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O príncipe do PAC passou pelo Paraná

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A revista Isto É traz matéria que mostra a incrível evolução dos negócios do empreiteiro Fernando Cavendish, que conseguiu o milagre de multiplicar por 14 vezes os seus negócios com o PAC.

Tamanha prosperidade e sucesso nos negócios do PAC levaram o TCU a grudar na sua cola para averiguar como os negócios cresceram tanto e tão rapidamente.

Cavendish não é novo no pedaço. Empreiteiro experimentado, inclusive com passagem pelo Paraná. No primeiro mandato do governo Requião, ele teve mandado de prisão decretado, acusado de negociatas nos famosos sorteios da APEOP. Lembram?

Requião não esqueceu.

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O príncipe do PAC

Em seis anos, o jovem empreiteiro Fernando Cavendish fez um milagre: ampliou 14 vezes o seu volume de contratos com o governo

Hugo Marques – REVISTA ISTOÉ

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Sil va foi ao Rio de Janeiro, em maio, para entregar 56 unidades habitacionais a moradores do morro do Alemão, na zona norte da cidade, um jovem perfumado garantiu à comitiva presidencial que até setembro de 2010 entregaria todas as obras prometidas pelo governo na comunidade: mais de mil apartamentos e um teleférico. O autor da promessa é Fernando Cavendish Soares, dono da Delta Construções, que toca as obras do Alemão, no valor de R$ 623 milhões.

A data que ele escolheu para entregar os apartamentos é estratégica: um mês antes das eleições. Em retribuição, o empresário ganhou um lugar na foto oficial, logo atrás do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Cavendish é hoje o homem que mais recebe dinheiro da União em contratos de obras civis. Deixa para trás na lista de fornecedores do governo gigantes da engenharia como a Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão. Só este ano, a Delta vai receber cerca de R$ 500 milhões da União, 14 vezes o que ganhou em 2003, primeiro ano do governo do PT.

Cavendish começou a destacar-se na contabilidade do governo do PT em 2004, ano em que sua empresa cresceu 119%. Os valores vêm aumentando em progressão geométrica. Em menos de cinco anos, a Delta já faturou R$ 1,5 bilhão do governo. Só em obras do PAC são 85.

Um dos primeiros filões explorados pela Delta nesta fase de lua de mel permanente com o governo foi a “Operação Tapa-Buracos”, que, pela urgência, não seguiu os tradicionais critérios de licitação pública. A partir daí, a empresa não para de crescer. O economista Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, se diz impressionado com o crescimento da construtora de Cavendish. “Muitos casos de ascensão meteórica são fruto de competência ou de bom relacionamento suprapartidário”, diz Castelo Branco.

Mas os problemas de Cavendish aumentam na mesma proporção da expansão de sua empresa. A ControladoriaGeral da União (CGU) enumerou irregularidades em 14 obras de Cavendish no PAC, em contratos que somam R$ 200 milhões com o DNIT. Na lista da CGU estão pagamentos por serviços não executados, alteração contratual com acréscimos financeiros não previstos em lei e serviços duplicados realizados no mesmo trecho.

Os problemas se espalham por todo o País. Em Minas Gerais, a construtora Delta foi investigada por usar documento com informações falsas para participar da licitação da Linha Verde, via expressa que liga Belo Horizonte ao aeroporto de Confins. No Ceará, houve suspeita de direcionamento de licitação. No Paraná, foi um dos alvos da Operação Empreitada, que descobriu um acerto entre as construtoras para fraudar licitações. Segundo a denúncia, as obras eram sorteadas numa máquina de bingo. A polícia paranaense quis prender Cavendish, mas ele negou participação no esquema. Um dos atuais contratos da Delta é a construção do edifício-sede da Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília, paralisada há dois anos.

