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População dá nota 5,6 para a Justiça brasileira

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Pesquisa da FGV revela que as pessoas acreditam cada vez menos no Judiciário. A maioria (70%) acha que os juízes não são honestos nem imparciais
Caroline Olinda na Gazeta do Povo

A má qualidade do serviço prestado e a dificuldade de acesso estão levando os brasileiros a ficar cada vez mais desconfiados em relação à Justiça. O Índice de Confiança na Justiça (ICJ Brasil), levantado pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado ontem, mostra uma queda da confiança da população no Judiciário no segundo trimestre deste ano. O índice apurado foi de 5,6 pontos no período, numa escala que varia entre 0 a 10. Houve um recuo de 5% comparativamente ao segundo trimestre do ano, quando a Justiça recebeu uma nota de 5,9 no levantamento.

O ICJ Brasil é calculado a partir de dois subíndices: percepção, que avalia a qualidade do serviço prestado pela Justiça; e comportamento, que indica se a população recorre ao Judiciário para solucionar determinados problemas. A percepção registrou uma retração de 6% no segundo trimestre, passando de 5 para 4,7. Já o comportamento passou de 8 para 7,8 pontos no período (uma retração de 2,5%).
A impressão da população sobre a demora do Judiciário foi um dos pontos que mais pesaram na queda do índice. Na média nacional, 94,5% dos entrevistados nas regiões metropolitanas das cidades pesquisadas – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Porto Alegre – responderam que a Justiça resolve os conflitos de forma muito lenta. A honestidade e a imparcialidade da Justiça também é motivo na descrença da maioria dos entrevistados – 70% dos consultados afirmaram desconfiar que os juízes não sejam imparciais e honestos.

Para a coordenadora do índice, Luciana Gross Cunha, professora de Direito da FGV, a piora na avaliação está relacionada à maior exposição na mídia de casos que põem em xeque a atuação de juízes no país. Como exemplo ela cita as recentes inspeções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nas cortes de todo o país. Essas inspeções já revelaram abusos no uso do dinheiro público, como a existência de uma consultoria contratada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) para avaliar a qualidade do café consumido pelos desembargadores.

“Acredito que a queda na avaliação do Judiciário está relacionada à maior visibilidade da Justiça em casos como os relacionados à atuação da Corregedoria do CNJ, que passou a interferir nos TJs estaduais com auditorias, para olhar não apenas o andamento dos processos, mas também casos de nepotismo e corrupção. Essa maior visibilidade do Judiciário leva a uma pior percepção”, avalia Luciana.

Ela ainda comentou a percepção da população de que a Justiça é lenta. “A reclamação em relação ao tempo muito longo para a solução de conflitos aparece em todas as capitais. A demora é a questão que aparece como a mais importante”, explicou. “Mas a maior queda na variação de um trimestre para o outro ocorreu no que diz respeito à imparcialidade e honestidade do Judiciário. As variações em relação ao tempo e os custos para acessar o Judiciário foram menores. É como se a balança do Poder Judiciário não estivesse tão equilibrada assim como se espera.”

“Fogo amigo”

O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), desembargador Miguel Kfouri Neto, considera que o “fogo amigo” que parte do CNJ é um fator que influenciou na queda da confiabilidade da Justiça. “Há críticas que saem de dentro do próprio Judiciário e que ajudam a enfraquecer a nossa imagem”, diz ele.

Além disso, Kfouri Neto acredita que existe uma cobrança exagerada da população sobre a Justiça. “Eu gostaria que o Judiciário fosse julgado com justiça e a população levasse em consideração que ele é o poder mais fraco. Não é o (poder) que distribui os recursos (Executivo), nem o que faz a legislação (Legislativo). Nós apenas aplicamos as leis com a estrutura que nos é proporcionada pelo orçamento liberado”, afirma.

17 Comentários

  1. ESPERA-SE QUE O PODER JUDICIÁRIO NÃO QUEIRA PRENDER TODOS OS DIRETORES DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, COMO FAZEM COMUMENTE, QUANDO ALGUÉM RETRATA A TRISTE REALIDADE DELS E DE SUAS ATIVIDADES.

    ATENÇÃO PODER JUDICIÁRIO.

    OS PESQUISADORES NÃO TEM NADA A VER COM ISSO.

    NÃO MANDEM PRENDER ESSA TURMA.

    ELES SÓ ESTAVAM GANHANDO UM DINHEIRINHO.

    PAÍS DE 3o. MUNDO SÓ TEM QUE TER PODER JUDICIÁRIO NO MESMO NÍVEL. É A LOGICA SOCIOLÓGICA.

