Uncategorized

Silêncio comprometedor de Requião sobre pedágio

Requião002

Da coluna ETC do Paraná Online

Requião, em 2002, abraçou durante a campanha ao governo do Estado o slogan “Ou o pedágio baixa, ou acaba”.

Era uma frase forte, bradada com entusiasmo, que dava a entender que, se eleito, ele aboliria a cobrança nas rodovias paranaenses, ou, no mínimo, reduziria o valor das tarifas.

Não foi o que aconteceu. Com sete anos à frente do cargo, o preço não parou de subir. Além disso, estranhamente, até a postura do homem mudou. Nos últimos dias, apesar do novo acréscimo nos preços, sua excelência, em vez de reagir, ficou mudo.

Nem mesmo na “escolinha” ele tem protestado contra a situação. O governador hoje é muito diferente daquele que enfrentava as pedageiras. O que terá acontecido? Por que o silêncio? O que está por trás de uma conduta tão mansa e passiva? Esse comportamento precisa ser explicado.

Hipótese

O fim da “raiva” do governador contra os pedágios é mais do que suspeito. Estaria em vigor um acordo oculto entre os dois lados? Requião e os concessionários teriam se acertado? Tal situação é difícil de entender do ponto de vista teórico, mas não é impossível de acontecer na prática. Nessa relação não há mocinhos.


Obviedade

Se realmente quisesse reduzir o custo das tarifas ao povo paranaense, o governo deveria forçar uma negociação com os donos de pedágio. Mas isso o Roberto jamais fez. Então…

Outra

No governo Jaime Lerner, havia uma comissão tríplice composta por um membro do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), por um pedageiro e por um representante dos usuários das estradas. Esse grupo tinha, entre suas atribuições, a função de analisar e cobrar a melhoria das rodovias, sobretudo exigir a duplicação das pistas. Requião desmontou a comissão. Como resultado, no Paraná, hoje não se vê um único canteiro de obras em qualquer região do Estado.

Por tudo isso…

O discurso oficial do governador não passa de um grande chiste demagógico. Uma piada completa. Repare que o homem simplesmente acabou com as investidas que tentavam ridicularizar os ilustres privilegiados da concessão de rodovias. Ao mesmo tempo, vale lembrar que alguns empresários do ramo são aliados de copa e cozinha do chefe do Executivo paranaense. Não é lindo?

Última

Deputados da oposição, que estão com a pulga atrás da orelha, afirmam que há um outro indício da existência de um acordo tácito entre governo e empresas: o Estado faz vistas grossas aos desmandos dos concessionários no que tange à feitura de obras de porte. As rodovias Curitiba-Apucarana e Ponta Grossa-Foz do Iguaçu são o melhor exemplo disso. Está tudo parado. Os pedageiros estão com o terreno livre para fugir das obrigações firmadas em contrato. Estranho é pouco.

24 Comentários

  1. V.Lemainski-Cascavel Responder

    Será que caiu a capa de lobo e apareceu o cordeiro?
    Isso não é estelionato político?

  2. O acordo feito foi o seguinte: Não brigo, não invado, não mando o reiroma furar, nem mando quebrar mais as praças de pedágio. Ai na época que eu concorrer a eleição, voces abaixam o pedágio – e se jogarem na minha cara, eu falo: cumpri com o prometido, abaixei o pedágio.# O tão previsível Bob…

  3. Perguntem ao Requiao porque ele não é mais amigo do Acir Mezzadri. É que o Mezzadri combateu as concessionarias do pedágio , e os manos do Requiao não gostaram, aí sobrou pro Mezzadri.

  4. Era uma questão de tempo e de valores sair o acordo RequiãoXPedágio. Venceu a turma do pedágio e perdeu o povo paranaense. Será que o dinheiro foi para a mala, com ou sem alça, para as meias ou para a cueca?
    Esse governador não tem palavra, e quando esboça uma se contradiz logo. Governo canalha!