Na lista da CGU (abaixo) estão relacionados pagamentos por obras não executadas ou feitas duas vezes

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FOTO: JULIO BITTENCOURT /AG. O GLOBO

O TCU detectou superfaturamento, mas hoje não põe obstáculos à continuidade do empreendimento, de R$ 130 milhões. Cavendish terá de compatibilizar os valores da obra com os preços de mercado, se quiser finalizar o prédio. Outra obra que a Delta ajuda a tocar, o Arco Metropolitano do Rio, de R$ 844 milhões, tem “indícios de irregularidades graves”. Os auditores constataram que houve pagamentos por serviços não realizados e pediram que a Delta se manifeste sobre o início das obras sem projeto executivo e sem planilha orçamentária.

Foi no Rio de Janeiro que Cavendish começou a construir seu patrimônio, antes do lançamento do PAC. Na ges tão do ex-governador Anthony Garotinho, o empresário pavimentou bairros de Nova Iguaçu, em obras investigadas por suspeita de favorecimento. Segundo um de seus parceiros, Cavendish tem um estilo peculiar de gestão. “Cada obra tem uma administração independente, com CNPJ próprio. Isso dinamiza a gestão, reduz custos, dá capilaridade e permite que ele continue a operar mesmo quando há algum embargo”, diz o fornecedor de Cavendish. “As obras funcionam como franquias. Se alguma começa a dar prejuízo, o gestor é demitido.”
NACIONAL Em poucos anos, a Delta saiu do Rio para atuar em quase todos os Estados do País

Como quase sempre acontece com empresas que dependem do Estado, a Delta é uma generosa doadora em campanhas. Em 2006, injetou R$ 1,72 milhão nas eleições de prefeitos e vereadores em sete Estados, segundo dados do TSE. O PMDB levou R$ 1 milhão. O PT, R$ 500 mil. Amigo de governadores do PMDB e do PSDB, Cavendish não gosta de falar sobre os problemas que enfrenta e nem sobre seu círculo de relacionamentos.

De um suntuoso apartamento, na avenida Vieira Souto, em frente à praia de Ipanema, Cavendish avisou à ISTOÉ que não fala sobre seus negócios ou sobre sua vida pessoal. Pelas colunas sociais, sabe-se que o empresário é considerado um “tipo desejável”. Avesso a fotografias, o empreiteiro costuma ir a todas as festas badaladas do Rio. Com tanto dinheiro, ele agora vai diversificar seus negócios para os setores de energia, gás e óleo.

Colaborou Claudio Dantas Sequeira

10 Comentários

  1. É bom levar muito a sério o último comentário de FHC, o Fernando sério.-
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    O poder em demasia escancara a realidade da pessoa.
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    Está ai um bom motivo para Requião posicionar-se.
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    Cadê o Ciro Gomes ? E a moça da Receita ?

  2. BRONCAS E BANANOSAS DO PRINCIPE DO PAC:

    Polícia ouve presidente e vice-presidente da Apeop na próxima semana – 01/07/2005 19:10:00

    Os delegados da Polícia Civil devem ouvir somente na próxima segunda-feira (04) o presidente da Associação Paranaense dos Empresários de Obras Públicas, Emerson Gava, e o vice-presidente Fernando Gaissler Moreira. De acordo com o delegado titular do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos, Sérgio Sirino, que coordena as investigações, o depoimento deles deve ser mais complexo, por isso ficou para a próxima semana. “Eles são peças-chave para o nosso inquérito. Por isso precisamos ouvi-los com calma”, disse o delegado.

    Segundo o delegado, até agora, ao todo, 26 pessoas já foram ouvidas. Nesta sexta-feira, apenas o gerente–executivo da Apeop, Carlos Henrique Machado, foi ouvido. De acordo com a polícia os depoimentos estão consolidando as investigações. “Vamos continuar o trabalho, estamos no caminho certo, e estes depoimentos estão comprovando isso”, afirmou Sirino.Além de Gava e Gaissler, os delegados devem ouvir ainda, a próxima semana, 13 secretárias. Onze delas são das empresas envolvidas nas fraudes e outras duas da Apeop. “Elas serão ouvidas sob pena de serem presas em flagrante por falso testemunho, caso não digam a verdade, durante os depoimentos”, falou o delegado.

