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Governo Lula escolhe Curitiba para iniciar combate à pirataria

Curitiba será a primeira cidade do Brasil a receber o programa Cidade Livre de Pirataria. Em julho deste ano, a capital paranaense foi escolhida pelo Ministério da Justiça para ser uma das cinco cidades-piloto onde será implantado o projeto.

O Cidade Livre da Pirataria envolverá os setores público e privado no combate ao comércio ilegal de produtos e também será lançado em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Ribeirão Preto (SP).

Neste momento, o programa está sendo lançado em Curitiba pelo prefeito Beto Richa e pelo presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual (CNCP), Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, que assinam o convênio no Salão Brasil da Prefeitura.

14 Comentários

  1. CLARO QUE O BETO VAI DIZER QUE É UM PROJETO DELE, NO QUE O REQUIÃO VAI ARGUMENTAR QUE A IDÉIA FOI DELE!

  2. Coitado do camelozinho da esquina. Lutando para levar um pouquinho de arroz com feijão pra casa e vem esses calhordas para acabarem com seu único meio de por pão na boca dos filhos.

    E a vilência corre solta e não tem um cretino sequer para tomar qualquer medida.

    Enquanto isso, mensalão vai, mensalão vem e o Mulla feliz da vida.

  3. E O PROGRAMA CIDADE LIVRE DE DROGA VAI SAIR OU É SO PARA O COMERCIO VENDER CD A 40;00 REAIS. CONTA OUTRA BETO E LULA

  4. Mas se é de verdade que desejam ir contra a pirataria, deveriam começar a fiscalizar os próprios órgãos públicos, pq o que tem de cópia do Windows, do Office, etc pirata, não tá no gibi !!!!!
    Porém, como eu sei que não vai dar em nada mesmo, pelo menos fica o protesto, pelo menos, alguém lá em cima, sabe que alguém aqui em baixo, não é um iludido.

  5. Oração do Lula e do PT Responder

    … A FAVOR DA PIRATARIA, É CLARO…..

    SENHOR,

    fazei de mim o instrumento

    do golpe na Constituição

    para garantir mais uma reeleição…

    onde houver mutreta…que eu mostre a maleta;

    onde houver gorjeta…que seja minha teta…

    que eu tenha dor na munheca de tanto encher a cueca;

    em cada licitação…que alguém molhe a minha mão

    e que no meu endereço… vença o meu preço;

    onde houver crachá… que não falte o jabá…

    onde houver ócio….que eu feche o negócio;

    onde houver propina, que reservem o da vila campesina

    mas sem esquecer do MST, das ONGs e do PT…

    onde houver colarinho branco….

    que dobre o lucro do banco;

    onde houver esquema…cuidado com o telefonema;

    e quando tocar o sino…chamem o Genoíno;

    se mexerem no meu…que venha o Zé Dirceu

    e, se a proposta for chula, lembrai do custo do Lula.

    Ó Mestre,

    que eu tenha poder para corromper e ser corrompido…

    porque é sonegando que se é promovido

    e mentindo que se vai subindo…

    pois enquanto o povo sofre com imposto e inflação,

    o índio passa o facão, o sem terra faz a invasão,

    a base aliada entra na negociação

    e a gente mete a mão…

    E que a pizza seja feita pela vossa vontade

    enquanto a grana da publicidade

    levar o povo a aceitar nossa desonestidade

    como se fosse genialidade…

    ARMÉM !

  6. Parreiras Rodrigues Responder

    Noutro dia, Miriam Leitão criticou o anúncio da isenção do IPI sobre móveis. Mais uma invertida sobre as combalidas prefeituras e os próprios governos estaduais. É o Governo federal fazendo média com o povão que não entende que na diminuição do preço do guarda-roupa está embutido a falta de dinheiro para a conservação da estrada municipal, de remédios no posto de saúde, por exemplo. Porque não diminuir a carga de contribuições obrigatórias que enforcam o empresário, encarecendo o custo do empregado. Oras, prá combater a pirataria porque não enxugar a tributação, a mais exagerada do mundo. Sinceramente, não vejo como um assalariado pagar quarentão por um cedê do Leonardo, sei lá, quando pode comprar a mesma mercadoria por cincão. Simplifiquem a embalagem, enxuguem as gorduras e estaremos em paz!

