Uncategorized

A publicidade da Caixa e a República do Paraná

clauir

Deu no blog “Esquerda, direita, centro”, de Malu Gaspar, chefe da sucursal da revista Exame no Rio de Janeiro:

A diretoria da Caixa Econômica Federal vive dias de tensão. Circula entre diretores do banco um dossiê atribuindo a um grupo conhecido internamente como “República do Paraná” o controle (e o mau uso) das verbas de publicidade da instituição.

A tal república seria formada pelos petistas André Vargas, que é deputado federal, e Nedson Micheleti, ex-prefeito de Londrina e funcionário de carreira da Caixa. Ambos são ligados ao ministro Paulo Bernando, que também é petista e paranaense. Vargas, inclusive, foi coordenador da campanha de Gleisi Hoffmann, mulher de Bernardo, ao senado no Paraná.

O documento afirma que os políticos comandam o superintendente de comunicação e marketing, Clauir Santos (foto), responsável pela aprovação das campanhas publicitárias do banco. Afirma também que o grupo tem uma ligação especial com outro personagem, o publicitário Ricardo Hoffmann – que, apesar da coincidência de sobrenomes, não é parente da mulher do ministro.

Hoffmann é chefe do escritório brasiliense da BorghiErh/Lowe, uma das três agências que ganharam, no ano passado, a conta de publicidade da Caixa, um contrato de 260 milhões de reais. É a BorghiErh/Lowe que faz, por exemplo, as campanhas das loterias, que só neste ano já consumiram 40 milhões de reais.

A assessoria de imprensa da Caixa diz não ter conhecimento do dossiê e afirma que a contratação da BorguiErh/Lowe foi feita por licitação pública. Mas fiquei curiosa para saber mais sobre os personagens envolvidos. O que descobri: o ex-prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, foi condenado no ano passado, em primeira instância, à suspensão de direitos políticos e pagamento de multa por fazer publicidade indevida de sua gestão. Ele recorreu da decisão. Clauir Santos realmente foi indicado pelo PT do Paraná para a superintendência de marketing.

O publicitário Ricardo Hoffmann é gaúcho, mas atuou por muitos anos no Paraná, onde trabalhou na campanha de Roberto Requião a governador, em 1982. E a BorguiErh/Lowe, para onde Hoffmann se transferiu em 2007, teve uma ascensão impressionante nos últimos três anos. Em 2006, quando fundiu-se com a inglesa Lowe, era uma agência regional, pequena. Foi crescendo e, nos últimos 12 meses, passou de 15ª para a quarta maior agência do Brasil, segundo o ranking do Ibope Monitor. A agência conquistou a conta da Caixa há um ano, em setembro de 2008 (assim como a do UOL, da Knorr e da BIC, por exemplo). Em agosto, a concorrência chegou a ser suspensa pela 3ª Vara Federal de Brasília, depois que uma agência derrotada, a Giovanni+DraftFCB, alegou ter havido favorecimento à BorghiErhLowe. Como as duas são ligadas à mesma multinacional, a Interpublic, a reclamação foi retirada 24 horas depois da decisão judicial. Procurado, Hoffmann não quis falar sobre o assunto.

18 Comentários

  1. É GENTEM!!!!
    Quando este governo acabar…. Quando os tapetes forem levantados…
    Muita coisa… Vai ser arrasador o que será encontrado…
    Tenham certeza… um verdadeiro TSUNAMI passou pelos cofres públicos deste País…
    E o pior… Ninguém vai preso… Ninguém terá seus bens confiscados.. E todos, entre mortos, feridos, voltarão à disputar cargos eletivos…
    QUANDO TEREMOS EM NOOSA CONSTITUIÇÃO A PROIBIÇÃO DE CANDIDATURAS DE FICHAS SUJAS???
    OH! MAY GOD!

  2. Bisteka vc não deixa de ter razão,mas cai em contradição quando apóia e acha sério o governo do Baka le em Paranaguá.Vc esta parecendo quem vc critica.