    Na próxima semana outras três pessoas, que tem mandados de prisão expedidos, devem se apresentar. São eles: Alberto Quintaes, Fernando Cavendish Soares, e Célia Maria Simoso. Quintaes e Soares são empreiteiros da empresa Delta e devem ficar recolhidos no Centro de Operações Policiais Especiais(COPE). Já Célia Simoso, uma das proprietárias da empresa Estrutural, está internada em um Hospital de São Paulo, onde terá seu mandado de prisão cumprido. “Estamos, aos poucos, localizando todas as pessoas que tiveram mandado de prisão expedidos pela Justiça”, disse Sirino. Ainda de acordo com o delegado, a polícia já identificou a participação de outros servidores públicos nas fraudes. “Não posso dizer quantos são e nem de onde são, mas estão sendo investigados e podem ser presos a qualquer momento”, finalizou.

    Prorrogação – Seis pessoas tiveram seus mandados de prisão prorrogados pela justiça, nesta sexta-feira(01). Emerson Gava, Fernando Gaissler, Carlos Henrique Machado, Lucas Bach Adada, Mário Henrique Furtado Andrade e Lucídio Rocha Neto deverão permanecer presos por pelo menos mais cinco dias. Segundo Sirino é importante à permanência destas pessoas na prisão, para que a continuação das investigações.

    DESPACHO DO SUPERINTENDENTE

    Em 23 de maio de 2007

    PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR CVM Nº 13/05

    Objeto do Inquérito: Apurar a eventual ocorrência de irregularidades relacionadas com negócios realizados na BM&F e na BOVESPA, intermediados pela São Paulo CV Ltda., Liquidez DTVM Ltda., Quality CCTVM S/A, Laeta S/A DTVM, Novinvest CVM Ltda., SLW CVC Ltda., Novação DTVM S/A, Fair CCV Ltda., Bônus-Banval Commodities CM Ltda. e Cruzeiro do Sul CM Ltda., por conta de clientes, especialmente de fundos exclusivos da Prece Previdência Complementar, bem como, na atuação de seus administradores, no período de outubro de 2002 a outubro de 2003.

    Assunto: Prorrogação do prazo de defesa por solicitação de acusado:

    ACUSADOS

    ADVOGADOS

    Fernando Antônio Cavendish Soares

    Dr. André Luiz Soares Costa e outros

    Renato Guerra Marques

    Dr. Carlos Renato Guerra da Fonseca e outros

    Edmundo Abdul Massih

    Dr. Chedid Georges Abdulmassih

    Massa Falida do Banco Santos S.A. (Síndico Vânio Cesar Pickler Aguiar)

    Dr. Claudio de Abreu e outros

    Santos Asset Management Ltda

    Dr. Claudio de Abreu e outros

    Laeco Asset Management Ltda.

    Dr. Cristiano da Cruz Leite e outros

    Luís Felippe Índio da Costa

    Dr. Cristiano da Cruz Leite e outros

    Morris Safdié

    Dr. Cristiano da Cruz Leite e outros

    Carlos Alberto de Oliveira Ribeiro

    Dr. José Eduardo Carneiro Queiroz e outros

    Novacao Distribuidora de Titulos e Valores Mobiliarios LTDA.

    Dr. José Eduardo Carneiro Queiroz e outros

    Geraldo Pereira Júnior

    Dr. José Eduardo Carneiro Queiroz e outros

    SLW CVC LTDA.

    Dr. José Eduardo Carneiro Queiroz e outros

    Luiz Marcos Prudêncio de Souza

    Dr. José Eduardo Carneiro Queiroz e Outros

    Pedro Sylvio Weil

    Dr. José Eduardo Carneiro Queiroz e 0utros

    Murillo de Almeida Rego

    Dr. José Maurício Ferreira Mourão

    Rogéria Costa Beber

    Dr. José Maurício Ferreira Mourão

    Mellon Brascan Dtvm S.A.

    Dr. Leandro Salztrager Benzecry e outros

    Mercatto Gestão de Recursos LTDA.

    Dr. Leandro Salztrager Benzecry e outros

    Paulo Roberto da Veiga Cardozo Monteiro

    Dr. Leandro Salztrager Benzecry e outros

    Dionísio Leles da Silva Filho

    Dr. Leslie Amendolara

    Bônus-Banval Participações LTDA.

