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Celso Pitta enterrado
em São Paulo

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O corpo do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta (PTB) seguirá para o cemitério Getsêmani, na capital paulista, onde será realizado o enterro no fim da tarde deste sábado (21). Pitta foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo até 16h15.

A mãe do ex-prefeito, Zuleica Pitta, de 89 anos, a mulher, Rony Golabek, e uma sobrinha acompanham o velório. Dois filhos de Pitta, Roberta e Vítor, chegaram à Assembleia por volta de 15h45 e acompanharam o fim do velório. Pitta morreu às 23h50 de sexta-feira (20), no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, em decorrência de um câncer disseminado no intestino.

O empresário Naji Nahas compareceu ao velório e disse que o ex-prefeito Celso Pitta foi “um grande injustiçado”. Os dois foram presos durante a Operação Satiagraha, que investigou crimes financeiros e lavagem de dinheiro. “É uma tristeza, uma grande perda. (..) Foi vítima da injustiça. A doença é a mágoa”, afirmou.

Tumor

Boletim médico divulgado pelo hospital informou que a doença vinha vinha sendo tratada desde janeiro desse ano, quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino.

Carioca, Pitta estudou economia no Rio de Janeiro e passou por uma temporada de estudos nos Estados Unidos. Em São Paulo, ele trabalhou como diretor financeiro da Eucatex, empresa da família de Paulo Maluf.

Ele deixou a empresa para ser secretário de Finanças na gestão de Maluf, de 1993 a 1996. Como na época ainda não havia a possibilidade da reeleição, o então prefeito lançou Pitta como seu candidato e fez dele seu sucessor. Os dois romperam após a campanha e não voltaram a se reaproximar, segundo a assessoria de Maluf.

Prefeitura

Pitta foi eleito pelo PPB em 1996, com 62,2% dos votos, derrotando a ex-prefeita Luiza Erundina (PT) no segundo turno. Ele esteve à frente da prefeitura até 2000.

O mandato de Pitta foi marcado por suspeitas de corrupção, com denúncias surgindo em março de 2000, principalmente por parte de sua ex-esposa, Nicéia Camargo, de quem se separou ao fim do mandato. As denúncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários – entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios, pelo qual chegou a ser condenado.

Devido a denúncias, o prefeito teve seu mandato cassado pela Justiça e ficou 18 dias afastado do cargo – de 26 de maio a 13 de junho de 2000. Neste período, assumiu o seu vice, Régis de Oliveira.

Graças a um recurso, Pitta recuperou o mandato. Ao deixar a prefeitura, em 31 de dezembro de 2000, ele era réu em várias ações civis públicas. Candidatou-se a deputado federal em 2002 e 2006, mas não se elegeu.

Após deixar a prefeitura Pitta filiou-se ao PTB e voltou a trabalhar como economista, prestando assessoria a empresas.

Prisões

O ex-prefeito chegou a ser preso em julho do ano passado, durante a Operação Satiagraha, mesma ocasião em que também foram detidos o banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas.

Para o advogado de Pitta as disputas judiciais contribuíram para agravar a doença do ex-prefeito.

Em novembro de 2008, ele teve a prisão decretada por falta de pagamento da pensão à ex-mulher. Em abril deste ano, ele obteve um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitindo que cumprisse prisão domiciliar.

À época, ele afirmou que deixou de pagar a pensão a sua ex-mulher, Nicéia Pitta, devido a perdas de contratos por tido nome envolvido na Operação Satiagraha.

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