  2. Silvano Andrade Responder

    5,6 é muito…justiça lenta, na maioria das vezes corrupta, leis do tempo do cangaço, juízes que volta e meia cometem burradas que prejudicam seriamente as pessoas, indultos de natal, dias das mães e dos Pais para homicida, latrocidas e estrupadores…aonde já se viu homicidas cruéis pegarem 15 anos de cadeia, é só no Brasil…olha o Rio de Janeiro, presos perigosos são soltos por bom comportamento, é estranho…na minha opinião as faculdades de direitos deveriam ser fechadas e começarem do zero…a minha nota é 2 no pau…
    Aonde já se viu Curitiba ter que se humilhar a Porto Alegre para julgar questões importantes para nós Paranaenses…e aquele desembargador que ficou pegando no pé do requião…e que depois descobriu-se que era um larápio envolvido com bingos e vai saber o que mais…então a justiça no Brasil não é cega é malandra!

  3. Só recebeu nota ALTA, porque a pesquisa deve ter sido direcionada.
    Com certeza não fizeram pesquisa com a parte da população que necessita da Justiça!
    Vocês sabiam que presidiários que tem filhos recebem BOLSA R$ 752,00.
    Cadê a JUSTIÇA???

  4. É…. aqui em Guarapuava um Vereador FALSIFICOU a assinatura de um Juíz, e hoje é PResidente da Câmara, isto é… está livre, leve e solto, para fazer todas as “trambicagens”, este é nosso poder judiciário, voltado somente para os sem advogados!!!

  5. CNJ, ainda bem que tu existe! Responder

    A situação da justiça aqui no PR é uma vergonha, essa juizada só quer status e negociatas. É só ver a parentada dessa juizada e desembargadores trabalhando na casa. CNJ neles!

  6. CNJ, ainda bem que tu existe! Responder

    Graças ao CNJ é que o Judiciário poderá recuperar sua imagem, o CNJ não é responsável pela má imagem do Judiciário.
    O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), desembargador Miguel Kfouri Neto, soltou uma “pérola” ao culpar o CNJ. Se a imagem é fraca é por culpa do coorporativismo que tomou conta desse poder no PR.

  7. Pois é. Lamentavelemnte a Justiça que deveria ser impoluta e a serviço da sociedade, está com seu conceito arranhado. É A INFLUÊNCIA POLÍTICA dominante que tem por objetivo destruir a imagem de nossas instituições, colocando tudo no mesmo saco.
    E, essa história a gente sabe bem no que dá… E, a cada dia, novos infiltrados vão chegando, com currículo ou sem curriculo. A Corte já não é mais a mesma.
    Mas, a pergunta é: deixar como está, ou a sociedade deve reagir antes que seja tarde demais?

  8. Eu daria nota -1 (menos um), pois a Poder Judiciário, além de lento, julga causas em benefício próprio ou de poderosos em troca de benefícios. Como é que pode um advogado que não tem nem pós graduação e reprovado em concurso pra Juíz, ser indicado, sabatinado e aceito no STJ? Bom, em um país onde o Presidente da República é semi-analfabeto….. todo mundo é doutor!!!
    Um sistema judiciário onde o delegado, elemento principal do processo, é o único que não possui inamobilidade. Como ele poderá fazer uma investigação transparente e séria sem ter esta prerrogativa??

  9. V.Lemainski-Cascavel Responder

    Lamentável que um órgão que deveria servir de exemplo seja avaliado dessa maneira. Caso avaliemos os comentários, veremos que a nota seria muito menor. Que o resultado da pesquisa sirva como alerta para a tomada de providências.

  10. foi uma nota muito alta. a juizada não gosta lá muito de pegar no pesado e o resultado é o q todo mundo conhece.

  11. almir bornancin Responder

    a nota 5,6 não foi muito para o judiciario
    este instituto de pesquisa FGV pasar a ser não muito confiavel, politicos não contratem este instituto para as pesquisa eleitorais se não vao ter surprai…

    almir

  12. Mas o que dizer do primogênito do alcaide mor de gorpinha dos porungais de são joão maria que dirigindo bêbado matou dois na capital. Até agora não foi preso e nem vai ser. É que o referido alcaide é poderoso e tem a máquina na mão. Se discordar dele… HÃ! 5,6??? É muiiiito.

  13. Me admira muito o Silvano Andrade!!!
    ESTÁS BRABO COM O JUDICIÁRIO???
    EU TAMBÉM ESTOU, AÍ EMPATAMOS NÃO??/
    EU ESTOU MUITO ABORRECIDO COM O JUDICIÁRIO QUE AINDA NÃO COLOCOU NA CADEIA A TURMA DO MENSALÃO, DO MENSALINO E DO DÓLAR NA CUECA…
    ESTOU MUITO ABORRECIDO COM O JUDICIÁRIO DO PARANÁ QUE DETERMINOU 280??? (NÃO SEI SE É REAL) REINTEGRAÇÕES DE POSSE O DESPOTA-NEPOTE-REIQUIÃO não as cumpriu e nada aconteceu com ele…
    Aliás, isto não é caso de impeachmant(é assim que se escreve?), isto não é desobediência à Constituição???
    Fala aí ô deputados LAMBE-BOTAS DO REIQUIÃO!!!

  14. Nesse país a justiça mereçe nota zero. E a reclamação do presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) só pode ser piada. Ó seu Kfouri Neto, em que país o senhor vive?

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