  5. Mello e Silva, junto com sua biografia, apodrece dia após a dia… do deputado aguerrido e combatente da década de 80, sobrou um velho caquético e devastado pela cobiça, pelo nepotismo, pela preguiça e pela vida fácil… um espirro do que prometia ser… conhecemos a árvore pelos seus frutos… não precisa maiores explicações…

  6. Ja comentei em outras ocasioes, sobre este assunto, que dera estar guardado neste Site, Requiao em momento nenhum, falou algo sobre a duplicaçao das rodovias, apenas dava um recado curto e grosso, proprio, daquele que esta junto com estas quadrilhas, que somente, saBEM pintar e muito bem o asfalto, roçar as beiradas, quando vao consertar algum buraco, o fazem com um grande aparato,iludindo os transeuntes, dado a impressao que estao trabalhando, segurando o transito por muitos minutos, Onde esta a oposiçao no Parana

  7. Puxa vida como demorou para alguém ver o que está acontecendo a algum tempo,do bravateador caiu a máscara, e o refrão não era de verdade,pois, sabia que não daria em nada,acordos as escuras.
    Desde que bravateou que iria devolver as estradas ao governo federal foi o sinal de um acordo?Loucuras a parte,idiotices deixadas de lado,caiam as máscaras que o desequilibrado do Canguiri lance suas flechas para cima e fique esperando elas lhes atravessarem todo,somente assim o insano para com sua babaquices idiotas…
    Povo paranaense em 2010 não dem sequer um voto de confiança,nem isto este sujeito merece,vamos varrer ele e sua família da política paranaense,ele que se abrace a Dilma ao Collor de Mello e Silva e outros fanfarrões da face da terra e sumam para sempre,o povo ,pagador de seus impostos merece respeito,insanos……..FFFFFOOOOORRRRAAAAA.

  8. Um levantamento parcial feito pelo “Jornal do Estado” (coluna “Na ponta do lápis” de 07/10/07), identificou pelo menos quatro casos em que o governo paranaense ou já foi condenado a pagar, ou deve ser cobrado na Justiça por decisões e medidas tomadas na administração Requião, valores que passam de R$ 1,5 bilhão:

    “Em pelo menos um desses casos o prejuízo para os contribuintes paranaenses já é líquido e certo, pois não há mais como recorrer. Trata-se de R$ 400 milhões que o Estado foi condenado a pagar aos servidores do Judiciário, por conta de um reajuste salarial que Requião se recusou a pagar em 1992, quando ainda estava em seu primeiro mandato como governador. Em 2002, a categoria, depois de dez anos de batalha judicial, conseguiu o direito de receber o aumento, que até hoje espera na fila de precatórios do Estado para ser pago. As concessionárias calculam em R$ 170 milhões o montante que pretendem cobrar na Justiça por conta dos prejuízos materiais causados por invasões e depredações das praças de cobrança, os dias em que as cancelas foram mantidas abertas por manifestantes, desequilíbrios contratuais que não foram revistos pelo governo do Estado e os dias que as empresas deixaram de aplicar os reajustes tarifários por falta de autorização do Estado.”

    Este Blog, em 08/06/2009, sob o título “Sucessor de Requião herdará passivo bilionário” veiculou a seguinte constatação de Antonio França no Bem Paraná:

    “Ao deixar o governo, em abril do ano que vem para concorrer ao Senado Federal, o governador Roberto Requião (PMDB) deixará um passivo judicial bilionário para seu sucessor, que será eleito em 2010. São cerca 300 ações nos judiciários estadual e federal, incluindo as varas de fazenda públicas e cíveis em primeira instância e em instâncias superiores, como Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), além do Tribunal de Contas do Estado (TC) e Tribunal de Contas da União (TCU). O total de dívidas ou indenizações que esses processos podem gerar passa de R$ 1 bilhão. Somente com as empresas de pedágio, as ações, quando julgadas, resultarão numa dívida mínima de R$ 300 milhões, sem correção, segundo cálculos da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR). Neste montante, está um volume de 83 processos de ambas as partes. Porém, as ações foram desmembradas e já somam cerca de 180 dos dois lados (empresas de pedágio e governo), segundo a ABCR. Somente as empresas são autoras de 43 ações em andamento, entre elas, várias que pedem o equilíbrio financeiro, provocado por ações do governo.”

