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Em dois dias sem
radar, 20.134 excessos
de velocidade

radar

De zero hora de quinta-feira (3) às 15h desta sexta-feira (4), Curitiba teve 20.134 excessos de velocidade cometidos por automóveis em trânsito na cidade. O número dos dois dias é 10 vezes superior a média de 1.100 infrações por dia, registrada neste ano. Em 2009, o maior número de infrações por excesso de velocidade foi dia 1 de outubro, quando houve 1.693 infrações.

Os 110 radares de Curitiba foram desligados às 10h15 de quinta-feira, em cumprimento à decisão judicial da desembargadora Regina Afonso Portes, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná.

De zero hora às 24h desta quinta-feira (3), dia em que os radares foram desligados, 10.144 excessos de velocidade foram cometidos. De zero hora às 15h desta sexta (4) houve 9.990 registros de excesso.

Apesar do desligamento dos radares e da não geração de multa, os sensores de solo dos radares registram a quantidade de carros que passam em velocidade superior à permitida.

Impressionam também a alta velocidade registrada em alguns casos. De zero hora às 9h desta sexta, foram detectados 288 veículos trafegando a mais de 100 km/h nas ruas de Curitiba. Destes, 100 estavam acima dos 110 km/h, 32 estavam a mais de 120 km/h e dois cravaram 137 km/h. A velocidade máxima permitida por lei na cidade é de 70 km/h na Linha Verde e na Avenida das Torres. Nas outras vias, o permitido é 60 km/h.

A desembargadora Regina Afonso Portes negou provimento a embargo de declaração apresentado pela Urbs à decisão da 4ª Câmara que determinou o rompimento do contrato emergencial firmado em abril deste ano com a Consilux e o consequente desligamento dos radares.
A Urbs ressalta que utilizou todos os meios legais buscando preservar o funcionamento de equipamentos de segurança do trânsito e faz um apelo aos motoristas para que, independente dos radares, observem as leis de trânsito e obedeçam a sinalização indicativa de velocidade máxima permitida para as ruas da cidade.

Vale lembrar que a velocidade permitida para cada via é variável e indicada em placas de sinalização que devem ser obedecidas pelo motorista para segurança no trânsito. Em Curitiba a maior velocidade permitida é de 60km/h, à exceção das avenidas Comendador Franco (das Torres) e Linha Verde, onde o máximo é de 70km/h.

Os radares são operados pela Consilux por contrato firmado, a partir de licitação pública, em janeiro de 2004, e renovado conforme prevê a lei federal de licitações (8666/93) por termos aditivos até abril deste ano. Em abril deste ano, após comunicação ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público do Paraná, foi firmado contrato emergencial, com validade de um ano, considerando a importância da fiscalização eletrônica do trânsito na prevenção e redução de acidentes na capital paranaense.

O contrato emergencial foi necessário a partir de solicitação do Tribunal de Contas de revisão no edital de licitação para contratação de fiscalização eletrônica por radares com instalação de 140 equipamentos sendo que metade deles com a função de, além de excesso de velocidade, registrar também avanço de sinal vermelho, parada em faixa de pedestre e conversão proibida.

Nova licitação está na fase final de análise dos testes dos equipamentos feitos pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) contratado pela URBS para avaliação técnica dos equipamentos propostos pelas empresas. Encerrada a licitação, a partir do início do ano serão iniciados os procedimentos para contratação do serviço. Todo o processo, da publicação do edital às diferentes fases da licitação é acompanhado pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Em outubro, a Urbs convidou a Câmara Municipal, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e jornalistas para acompanhar o início da realização da fase de testes, feitos nas ruas da cidade e passíveis de serem acompanhados a qualquer momento.
Os radares entraram em funcionamento em Curitiba no final de agosto de 1999. Dez anos depois, em 2008, Curitiba registrava uma redução de 57,9% no número de atropelamentos; 20,4% no número de feridos; 17,5% menos mortes no trânsito e um total geral de acidentes 36,6% menor.

O excesso de velocidade detectada pelos radares responde pela maioria das infrações cometidas por motoristas nas ruas de Curitiba, com 48% das infrações.

21 Comentários

  1. E A CULPA É DE QUEM??
    DE QUEM NÃO SABE FAZER LICITAÇÃO, OU AS FAZ COM O INTUITO DE SEREM ANULADAS EM PROL DE SEUS PARCEIROS!
    É MENTIRA, TERTA????????????????

  2. Grande Marcos Isfer!!

    Parabéns por mais uma das suas!!

    “Contrato emergencial” é ótima!!

  3. O mais importante é saber c o número de acidentes registrados subiram ou estão na média diária, Se subirem é porque realmente os radares são importantes, se os acidentes manterem a média é porque existe sim um indústria da multa.

    aí sim veremos a real importancia dos radares

  4. O mais importante é saber c o número de acidentes registrados subiram ou estão na média diária, Se subirem é porque realmente os radares são importantes, se os acidentes manterem a média é porque existe sim a indústria da multa.

