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CNJ inspeciona Judiciário do Paraná

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça começa hoje inspeção no Judiciário do Paraná. Durante a semana, até a sexta-feira (13/11), uma equipe formada por juízes e funcionários do CNJ visitará unidades judiciárias e administrativas da Justiça Comum Estadual de 1º e de 2ª grau do Estado.

O objetivo da inspeção é verificar porque existem 14.079 processos conclusos aguardando julgamento há mais de cem dias, relativos a agosto de 2009, de acordo com dados do Sistema Justiça Aberta. A inspeção verificará, ainda, as dificuldades enfrentadas, assim como as boas práticas adotadas pelo Judiciário local. O trabalho inclui os cartórios judiciais e extrajudiciais que estão sob fiscalização do Poder Judiciário.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, preside a audiência pública no Tribunal de Justiça do Paraná, em Curitiba, na próxima quinta-feira (12/11), a partir das 14h. O evento acontece no plenário do TJ-PR, na Rua Prefeito Rosalvo Gomes de Melo Leitão, anexo ao Palácio da Justiça, 12º andar.

Na audiência, cidadãos e representantes de entidades poderão apresentar suas críticas, denúncias e sugestões em relação ao funcionamento da Justiça no Paraná. As inscrições para participar da audiência pública poderão ser feitas no dia 11 de novembro, das 9h30 às 12h e das 14h às 18h na presidência do TJ-PR, 11º andar. Paralelamente, uma equipe da Corregedoria receberá sugestões e queixas de caráter individual no mesmo local da audiência pública.

O Tribunal de Justiça do Paraná será o 16º tribunal a ser inspecionado pela Corregedoria Nacional de Justiça. Já foram inspecionados os Judiciários de Alagoas, Piauí, Amazonas, Pará, Maranhão, Bahia, Minas Gerais (Justiça Federal), Paraíba, Rio Grande do Sul (Justiça militar), Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Pernambuco e do Distrito Federal, além do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

4 Comentários

  1. Tomara que esse pessoal promova uma devassa lá dentro. Tenho um processo parado lá desde junho de 2007, meu advogado pediu o processo para analisar e o juiz levou dois anos para liberar, sempre que iamos lá diziam que estava na mesa do juiz… Por dois anos??? Aliás seria bom eles ficarem de olho nos pessoal dos cartórios e tambem nos pseudo´s oficiais de justiça que só para te dar bom dia querem uma “caixinha”

  2. é o que dizem... Responder

    Até que enfim vão fazer uma varredura na caixão preto da justiça do Paraná…. que aliás é uma das mais atrasadas…..nem tem um sistema informatizado decente para acompanhamento processual via internet dos processos em 1º Grau.
    O Presidente do TJ/PR só reforma e constrói prédio do TJ e esqueça dos fóruns, onde está o gargalo do nosso judiciário.
    Lamentável.

  3. Demorado Ligeiro Responder

    Demorou mas chegou. Judiciário que leva dois anos para dar uma decisão, cujos cartórios levam mais de tres meses para publicar despachos judiciais, etc (com as exceções de praxe), mas que os magisgtrados, cartorários e funcionários são servidores dos mais bem pagos da nação, que não exige cumprimento dos precatórios dos governantes de plantão, deixando neste item um atraso de mais de dez anos acumulado e frustando a recomposição do patrimônio lesado ao credor, tem que ter o ventre de suas mazelas exposto à sociedade que lhe paga, enquadrado e, se for o caso, responsabilizado quem de direito, na forma da lei, para que o acesso à Justiça não seja uma mera miragem no horizonte como vem sendo (salvo as exceções de praxe) aplicada no país e no paraná, em especial. Sobretudo quando, inobstante sua paquidérmica atuação ao comum dos mortais, vemos entrar em regime de ligeiro mutirão para viabilizar ao nepote do governador de plantão uma vaga no Tribunal de Contas (salvo as honrosas manifestações em contrário).

  4. Conde Edmundo Dantas Responder

    Se for a sério esta correição do CNJ, o Brasil, finalmente, tomará conhecimento sobre qual é o pior Judiciário do País. O Paraná tem sim um povo diferenciado da média nacional, porém, os Poderes do Estado (os três) são os piores existentes.É o horror! Como diria o Coronel Kurtz.

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