  3. Enquanto não colocarmos um basta nesta excrescência que se chama “publicidade oficial”, que não raro ou é propaganda do governo de plantão ou é dinheiro público colocado nas mãos de empresas de propaganda apaniguadas, não acabaremos com este tipo de usurpação. A Caixa ( como o Banco do Brasil) não precisa de propaganda, não disputa concorrência com outros bancos, pois recebe as contas do governo, o que lhe dá, ao contrário, grande vantagem em relação a todos os demais. Só não presta serviço melhor porque é ente do governo, ou até porisso mesmo. Agora, 260 mlhões de reais em gastos em publicidade é caso de rigorosa apuração por parte das autoridades de controle público. Com a palavra o Ministério Público federal e o Tribunal de Contas da União. Ou não ?

  4. Hummm….. isso vai feder pros lados da Femoclam…. dizem as más línguas…. parece q a Caixa deu umas boas soltadas de “$$$$$$” via André Vargas….

  5. PARANA O HAVENGAR…
    1º: Não sou parnaguara e não conheço nem pessoalmente o BAKA…
    Elogiei BAKA em uma nota anterior em vista da proposta dele em ir buscar parcerias… Não conheço sua administração e há bem pouco tempo disse neste blog que BAKA E O PREFEITO DE ANTONINA. (OS PREFEITOS), TÊM SIDO COMPLASCENTES COM A ADMINISTRAÇÃO DOS pORTOS, POIS, NÃO VÊM ENVIDANDO ESFORÇOS PARA RECEBEREM O ISS DAS EXPORTAÇÕES RETIDOS PELA APPA.
    PORTANTO, não procede seu comentário.
    Obrigado. Desculpe-me!

  6. V.Lemainski-Cascavel Responder

    O governo do PT é um Midas às avêssas, ou seja:
    Midas, tudo que tocava virava ouro.
    O PT, tudo que põe a mão vira mer…..
    Não sei para que tanta verba pra publiciade, se não tem obras para mostrar. Você viu alguma obra do governo federal pronta por aí?- Ah, só viu lançamnto de obra!?… Eu também!….

  7. Fabio
    Essa foto não é o Clauir dos Santos.
    Além dessa notícia ser furada, erraram a foto.

  8. Lula veta limites para viagens e publicidade no orçamento do próximo ano
    13 de Agosto de 2009
    Wellton Máximo
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a adoção de limites nos gastos da União com publicidade e viagens no próximo ano. O dispositivo constava da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2010, publicada hoje (13) no Diário Oficial da União.

    Pelo mecanismo, as despesas oficiais com publicidade, viagens, passagens e locomoção não poderiam exceder, no próximo ano, os valores empenhados (autorizados) em 2009. Vários tipos de gasto, no entanto, estariam fora desse limite.

    As despesas relacionadas à segurança pública, fiscalização (como autuações da Receita Federal), vigilância sanitária, defesa civil, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Copa do Mundo de 2014, além das viagens necessárias para as eleições de 2010, não estariam incluídas no teto.

    Na justificativa para o veto, a Casa Civil alegou que a imposição do teto pode comprometer a execução de políticas públicas. Segundo o texto, a limitação nos gastos com viagens poderia afetar a presença de gestores em locais distantes dos grandes centros urbanos, o que comprometeria a fiscalização das ações do governo.

    A Casa Civil também argumentou que, ao contrário do que o dispositivo pretendia, a limitação poderia levar ao aumento nas despesas com publicidade e viagens em 2010. Isso porque, caso os empenhos nessas áreas subissem em 2009, os gastos permaneceriam em níveis maiores no próximo ano.

    Em relação à publicidade oficial, a justificativa é de que o limite poderia comprometer campanhas de utilidade pública, atualmente sob o mesmo tratamento da propaganda institucional.

    Áreas como trabalho, educação e segurança do trânsito, de acordo com o governo, seriam atingidas. A Casa Civil alegou, ainda, que a concessão de diárias para os servidores públicos está regulada por um decreto editado por recomendação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos.

  9. Para relembrar: E o escândalo PETRALHA da Visanet/BB, vocês se lembram?
    fonte: MuCo – Museu do PT (ops, da Corrupção).

    Segundo a investigação da CPI dos Correios, o Banco do Brasil pagou antecipadamente R$ 73,8 milhões à agência DNA, de Valério, por serviços da conta de publicidade da Visanet, entre 2003 e 2004. Desse dinheiro, R$ 10 milhões teriam sido repassados ao caixa dois do PT.
    Já o Instituto Nacional de Criminalística constatou que a DNA Propaganda, braço do valerioduto usado para fazer pagamentos no esquema do mensalão, apropriou-se indevidamente de pelo menos R$ 39,5 milhões de recursos do BB no Fundo Visanet. A principal razão para o desvio foi uma decisão tomada por Pizzolato, em 2003, pela qual autorizou a Visanet a repassar à DNA, antecipadamente, dinheiro destinado a fornecedores. Assim, a DNA pôde aplicar os recursos no mercado financeiro e obter descontos com fornecedores, sem repassar os ganhos para o banco. Só com os descontos, a DNA embolsou R$ 5,35 milhões.

