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Pois, pois, o governo Requião libera recursos para o prefeito Richa

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Da Elizabete Castro

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PMDB), vai pedir autorização à Câmara Municipal de Curitiba para fazer um empréstimo de R$ 60 milhões do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU) gerido pela Secretária Estadual de Desenvolvimento Urbano.

A mensagem de Beto à Câmara formaliza a retomada do diálogo administrativo entre o prefeito e o governador Roberto Requião (PMDB), interrompido desde as eleições de 2006, quando o tucano apoiou o senador Osmar Dias (PDT) no segundo turno das eleições ao governo.

O primeiro passo foi dado pelo governador há um mês, quando enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei para anistiar dívidas das companhias municipais de desenvolvimento de seis municípios da Região Metropolitana de Curitiba, inclusive a capital, com o Fundo de Desenvolvimento do Estado.

Curitiba tinha um débito de R$ 403 milhões, em valores atualizados para 2009, contraído na década de 1970, para a construção da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Por causa desta pendência, o governo bloqueou, em 2007, a transferência de novos recursos para Curitiba.

O projeto de Requião foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa anteontem, 3. Embora não tenha sido aprovado em plenário, o prefeito de Curitiba já está se antecipando à medida. De acordo com informações da assessoria do prefeito, a contrapartida da prefeitura ao empréstimo será de R$ 16 milhões.

Os recursos do FDU serão destinados a obras do anel viário municipal, à construção de uma unidade de Saúde, no bairro Jardim Aliança, a criação de centros da juventude e centros de lazer e ainda à revitalização da rua Marechal Floriano, no trecho entre o Viaduto da Linha Verde, até o bairro Boqueirão.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano, por meio da assessoria de imprensa, informou que ainda não recebeu pedido de financiamento da prefeitura de Curitiba.

Conforme a assessoria do secretário Luiz Forte Neto, antes de solicitar os recursos, a prefeitura deve apresentar os projetos e obter o consentimento da Câmara Municipal para requisitar o empréstimo.

Além de Curitiba, o projeto do governador Roberto Requião prevê o perdão das dívidas de Araucária, São José dos Pinhais, Campo Largo, Fazenda Rio Grande e Piên.

Em seguida, vêm os débitos de São José dos Pinhais (R$ 240 milhões), Fazenda Rio Grande (R$ 55,5 milhões), Campo Largo (R$ 36,4 milhões), Piên (R$ 18,3 milhões) e Araucária (R$ 10,8 milhões), todos da década de 1990. Todas estas dívidas correspondem a empréstimos feitos pelas prefeituras para conquistar a instalação de empresas, algumas multinacionais.

Por causa da dívida da CIC, o município de Curitiba foi inscrito no Cadin, o cadastro dos inadimplentes com o estado. Mas a prefeitura recorreu ao Tribunal de Justiça e conseguiu liberar outros financiamentos públicos. O veto à captação dos recursos do FDU foi o único que permaneceu.

8 Comentários

  1. Esse provérbio é antigo mas sábio: “Deve-se dançar conforme a música”.

    Política pública decente hoje em dia depende da maré de lua. Maré cheia ano que vem no PSDB, e Requião surfando na onda.

  2. Essa verba não é do governo do estado.
    Em 2007, bloqueado o repasse através da SEDU ao municipio de Curitiba, por vingança eleitoral, trouxe prejuizo às obras, como sistema viário, centro de atendimento ao idoso, centros de saúde, da juventude e lazer, entre outras.

    O valor de R$ 60 mi deveria ser pago com juros e correção. Afinal, neste período houve aumento nos custos das obras.
    Através do IPPUC todos os projetos foram apresentados naquela época.

  3. Contra fatos consumados, não há argumentos….
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    Ouvi dizer que Beto está com a Carta de Puebla na ponta da língua. Inclusive que mandou providenciar ração de primeira para os tucanos retornados. Ração dietética, pois, dizem, engordaram nos últimos meses.
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    Sarney é bom ! Vai atender ao Supremo.

  4. Oba, os dois” tão junto”. Tem um blogueiro que vai passar a receber R$100.000,00 ao mês. Já não precisa puxar o saco do Gardino para quitar as contas.

  5. LUIZ SARAGIOTTO Responder

    Tá preparando o terreno pra pedir ARRÊGO, com medo da vingança!
    Não precisa Baiacú, o BETO não é vingativo, tem bom coração, não perde tempo com política rasteira.

  6. Já que o prefeito mauricinho ficou sem a grana dos radares, sem dúvida vai precisar arrecadar de outra fonte.

  7. A ÚNICA COISA A DIZER HOJE, É CUMPRIMENTAR O JORNALISTA FABIO CAMPANA PELAS EXCELENTES REPORTAGENS QUE TRAZ NESTE JORNAL. OUTRA É LAMENTAR A QUEDA DO PALANQUE, POIS FOI UM ATRASO MTO GRANDE PARA A PREFEITURA QUE IRIA RECEBER OS OS ÔNIBUS ESCOLARES. ISTO É LAMENTÁVEL, TODAVIA, ESPERAMOS QUE LOGO ESSE IMPASSE SEJA RESOLVIDO. PARABÉNS PELAS EXCELENTES REPORTAGENS…

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