paulista é contra a candidatura estadual de Ciro e já manifestou a intenção de ter candidato próprio para o governo de São Paulo.

O nome mais cotado é o do ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), que se livrou recentemente de acusação de quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa. Ciro é também um dos maiores críticos do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provável candidato tucano à Presidência em 2010.

9 Comentários

  1. Caro amigo Fábio Campana, gostaria de dizer através do seu blog se voçe me permitir, que á sua coluna diária na tribuna do Paraná e á coluna do Edemar Colpani aos domingos , enriquecem em muito á leitura de jornal,,,,,,Parabéns….

  2. desvio de conduta...milagre br Responder

    O Brasil vive o melhor momento de toda sua história, em termos econômicos, isso graças a nossa grandeza em reservas naturais e agrícula. Enquanto, na política vários escândalos foram superados e de certa forma houve um amadurecimento do judiciário. Portanto, ainda sofremos drásticamente, com os desvios de conduta, não é mesmo Sarney e Renan. (ke dupla hein).
    Como o Brasil está num momento sem precedentes,(copa do mundo, olimpiadas, credibilidade no exterior, pré sal), porém, nós povo estamos carentes do que é essencial à toda nação: (na mesma tecla) saúde, educação, segurança… etc. Olha, minha gente, até emprestamos para o FMI.
    Entre os candidatos dos males o menor…..Devemos seguir com José Serra. A nossa grandeza poderá voltar-se contra nós, senão estivermos preparados, capacitados, o Brasil pertence ao povo brasileiro, e não seremos uma nação manipulada pelo capital estrangeiro, grandes companhia, banqueiros, e laranjas conforme agiu nosso Ex presidente FHC….

  3. SYLVIO SEBASTIANI Responder

    A Soluação mais dificial é a apresentada pelo “expert” Ministro do Planejamento do Governo Lula, o senhor Paulo Bernardo. Reunir toda a situação, todos os Partidos, PT, PMDB, PDT, PSB, PTB, PR, PV, PP e outros mais que estão apoiando a participando do Governo, todos os Governadores, Prefeitos, Vereadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais e Presidentes de Diretórios Municipais, destes todos Partidos, em torno de um candidato.Mas não é candidato, é candidata, já escolhida pelo Lula da Silva, a Ministra Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, que já está preparada para a função, fez plástica, arrumou os lábios, para acertar o sorriso, arrumou uma peruca com a côr que todos gostam,não é loira, para não ser chamada de burra, passou a ser meiga, agradável, simpática e até charmosa, estéticamente melhorou bastante, mas ainda falta muita coisa, pois não deixou seu lampejo de seu passado raivoso. Ministro,candidatura à qualquer cargo eletivo, principalmente à Presidência da República, com a uma enorma conjuntura não se pode impor o candidato, ele tem que vir naturalmente, ele, ou ela, tem que mostrar-se, revelar-se, se tornar visivel.Não é arrumando “O CARA ou “A CARA”, e chegar dizendo, este ou esta é A CARA ! “Voês todos tem que aceitar, viu !

  4. Caro Sebastianin vc acertou na veia, com candidatura imposta nem pensar, só para ter uma ideía a justiça deveria tomar providencias, esta turma foram eleitos para trabalhar, e não fazer campanha fóra de época, aqui no parana mais de 65 % de seus eleitores ja demostraram que não adianta forcarem a barra , cada um detes que postulam candidaturas deveriam primeiro organizarem os partidos que eles pertecem, pois se os mandatos sãos dos partidos, então eles deveriam primeiro verificar se os coreligionarios filiados de seus partidos concordam, só pra ter uma idéia nem mesmo a maioria do PT quer Dilma, isto é coisa do senhor Lula qual tambem é funcionario do povo e não o patrão.

  5. Obviedade : ficaram com medinho da Dilma não ir nem pro segundo turno, deram um cala-boca no Ciro (o que deram em troca $aberemo$ mai$ adiante), e tentam desesperadamente polarizar a eleição.

    Tenho uma leve impressão que a Dilma não vai ser candidata…quanto mais ela falar, mais aumentará sua rejeição, por conta da sua insuperável entonação irada e típica de madre superiora passando sermão em noviça. É um caso extremo de antipatia progressiva.

    Torço imensamente para aparecer algum candidato independente que não se venda nem seja frouxo, porque ter que escolher entre Dilma(rionete) e Serra, um Mussolini em fim de carreira, é dose.

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