  7. BRASILEIROS, CUIDADO COM LULA Responder

    Vejam Senhores o que pretende lula da Silva.

    O PROJETO SOCIALISTA
    Autor: Paul Singer
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    O PROJETO SOCIALISTA
    PAUL SINGER
    ESPECIAL PARA A FOLHA

    Acho que desde que fundamos o PT, no início de 1980, o socialismo nunca deixou nossa agenda de debates. Tratava-se de ajustar contas com a desastrosa experiência do “socialismo realmente existente” e com a crescente capitulação da social-democracia perante o neoliberalismo. E, a partir deste exame das lições da história contemporânea, cunhar uma concepção nova da sociedade livre e igualitária que almejamos e os caminhos a serem trilhados para alcançá-la.
    Em 1999, Lula visitou Antonio Candido para trocar idéias sobre como reavivar o debate na esquerda brasileira, e desse encontro resultou a formação de um grupo composto inicialmente por Antonio Candido, Paulo de Tarso Vannuchi, Chico de Oliveira e eu, encarregado de elaborar um programa de discussões, com aquela finalidade. Depois se juntaram a nós Joaquim Soriano (secretário nacional de Formação do PT) e Ricardo Azevedo (diretor da Fundação Perseu Abramo).
    Esse grupo se reuniu numerosas vezes no apartamento de Antonio Candido, e acredito que muito depressa se pôs de acordo que o socialismo poderia servir de eixo condutor para que os debates abordassem o estágio contemporâneo do capitalismo e os modos de enfrentá-lo. Essas reuniões foram deliciosas, pois éramos pessoas de gerações diferentes, com histórias de luta e militância distintas, cada um dando sua contribuição específica à troca de idéias, mas logo verificamos que, no fundamental, estávamos de acordo.
    O socialismo era o divisor de águas entre os que lutavam para melhorar ou humanizar o capitalismo e os que acreditavam que era possível e desejável superá-lo e construir em seu lugar uma sociedade em que o gozo das liberdades fosse real para todos, e não só para os favorecidos pelo jogo do mercado.
    Nessas conversas, que sempre culminavam com um chá e bolo servido pela professora Gilda, ficou cada vez mais evidente para mim que a adesão ao socialismo era muito mais do que uma postura em prol duma quimérica revolução, que algum dia poderia ocorrer ou não. Ser socialista significa encarar a sociedade presente como algo imperfeito e profundamente injusto para a massa dos excluídos do acesso a trabalho e renda e que pode efetivamente ser superada. O que implica mudar aspectos não apenas secundários do capitalismo, mas a essência do mesmo, que é a enorme desigualdade da distribuição da propriedade e do controle dos meios de produção.
    É claro que todos nós estávamos engajados em lutas para a melhoria das condições de vida e de trabalho do povo pobre. A questão do socialismo era distinguir entre melhorias que “amenizavam” aquela desigualdade e melhorias que a “substituíam” por algum regime de propriedade e controle dos empreendimentos econômicos pelos que os operam e/ou usufruem seus produtos. O grupo conseguiu elaborar um programa de debates em que figuravam como temas “O Socialismo em 2000”, “A Economia Socialista”, “O Indivíduo no Socialismo”, “Instituições Políticas no Socialismo”, “Classes Sociais em Mudança e a Luta pelo Socialismo”, “Globalização e Socialismo”.
    Esses debates se realizaram entre abril e junho de 2000, na sede da direção nacional do PT e contaram com ampla e seleta audiência, que participava ativamente das discussões. Eu fui o relator da segunda mesa, sobre “Economia Socialista”, e meu debatedor foi João Machado (Lenina Pomeranz também estava prevista, mas não pôde comparecer). Intervieram pelo público Aldo Fornazieri (que começou se declarando não socialista, o que ninguém lhe levou a mal), Eduardo Suplicy, Max Altman, Arlindo Chinaglia, Fernando Haddad, Luiz Inácio Lula da Silva e José Genoino.