    Dr. Leslie Amendolara

    Breno Fischberg

    Dr. Leslie Amendolara

    Edison Pereira Machado

    Dr. Leslie Amendolara

    Enivaldo Quadrado

    Dr. Leslie Amendolara

    Gilmar José Caldeira

    Dr. Leslie Amendolara

    Sueli Aparecida Pauletti

    Dr. Leslie Amendolara

    Ubirajara dos Santos Macieira

    Dr. Leslie Amendolara

    Wellington Antonio Drumond da Silva

    Dr. Leslie Amendolara

    Banco Westlb do Brasil S/A

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Manfred Jurgen Horst Wesenberg

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Fabrício Noronha Garcia

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Arnaldo David Cezar Coelho

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Breno Barbosa Lima Fernandes

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Cruzeiro Do Sul Corretora de Mercadorias Ltda

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Hermann Miranda Santos

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    José Carlos Piedade de Freitas

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Liquidez DTVM Ltda

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Luiz Eduardo Bento Ribeiro Garuti

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Paulo de Souza Bandeira Neto

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Ilmar Mendes Gomes

    Dr. Luiz Leonardo Cantidiano e outros

    Flávio Mário Machado dos Santos

    Dr. Marcello Ignácio Pinheiro de Macedo e outros

    Arthur Camarinha

    Dr. Moisés Rodrigues

    Flávio Fernandes Nave

    Dr. Roberto Altieri

    Ângelo da Silva Carneiro

    Dr.ª Ana Maria Ferreira Negreiros

    Banco Schahin S.A.

    Dr.ª Ariádna Bohomoletz Gaal e outros

    José Oswaldo Morales

    Dr.ª Ariádna Bohomoletz Gaal e outros

    Novinvest Corretora de Valores Mobiliários Ltda.

    Dr.ª Ariádna Bohomoletz Gaal e outros

    Ricardo Siqueira Rodrigues

    Dr.ª Ariádna Bohomoletz Gaal e outros

    Bernardo de Mello Barreto Carvalho

    Dr.ª Daniella Geszikter Ventura

    Zilton Neme da Silva

    Dr.ª Diva Maria Silva Ribeiro Pinto

    São Paulo CV LTDA.

    Dr.ª Eliana dos Reis Faria Bertorello

    Eduardo Barcelos Guimarães

    Dr.ª Glória Maria Cunha de Macedo Soares Porchat

    Industrial do Brasil DTVM

    Dr.ª Glória Maria Cunha de Macedo Soares Porchat

    BMC Asset Management LTDA.

    Dr.ª Irene Dias S. Cavezzale e outros

    Geraldo Climério Pinheiro

    Dr.ª Irene Dias S. Cavezzale e outros

    Pavarini E Ópice Gestão de Ativos LTDA.

    Dr.ª Maria Isabel do Prado Bocater e outros

    Renato Ópice Sobrinho

    Dr.ª Maria Isabel do Prado Bocater e outros

    Carlos Eduardo Carneiro Lemos

    Dr.ª Mirian Oliveira da Rocha Pitta

    Marcos Guilherme Alves Preto

    Dr.ª Raquel Elita Alves Preto

    Marcos César de Cássio Lima

    Não Constituiu Advogado

    Allegro C.V. (Representado Pela Fair CC S.A.)

    Não Constituiu Advogado

    Aristides Campos Jannini

    Não Constituiu Advogado

    Bruno Grain de Oliveira Rodrigues

    Não Constituiu Advogado

    Carlos Eduardo Guerra de Figueiredo

    Não Constituiu Advogado

    Celso Pedro Senise Junior

    Não Constituiu Advogado

    Cezar Sassoun

    Não Constituiu Advogado

    Christian de Almeida Rego

    Não Constituiu Advogado

    Cristiano Costa Beber

    Não Constituiu Advogado

    David Jesus Gil Fernandez

    Não Constituiu Advogado

    Diógenes César Terranova

    Não Constituiu Advogado

    Eduardo Rocha de Rezende

    Não Constituiu Advogado

    Fair Corretora de Câmbio S.A.