    É sobretudo por conta dessa autorização que o banco pretende processá-lo. Segundo a assessoria do BB, como Pizzolato era diretor estatutário da instituição, ele pode ter de cobrir eventuais prejuízos ao banco com seus bens pessoais. Em outubro de 2007, o Banco do Brasil se preparava para cobrar na Justiça prejuízos financeiros e danos à imagem da instituição causados pelo ex-diretor de Marketing Henrique Pizzolato durante o mensalão.
    O relator do caso do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, autorizou o acesso do BB aos autos do processo criminal. No pedido ao STF, o banco comunicou formalmente que cogita responsabilizar civilmente Pizzolato. Isso significa que, indiretamente, o BB admitiu pela primeira vez que o dinheiro desviado da Visanet para o “valerioduto” pertencia ao banco. Formalmente, contudo, o BB mantém a afirmação de que o dinheiro da Visanet é privado.

    Os repasses foram assinados pelo ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que afirmou que os pagamentos do banco à DNA foram autorizados por ele por ordem do ex-ministro Luiz Gushiken (Secom). Gushiken nega. Em segundo depoimento, Pizzolato isentou o ex-ministro.
    Em novembro de 2005, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), foi o porta-voz da notícia mais devastadora que o governo do presidente Lula poderia receber desde que começaram as investigações do mensalão. Serraglio disse em entrevista à imprensa que a CPI dos Correios descobrira que quase 10 milhões de reais saíram dos cofres do Banco do Brasil, fizeram uma escala no caixa da agência de publicidade DNA, de propriedade de Marcos Valério, e acabaram indo parar no bolso dos mensaleiros. A descoberta desmontou a tese montada pelo PT para se defender que alegava que o dinheiro que escorreu pelo valerioduto procedia de seis empréstimos selados junto aos bancos mineiros BMG e Rural, somando 55 milhões de reais. Também se tornou insustentável a versão de que, nos canais do valerioduto, não corria dinheiro público. E, pôs fim ao argumento do PT de que tudo se resumia a um Caixa 2. A verdadeira notícia passou a ser o assalto aos cofres públicos.

    O caso levantado pela CPI dos Correios é o seguinte: o Banco do Brasil repassou 35 milhões de reais à DNA, uma das agências de Marcos Valério, que deveriam ter sido usados para custear campanhas publicitárias de uma empresa da qual o bancão público é sócio, a Visanet. Ocorre que nem todos os 35 milhões de reais tiveram aparentemente o destino previsto. A CPI constatou que quase 10 milhões de reais não foram aplicados em publicidade, e nem o Banco do Brasil sabe dizer onde foram parar. O Banco do Brasil admitiu, à época, que desconhecia o destino do dinheiro. Em nota, o BB dizia o seguinte: “Com relação à diferença de 9,1 milhões de reais, o Banco do Brasil encaminhou, em 25 de outubro de 2005, notificação extrajudicial à agência DNA, tendo em vista que até o presente momento se encontra pendente de conciliação a aplicação desses recursos em ações de marketing referentes a projetos autorizados pelo BB”.

    No dia seguinte, depois de perceber que sua nota contribuiu para a suspeita de que o mensalão foi irrigado com dinheiro do banco, o BB lançou uma segunda nota. “O BB repudia a tese, que julga prematura, de que a diferença encontrada entre os valores adiantados à DNA e os pagamentos comprovados tenha tido como destinação final o partido do governo.”

    O Instituto Nacional de Criminalística, no entanto, constatou que a DNA Propaganda, apropriou-se indevidamente de pelo menos R$ 39,5 milhões de recursos do BB no Fundo Visanet.