    Mal-entendidos
    Confesso que fiquei muito emocionado, em primeiro lugar porque havia anos que eu sonhava discutir o socialismo com a liderança do meu partido, para esclarecer mal-entendidos e deixar claro que a economia solidária era o modo prático e teórico de construir o socialismo, no capitalismo neoliberal de hoje. Em segundo lugar, porque em vez da rejeição de plano, que eu temia, o que ouvi foi uma abordagem simpática -embora cheia de dúvidas- da minha tese. Lula perguntou: “Será que o PT, com essa vontade que tem de induzir a sociedade a ter uma compreensão socialista, não deveria ele, o partido, colocar em prática ações que podem conduzir a sociedade a sentir que há outro jeito de se fazer as coisas?”.
    O que me deixou sobremodo satisfeito foi a fala de João Machado, dirigente histórico do PT e notável economista. “Recentemente cursei uma disciplina na USP com Paul Singer (…) e descobri então que o movimento pelo socialismo que existe hoje no Brasil é muito mais amplo do que eu imaginava. Fiquei surpreso com a diversidade e a riqueza das experiências de formas de economia solidária existentes no Brasil e fora do Brasil.” E houve naturalmente os que discordaram. Arlindo Chinaglia disse: “O capitalismo é capaz de hegemonizar várias formas de produção, inclusive aquelas que Paul Singer caracterizou como não-capitalistas, exatamente porque elas não ferem, não atingem e não disputam o grande poder que está concentrado no sistema financeiro hoje (…). Sinceramente, não consigo vislumbrar qualquer possibilidade de crescimento num grau que de fato faça jus a uma estratégia socialista, daquilo que você definiu como “implante socialista”…”.
    Os outros debates foram igualmente calorosos e produtivos. E tanto responderam a uma necessidade que a direção e a intelectualidade do PT sentiam, que uma segunda rodada de debates, dessa vez relacionando o socialismo com as grande questões sociais e políticas do momento, foi organizada pelo mesmo grupo e realizada no ano seguinte. Pude estar presente em todos esses debates e os aproveitei muito. Discutiram-se as relações do socialismo com a questão ambiental, racial, feminina, do desenvolvimento local e com as religiões.
    A hora do debate
    Depois veio a campanha eleitoral vitoriosa de 2002 e a formação do governo do presidente Lula. Aparentemente tinha chegado a hora da prática e a organização de debates teóricos foi deixada de lado. Só que, agora, o partido e o governo mergulharam em uma crise, que é ao mesmo tempo moral e política. Angustiados pelo jorro de (más) revelações, os petistas estão se reunindo pelo Brasil afora para tentar entender o que se passou e o que é necessário fazer para resolver a crise, passando o PT a limpo ou o “refundando”, como querem alguns.
    Sendo um partido democrático, ao PT só resta organizar uma série de debates que permitam revisar em profundidade a sua história, tendo em vista os fatores e condições que o levaram a práticas tão contrárias ao programa e à ética que sempre o caracterizaram.
    Não estou, obviamente, sugerindo que o grupo liderado por Antonio Candido seja novamente convocado para organizar tais debates. Quando se deseja repetir a história de qualquer modo, o risco de que seja como farsa é grande.
    O que estou constatando é que, há poucos anos, o PT foi capaz de organizar debates sobre temas controversos num clima de respeito e compreensão, absolutamente incomuns na esquerda, em outros tempos. O momento presente parece exigir que algo nessa direção seja novamente tentado, com uma urgência muito maior, dada a gravidade da crise.