    Não Constituiu Advogado

    Francisco Augusto Tertuliano

    Não Constituiu Advogado

    Gayle Rozane Guilherme Mendes Lemos

    Não Constituiu Advogado

    Horácio Pires Adão

    Não Constituiu Advogado

    Jorge Ribeiro dos Santos

    Não Constituiu Advogado

    José Carlos Batista

    Não Constituiu Advogado

    José Roberto Funaro

    Não Constituiu Advogado

    Júlio Manoel Villariço de Moura

    Não Constituiu Advogado

    Laeta Sa DTVM

    Não Constituiu Advogado

    Lúcio Bolonha Funaro

    Não Constituiu Advogado

    Marcelo Pizzo Lippelt

    Não Constituiu Advogado

    Marcelo Sepúlveda

    Dr. Alvaro Rubem Xavier de Castro

    Márcio Salomão Chadud

    Não Constituiu Advogado

    Mário Jamil Chadud

    Não Constituiu Advogado

    Newton Augusto Cardoso de Oliveira

    Não Constituiu Advogado

    Quality Asset Management Ltda.

    Não Constituiu Advogado

    Quality CCTVM S.A.

    Não Constituiu Advogado

    Ricardo Chagas Cruz

    Não Constituiu Advogado

    Ricardo Marques de Paiva

    Dr. Alvaro Rubem Xavier de Castro

    Rodrigo Bezerra de Melo Paraense

    Não Constituiu Advogado

    Sergio Guaraciaba Martins Reinas

    Não Constituiu Advogado

    Stockolos Avendis Empreendimentos, Intermediações e Participações S.C. Ltda

    Não Constituiu Advogado

    Trata-se de pedido de dilação de prazo formulado nos autos do PAS CVM nº 13/05.

    Considerando que o requerente foi intimado para apresentação de defesa em 27/12/2006, e que o prazo para tal já foi objeto de três prorrogações sucessivas, indefiro o requerimento de nova prorrogação, mantendo o prazo para apresentação de defesas em 23/05/2007.

    LUIS MARIANO DE CARVALHO

    Superintendente de Fiscalização Externa

    Campeã de obras do PAC, empresa cresceu 908%

    Em relatório de 2007, Delta foi apontada como a que mais apresentou irregularidades graves, segundo o TCU
    Maiá Menezes e Flávio Tabak

    Campeã no recebimento de recursos injetados pela administração direta no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a empreiteira Delta Construção teve sua participação em obras do governo federal elevada em 1.311% em termos nominais (ou 721%, em valores corrigidos pela inflação) de 2000 a 2008. Pelas obras do principal programa do governo Lula, a empreiteira recebeu, até março deste ano, R$ 678 milhões. A curva de crescimento que ilustra a liberação de recursos federais é paralela à que registra a saúde financeira da Delta: de um patrimônio líquido de R$ 50 milhões, em 2000, chegou a R$ 504 milhões no ano passado, um aumento de 908%.

    Uma outra marca é registrada em seu desempenho: em relatório do Tribunal de contas da União (TCU), sobre o terceiro trimestre de 2007, ela aparece como a empreiteira com o maior volume de contratos com irregularidades graves (nove).

    Uma delas, referente à construção da sede da Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília. O ranking não foi atualizado pelo TCU.

    De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), há 16 investigações abertas sobre obras rodoviárias tocadas pela Delta e incluídas no PAC.

    A virada da empreiteira na administração federal se deu no começo do governo Lula: de R$ 35 milhões, em 2003, passou a R$ 101,2 milhões em 2004. Em 2008, ela recebeu R$ 360 milhões do governo federal. O levantamento foi feito pela ONG contas abertas, no Siafi, e não inclui as estatais.

    A empreiteira, criada em 1961 em Pernambuco, se mudou para o Rio em 95. Fez obras de grande porte na administração de Anthony Garotinho (1999-2002), como a pavimentação de 645 ruas em 77 bairros no município de Nova Iguaçu, então comandada pelo PMDB. O contrato, de R$ 104 milhões, é alvo de investigação do Tribunal de contas do Estado, por suspeita de direcionamento de licitação. Na eleição de 2004, foi da sede da Delta que partiram cartas, em mala direta, assinadas por Garotinho em apoio ao candidato do PMDB na cidade, Mário Marques.