    Segundo dados da CPI dos Correios, desde 2000, a agência de Valério embolsou mais de 80 milhões de reais da cota do BB sobre a publicidade da Visanet. A maior parte, 74 milhões, foi recebida no governo do PT. Até o início de 2003, a verba publicitária da Visanet bancada pelo governo federal era dividida entre todas as agências que prestam serviço ao BB. Isso mudou com a chegada dos petistas ao poder. Os recursos foram concentrados numa única agência – justament

  10. Fabio
    Agora vcs acertaram a Foto. Esse sim é o Clauir.
    Mas a notícia, continua furada.
    Nada a ver o Clauir com Nedson e André.
    Eles são de correntes diferentes e quase nem se falam.

  11. AFINAL DO QUE VIVEM OS PETISTAS???!!!AS VIAGENS E
    REUNIÕES (sic) da BARBIE – QUEM É QUE FINANCIA???!!!

  12. Em seu Twitter Oficial o Deputado Federal André Vargas , com muita tranquilidade comentou as declarações de Jornalista.

    “Esta denúncia da Malu Gaspar da Exame não traz uma irregularidade. há 20 anos o Nedson trabalha com o Clauir e milita no PT comigo, com o Paulo Bernardo e a Gleise”

  13. TUDO FARINHA DO MESMO SACO! COMO DIZ O DEPUTADOZINHO ANDRE VARGAS NO SEU BLOG “CONHECIDOS A MAIS DE 20 ANOS”. QUANDO CHEGAM NO PODER SE LAMBUZAM DE M….. ESSE JORNALISTAZINHO DA CAIXA É O FANTOCHE DA GANGUE

  14. Que maneira irresponsável de se dar uma “notícia”! Bela aula de como se criar um factóide! Basta pegar pessoas com história geograficamente próximas e voilá? Jargões como “circula”, “diz-se”, “acredita-se”, “supõe-se” devem de fato ser instrumentos de ateste de credibilidade… E a “matéria” ainda vai além na irresponsabilidade: traça um paralelo entre o fato de a agência citada ter ganho a conta da Caixa e de outras empresas (BIC, Knorr, UOL), sem sequer considerar que, no caso da CAIXA – como é de praxe, por força de Lei, ocorrer em instituições públicas – houve um processo licitatório público, claro, aberto a qualquer cidadão que queira analisá-lo. No mais, o texto ainda tenta, de forma incompetente, colocar dúvida sobre o crescimento da agência, que ocorreu a partir da fusão com o grupo internacional, antes mesmo do processo de licitação realizado pelo banco público.

    E, aliás, o UOL – de quem a agência BorghiEhr/Lowe possui a conta – também pertence ao grupo abril, o patrão da sra. Malu Gaspar. Será que há também alguma periculosidade nessa relação?

  15. A República do Paraná, dentro da Caixa, é uma realidade. E a publicidade da Caixa, a exemplo do que já aconteceu no BB, pode drenar dinheiro oficial para os cofres do PT. Certamente, este jornalistazinho, militante do PT, está colocado à frente do marketing para fazer dever de casa. Ao que eu saiba, ele é bem obediente.
    O grande problema é que as auditorias do TCU dificilmente conseguem identificar o esquema das irregularidades, examinando processos cheios de maquiagem. A Polícia Federal, por sua vez, só desmonta esquema de corrupção onde é conveniente para o governo de plantão.
    Então, se correr o bicho pega …. O resto todo mundo sabe.

  16. Grato pro ter esta oportunidade de ecsrever,sou um jovem que quero muito que os tres Sulinos,nós paranaense inclusive,seja uma republica,sou a favor completamente de nos sepração da republica do brasil,que os oficiais tenha uma posição,lideres de banco tambem,deixa nosso povo ciente,tenho orgulho,temos uma cultura tão rica que se nós não separarmos,vamos absrver cultura de funk.onde isso,jamais é comportamento paranaense,eu amo meu estado,procura dar minha critividade e suor para nosso povo,antes de mais nada aos maeus amigos moram fora e viajens feito,eu falo que sou Sulinos parananesen,aí eles pergunta onde isso,eu digo,existe povos na região do brasil que não se contenta como eu em pertençe a um lugar que massifica cultura,educação,o exemplo de paulistas,e pernambucanos não é para cair sobre nós,é exatamente que acontece,e a politica deixa?elas ficam,entao seria um estado que quer um federação burocrata.,eu falo sim examente,antes de mais nada sou Parananese,nem Brasileiro,sou da Nova Polonia,não da comportamente dos marginalizados,eu creio em um nação os Sulinos

Comente