    Paul Singer é economista, professor da USP e secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego.

    Data de publicação: 2005

    ACORDA BRASIL, ANTES QUE ESTE PAIS VIRE UMA VENEZUELA

  8. LULA, PORQUE NÃO VEM LANÇAR ESSA CAMPANHA AQUI EM LONDRINA, ONDE A PIARTARIA CORRE SOLTA,…… FOI O PREFEITO DO PT……NEDSON……QUE CRIOU O CAMELODROMO, ONDE TUDO É PIRATA,…..VOCE COMPRA UM CD OU DVD… LEVA PARA CASA NÃO FUNCIONANA, TRAVA NO MEIO, VOCE DEVOLVE , ELES COLOCAM NA BANCA NA SUA FRENTE, CHEGA OUTRO COMPRA, LEVA PARA CASA, NÃO FUNCIONA, TRAVA, DEVOLVE, ELES TROCAM E COLOCAM NA BANCA E VEM OUTRO LEVA E ASSIM VAI, E OLHA O CAMELODROMO FOI LANÇADO PELO …. PT… AQUI EM LONDRINA.

  9. Imprensa marrom Responder

    Qual Dubai? O da Cantanhêde ou o do Independent?

    Atualizado em 27 de novembro de 2009 às 12:46 | Publicado em 27 de novembro de 2009 às 09:40

    Trago de volta um texto que este site publicou no início de 2009:

    Resumo da ópera: a colunista da Folha escreveu sobre o emirado de Dubai, no dia 09 de abril de 2009, como se fosse um paraíso na terra. Enquanto isso, o jornal britânico The Independent publicou um artigo, no dia 07 de abril, intitulado “O lado sombrio de Dubai”. Em resumo, diz que a cidade é construída e mantida com trabalho escravo.

    Eu, que conheço Dubai, não faria turismo lá nem pago. A Eliana ou não sabe, ou finge que não sabe, que Dubai é hoje uma das pontes entre a Europa e a Ásia. Por isso, tem capacidade de atrair turistas com facilidade muito maior que o Brasil: as passagens são mais baratas e muita gente faz uma escala lá para descansar. Eu, por exemplo, a caminho do Vietnã, passei uma noite em Dubai. Tenho certeza que fui contado como “turista”. Mas eu não pedi para parar lá. O vôo seguinte, da Emirates, só saía no dia seguinte. O texto da Eliane:

    Jatos e jatinhos

    por Eliane Cantanhêde, na Folha de S. Paulo

    DUBAI – O Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, um litoral extraordinário, a Amazônia, o Pantanal, rios, cachoeiras, montanhas e um clima invejável o ano inteiro. Mas só atraiu 5 milhões de turistas estrangeiros em 2008.

    Já o pequeno, e em certa medida “fake”, Dubai, com 1,4 milhão de habitantes, recebeu 10 milhões de turistas de todas as regiões do mundo no ano passado e, com eles, dólares e euros. Teve até de importar mão-de-obra especializada, inclusive competentes jovens brasileiros.

    O que Dubai tem que o Brasil não tem? Essa é fácil. Tem decisão política, infraestrutura, planejamento. E não tem sujeira nem violência. O fato de ser uma faixa habitada entre os encantos do deserto e o mar muito azul, com calor todo o ano, ajuda, claro. Mas não chega a ser realmente decisivo. Mais do que as condições naturais, em que jamais poderia competir com o Brasil, pesam as decisões governamentais que tanto faltam no nosso país.

    De um lado, o xeque Mohammed al Maktoum preserva a identidade e os direitos básicos dos cidadãos; de outro, investe tudo no turismo e corta impostos. Para começo de conversa, Dubai tem a sua própria companhia aérea, a Emirates, privada, com rotas para todos os continentes. Depois, ele atraiu com terrenos e incentivos as grandes redes hoteleiras do mundo, e os hotéis são fantásticos, para todos os gostos e bolsos. O marketing é a alma do negócio. E do país.

