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Semanas após aprovação, CPI do MST é instalada no Congresso

Da AE

Mais de um mês após sua criação, foi instalada nesta quarta-feira, 9, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST, destinada a apurar os repasses de recursos de organizações não-governamentais ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

O impasse para a instalação da comissão vinha desde sua aprovação pelo Congresso Nacional, em meados de outubro. Temendo a utilização da CPI como plataforma para ataques ao governo, os líderes da base aliada vinham evitando indicar os nomes que formariam a comissão. A situação foi revertida nos últimos dias, com as indicações para os cargos chaves da CPI.

Criada por requerimento da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a comissão será presidida pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE) e terá como vice-presidente o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) – responsável por colher as assinaturas na Câmara dos Deputados. O relator da comissão, que voltará a se reunir na próxima quarta-feira, 16, para a apresentação de seu plano de trabalho, será o deputado governista Jilmar Tatto (PT-SP).

O bloco de apoio ao governo no Senado indicou oito parlamentares, entre eles o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O bloco da minoria indicou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Demóstenes Torres (DEM-GO). Na Câmara, o DEM Abelardo Lupion (PR). Pelos governistas, irão compor a comissão, entre outros, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e Julião Amin (PDT-ES).

A estratégia do governo era empurrar com a barriga a instalação da CPI do MST, ao mesmo tempo em que, se for inevitável seu funcionamento, transformá-la em uma nova CPI da Petrobrás. Criada com estardalhaço pela oposição, a comissão de inquérito para investigar a estatal do petróleo acabou esvaziada. Sem maioria, os oposicionistas não conseguiram aprovar nenhum requerimento de convocação nem avançar nas apurações de supostas irregularidades

2 Comentários

  1. Será mais uma palhaçada do congresso. Enquanto isso, continuaremos à merce desse bando de bandidos financiados com nosso próprio dinheiro. É lamentável.

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