    Em 2004, doações para o PMDB e para o PT O interesse da empreiteira pela política, na época, pode ser medido por uma consulta ao site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): em 2004, a maior parte das doações da Delta foi feita ao PMDB — um total de R$ 1 milhão em cinco estados — e ao PT (R$ 474 mil). A estratégia mudou nas eleições seguintes.

    A Delta diz que não faz mais doações a políticos.

    Espalhada pelo país — tem filiais em 20 cidades —, a Delta esteve na frente também do ranking das maiores da Operação Tapa-Buracos. No Ceará, ela é alvo de um procedimento administrativo no Ministério Público Federal, que apura direcionamento de licitações para favorecê-la.

    No âmbito estadual, a Delta foi alvo de acusação também em Minas Gerais. Uma auditoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) identificou que a empreiteira apresentou documento com informação falsa para participar da licitação da Linha Verde, em Belo Horizonte, em 2005.

    De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) de Minas, a empresa foi inabilitada depois da informação repassada pelo Dnit.

    O documento, segundo exigiam os critérios de licitação, informava que a empreiteira construiu quantidade específica de pavimento de concreto numa estrada federal. No dia 20 de janeiro de 2006, o Dnit publicou portaria no DO da União anulando o documento.

    A Delta conseguiu participar da licitação, por efeito de liminar, mas perdeu a licitação. A obra já foi concluída.

    Um processo, em curso na 10aVara Criminal do Paraná, investiga a participação da empreiteira num escândalo que mobilizou o estado em 2005. A chamada “Operação Empreitada” identificou um esquema de acertos prévios entre empreiteiras para participação de concorrências públicas no estado. A Delta responde por suspeita de fraudar licitações, combinando ações com outras empresas concorrentes de obras públicas.

    Nessa ação, Fernando Cavendish Soares, sócio majoritário da empresa, chegou a ter a prisão pedida pela polícia, mas a Justiça negou. Ele é um dos denunciados pelo Ministério Público Estadual. De acordo com o MP, o processo foi redistribuído e os depoimentos, colhidos há três anos, estão sendo novamente tomados.

    O empresário é alvo ainda de investigação da Comissão de Valores Imobiliários (CVM). Em operações realizadas entre janeiro e julho de 2003, teve “ganho contumaz” por conta de investimentos feitos pela corretora Novinvest na BM&F e iBovespa, em um fundo exclusivo da Prece, caixa de previdência da Cedae. A corretora teve o sigilo bancário, fiscal e telefônico quebrado, a pedido da CPI dos Correios, que investigou esquemas nos fundos de pensão — entre eles, a Prece, que, em 2003, teve perdas de R$ 15.084.844 (81,69% a mais que no ano anterior). Segundo a CVM, o processo em que Cavendish aparece como acusado não tem data para ser julgado.

    COLABOROU: Tatiana Farah

  3. O que me impressiona é que Cavendish foi um famoso pirata e saqueador, não me recordo bem se francês, inglês ou holandês. Mera coincidência!

  4. O que ressoa mais neste país: perorações sobre ou numa Parada Gay ou essa bandalheira com o dinheiro público ? Claro, não se pode controlar as perorações, mas uma bandalheira dessa é exercício do poder-dever, quer dizer, não só se pode como se deve. Com a palavra as ditas autoridades de controle público.

  5. todos são do mesmo saco, agem de má fé, com situações obscuras…até a hora de estourar ], dai verás quem são eles !!!!!!

  6. eu sou estagiario de engenharia da delta e o fernando cavedish é o cara! Espero ser feliz profissionalmente como ele foi como engenheiro e dono de uma das maiores e mais respeitadas contrutoras do Brasil.

  7. A Delta era empresa do grupo queiroz galvão e só foi mesmo pro rio na década de 90. uma outra empresa, a galvão engenharia ( nada a ver com a queiroz galvao ) ainda é dona de parte da empresa.

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