    O petróleo, hoje, só responde por 3% a 5% do PIB, contra 20% do turismo. O xeque pode ser o símbolo do passado, com seu regime, seus trajes e suas manias, mas é bem mais moderno do que os políticos brasileiros, em muitos sentidos. No Brasil, os políticos querem jatinhos só para eles próprios voarem por aí.

    Em Dubai, o xeque tem lá os seus jatos, mas garante as condições para que os jatos privados (como os recursos, públicos ou não) levem turistas, desenvolvimento e bem-estar para a população. Resultado: não se vê um pobre na rua.

    *****

    E aqui a abertura do texto do Independent — a íntegra, em inglês, está aqui.

    The dark side of Dubai

    09/04/2009

    Dubai deveria ser o shangrilá do Oriente Médio, um monumento brilhante para o empreendedorismo árabe e o capitalismo ocidental. Mas enquanto os tempos duros chegam na cidade-estado que surgiu das areias do deserto, uma história mais feia está emergindo. Por Johann Hari.

    O rosto largo e sorridente do sheik Mohammed — o governante absoluto de Dubai — se projeta sobre sua criação. A imagem dele está em prédio-sim-prédio-não, prensado entre símbolos corporativos mais familiares como Ronald McDonald e o Coronel Sanders. O homem vendeu Dubai ao mundo como uma cidade das Mil e Uma Noites, um shangrilá do Oriente Médio protegido das tempestades de areia que atravessam a região. Ele domina o cenário que imita o de Manhattan, sorridente entre as pirâmides de vidro e os hotéis construídos como se fossem pilhas de moedas douradas. E lá está ele, no prédio mais alto do mundo — uma agulha fina, que avança sobre o céu como nenhuma outra construção na história.

    Mas alguma coisa fez piscar o sorriso do sheik Mohammed. Os guindastes que estão em toda parte fizeram pausa, como se tivessem parado no tempo. Há incontáveis prédios meio-acabados, aparentemente abandonados. Nas construções mais arrojadas — como no vasto hotel Atlantis, um castelo cor-de-rosa gigante construído em mil dias por 1,5 bilhão de dólares em uma ilha artificial, onde água de chuva vaza no teto e os azulejos despencam. Essa Terra do Nunca foi construída no Nunca-Nunca — e agora as rachaduras começam a aparecer. De repente ela se parece menos com Manhattan no sol do que com a Islândia no deserto.

    Assim que o ritmo maníaco de construção parou e o redemoinho perdeu velocidade, os segredos de Dubai aos poucos começam a vazar. Esta é uma cidade construída do nada em apenas algumas décadas de crédito e ecocídio, supressão e escravidão. Dubai é uma metáfora viva em metal do mundo globalizado neoliberal que pode finalmente ter desabado — na história.

    […]

    III. Escondidos à vista

    Existem três Dubais diferentes, girando em torno uma da outra. Há os estrangeiros, como Karen; há os emirados, liderados pelo sheik Mohammed; e há a sub-classe de estrangeiros que construiu a cidade e que está presa lá. Ficam escondidos à vista de todos. Você os vê em todo lugar, em uniformes azuis sujos, tomando broncas dos superiores, como uma gangue de presos — mas você é treinado para não olhar para eles. É como um mantra: o sheik construiu a cidade. O sheik fez a cidade. Trabalhadores? Que trabalhadores?

    Todas as noites, as centenas de milhares de jovens que construiram Dubai são mandados de ônibus dos lugares de construção para um bairro de concreto que fica a uma hora de viagem, onde entram em “quarentena”. Até anos recentes eles iam e voltavam em caminhões de gado, mas os expatriados [os executivos estrangeiros que são atraídos por altos salários em Dubai] reclamaram que a cena pegava mal, agora os trabalhadores são transportados em ônibus de metal que funcionam como estufas no calor do deserto. Eles suam como esponjas lentamente espremidas.