  5. PRCURA-SE UM PREFEITO PARA CUIDAR DE CAPITAL BRASILEIRA.
    REQUISITOS:
    COMPETENTE PARA FAZER AS LICITAÕES QUE FALTAM NA CIDADE.
    QUE NÃO SEJA CANDIDATO A GOVERNADOR, PARA PODER FICAR NA CIDADE.
    QUE MONTE UMA EQUIPE PELA COMPETENCIA E NÃO POR ACORDOS POLITCOS.
    QUE NÃO FAÇA CAIXA 2 PRA COMPRAR CANDIDATOS A VEREADORES
    QUE LIBERE A CAMARA VEREADORES PARA TRABALHAR DE VERDADE PELO SEUS CIDADÃOS.
    GRATIFICAÇÃO DE ACORDO COM O CARGO, QUE ALIAS E MUITO BEM PAGO.
    MANDAR CURRICULUM PARA AV. CÂNDIDO DE ABREU, 817

  6. OU ” LEGALIZA O RADAR OU ACABA.”,vamos colocar mais lombadas eletrônicas,e administrar sem segundas intenções pela URBS.

  7. Everton de Andrade Responder

    É uma pena que os impostos tenham que financiar os radares de trânsito.
    Esses dias poderiam entrar na história como uma manifestação de que o curitibano respeita os limites de velocidade, independentemente do radar.
    Mas isso é uma questão de hábito, talvez de cultura – a cultura da prevenção: dirijo no máximo a 60km/h para evitar qualquer tipo de acidente.

    Outra situação é o apelo à emoção e a adrenalina que o ato de dirigir em alta velocidade proporciona. Às vezes, até as propagandas das fábricas de automóveis apelam para este artifício: velocidade, potência, liberdade.

    É lamentável que a gente muitas vezes não se recorda que dirigir um veículo é estar inserido num ambiente social, por mais que a “cápsula” nos proteja dos outros, e que fatos imprevisíveis podem acontecer no trânsito, mesmo que nos consideremos os “melhores motoristas do mundo”.

    Abraço,

    Everton

  8. O importante mesmo e saber quem alem dos maus motoristas serão responsabilizados pelo aumento de acidentes na Cidade de Curitiba. Em Desembargadora Regina Afonso Portes, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná.

  9. Quem ainda confia em qualquer dado que a Urbs emite???? Pobre da instituição que não tem credibilidade nem a transparência necessária.

  10. É PRESSÃO DO BETO PARA CONTINUAR COM A CONCILUX ?

    A CULPA É DA URBS E PREFEITURA QUE NÃO FIZERAM LICITAÇÃO CONFORME A LEI. ACERTARAM 10 ANOS DE PRORROGAÇÃO DE CONTRATO, NESTA EMPRESA DE PARENTES DA CÚPULA DA PREFEITURA.

    PERDERAM FATURAMENTO E FAZEM PRESSÃO NA IMPRENSA CONTRA OS VELOZES ?

    QUE PONHAM UM GUARDA DA DIRETRAN NA REGIÃO, QUE FAÇAM BLITZ, E PONHAM ORDEM NA CASA. E JÁ APROVEITEM PARA PRENDER BANDIDOS E NÃO SÓ MULTAR MOTORISTAS.

  11. Culpa desse, culpa daquele, acho que o que a população quer é ter a certeza que os idiotas serão punidos, seja lá por quem for desde que esse seja uma autoridade..Na verdade o policiamento de trânsito, a sua fiscalização ( inclui ai o excesso de velocidade) é uma das funções que a PM tem, iclusive ela tem o batalhão de policia de trânsito pra isso. O problema é que ela não consegue fazer suas atribuições devido a sua falta de estrutura, então surgem os agentes de trânsito pra tentar por um pouco de orgem na coisa…Se colocassemos em um ranking, os radares estão na 8 posição em importanica, mas devido ao grau de impudência de parte da população acabaram por ganhar destaque…Faltou a magistrada exigir que a polica de trânsito faça as funções que a polulação espera dela, pois se limitou a ver parte do problema e dizer pela milésima vez que o problema de trânsito é educação…

  12. V.Lemainski-Cascavel Responder

    Acredito que não foi correta a decisão da desembargadora. Foi inconsequente ou ignora o comportamento agressivo dos motoristas brasileiros. Foi uma decisão minúscula. Deveria ter deixado funcionando os radares e arbitrar uma multa diária à prefeitura até a regularização do contrato ou licitação.

  13. Poxa, nunca foi tão bem controlado o sistema de radares, por que tanto interesse em divulgar esses números ?
    Será que é para pesar a conciência da desembargadora ou para mostrar a “competência” da URB$$$$$$$$$$????

  14. Quá-quá quá! Pra acreditar na Urbs só se for lesado. A credibilidade deles se perdeu depois que o carro do deputado não foi detectado pelo radar.

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