    Sonapur é um bairro de quilômetros e quilômetros de prédios idênticos de concreto. Cerca de 300 mil homens vivem amontoados aqui, em um lugar cujo nome em hindu significa “cidade do ouro”. No primeiro acampamento em que eu paro — com cheiro de esgoto e suor — os homens me cercam, dispostos a dizer a alguém, a qualquer um, o que está acontecendo com eles.

    Sahinal Monir, um homem magro de 24 anos, é de um dos deltas de Bangladesh. “Para fazer você vir, dizem que Dubai é um paraíso. Mas quando você chega vê que é um inferno”, ele diz. Há quatro anos, um agente de emprego chegou à vila de Sahinal no sul de Bangladesh. Ele disse aos homens que havia um lugar onde poderiam ganhar o equivalente a 400 euros por mês trabalhando das nove às cinco em construção. Era um lugar onde eles teriam acomodação, comida de qualidade e onde seriam bem tratados. Tudo o que teria que fazer era pagar adiantado o equivalente a 2.300 euros por um visto de trabalho — um pagamento que Sahinal recuperaria rapidamente depois dos primeiros seis meses de trabalho. Então, Sahinal vendeu a terra da família e fez um empréstimo para seguir para o paraíso.

    Assim que ele chegou ao aeroporto de Dubai, o passaporte foi tomado pela companhia construtora. Ele nunca mais viu o documento. Foi informado bruscamente de que trabalharia 14 horas por dia no calor do deserto — onde os turistas ocidentais recebem a recomendação de não ficar nem mesmo cinco minutos no verão, quando a temperatura atinge 55 graus — pelo equivalente a 90 euros mensais, menos de um quarto do salário que havia sido prometido a ele [em Bangladesh]. Se você não gostar, foi informado, pode ir para casa. “Mas como posso voltar? Vocês estão com o meu passaporte e eu não tenho dinheiro para a passagem de volta”, ele disse. “Então é melhor trabalhar”, foi a resposta.

    Sahinal ficou em pânico. A família dele — filho, filha, mulher e pais — estava esperando pelo dinheiro, animada com a realização de Sahinal. Mas ele teria de trabalhar dois anos só para pagar o custo da viagem até aqui — e tudo para ganhar menos do que ganhava em Bangladesh.

    Ele me mostra o quarto. É pequeno, com beliches de três andares, onde ele vive com outros 11 homens. Todos os seus pertences estão na cama: três camisas, uma calça extra e um celular. O quarto cheira mal, porque os lavatórios no canto do acampamento — buracos no chão — estão entupidos com excrementos e nuvens de mosquitos negros. Não há ar-condicionado ou ventilador, assim o calor é “impossível. Você não dorme. Tudo o que você faz a noite é suar e coçar”. No alto verão, as pessoas dormem no chão, no telhado, onde quer que possam rezar por alguma brisa.

    A água é entregue no acampamento em grandes recipientes e não é dessalinizada apropriadamente: é salgada. “Nos faz doentes, mas não temos nada mais para beber”, ele diz.

    O trabalho é “o pior do mundo”. “Você tem de carregar tijolos e blocos de cimento de 50 quilos no pior calor imaginável. É calor como nada. Você sua tanto que não faz xixi, por dias ou semanas. É como se todo o líquido saísse de você pela pele e você cheira mal. Você fica zonzo e doente mas não pode parar, a não ser por uma hora, à tarde. Você sabe que se derrubar alguma coisa ou se escorregar pode morrer. Se você tira um dia por causa de doença, seu salário será descontado e você ficará preso aqui por mais tempo”.

    Leia o texto todo. Vai notar que enquanto a colunista da Folha faz propaganda de Dubai, o Independent faz Jornalismo.

  10. vâo ter que cuidar para nâo pegar o rossoni sim porque piratas aparece no lugar dos verdadeiros e ele blinda as pessoas do PSDB achamos que sâo piratas solte que a CPI municipal sai

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