    O governador de plantão, assim, vai deixando passivos milionários na herança de suas gestões. Quem o aconselha jurídicamente ou se submete a sua vontade para levar a cabo estas medidas nefastas e detrimentosas que acarretam ou vão ainda acarretar despesas insuportáveis, talvez, para o erário público ? Esta situação já foi denunciada à farta e nenhuma apuração foi levada a efeito.

    O caso das ações judiciais contra as concessionárias do pedágio está prestes a se tornar a maior aventura judiciária já intentada pelo Estado numa causa perdida. A ex-chefe da Procuradoria do Estado, Dra. Josélia Briolani, em entrevista à imprensa, após ser demitida por discordar das atitudes do governador, chegou a afirmar, que o mesmo se negava a gestões conciliatórias com as concessionárias. O deputado Valdir Rossoni, confirma: “A própria Jozélia admitiu isso. Ela era uma pessoa do governo, indicada pelo governador. Ela deixou claro que não há nenhuma intenção do governo em negociar os contratos. Ele só quer o embate com as concessionárias”. (Jornal Impactopr).

    Quem, portanto, é responsável pelo passivo das ações judiciais sobre o pedágio ? Quem é responsável pelo pedágio que não baixou, não acabou, só aumentou e vai deixando um passivo judicial milionário para o povo paranaense pagar ? Muito se denuncia mas nenhuma atitude efetiva das ditas autoridades de controle públicos ou da sociedade paranaense, única e exclusiva vítima de todo esse imbroglio, é tomada para apurar a responsabilidade sobre o fato.

    Até onde é lícito ao administrador público comprometer o erário público com renitente animus litigandi numa causa que vem sendo seguidamente desacolhida pela Justiça ? Será porisso que se está veladamente tentando um “acordo” para salvar as aparências e camuflar o fiasco monumental do “pedágio baixa ou acaba” ? Qual vai ser a parte podre dessa suposta “negociação” a ser deixada para a sociedade pagar ?

  9. Vcs nao tem mesmo o que fazer ne?
    Nao acham nada para falar dele…. ate se ele fica quieto vcs falam por um lado isso e bom ele e sempre lembrado ne?
    Debora

  10. COITADA DE VC DEBORA SÓ VC NÃO SABE QUE O JOEL MALUCELLI É PARENTE E DONO DE PEDAGIO MAIS CARO DO BRASIL??????????????????/

  11. Bem esclarecedor, caro JANGO!
    Pregunto:
    O Tribunal de Contas sabe de tudo isto?
    O Ministério Público será que sabe?
    Quem vai pagar a conta?
    E agora digo… Ao invés de troxar o dedo no nariz, será porque ele não troxa o dedo no caminho da próstata e sai gritando por aí???

  12. MAS COMO ESSE POVO É BOBINHO; REQ JA ACERTOU COM O LERN; OU VCS NÃO SABEM QUEM VAI PAGAR A CAMPANHA DO REQ.
    ” ABAIXA OU ACABA ; ESSE FOI O MAIOR ESTELIONATO ELEITORAL DOS ÚLTIMOS ANOS “. QUEM VIVER VERÁ, AGUARDEM.

  13. Alguém aí conhece algum meio de forçar mudanças, que não seja pelas mãos da Justiça?
    Ou será que vocês acham que as concessionárias iriam baixar o pedágio somente com uma boa conversa.
    Será que se Requião os chamasse de “Bonitinhos” eles deixariam de cobrar esse absurdo.
    Considero uma “sinuca” a questão dos pedágios e não vejo nenhum candidato falar sobre o assunto, vocês podem escrever, se não fizerem a mesma coisa, só podem fazer pior.
    Ninguém fará que reduzam seus preços de R$ 12,00 para R$ 2,00.

  14. Depois do comentário (com dados) do Dr. Jango, não sei como pode ainda ter gente sem vergonha na cara ou sem informações que vem defender o req nesse blogue, ainda bem que são bem poucos, uffaaa.

  15. Ferreirrinhas,pedagios é so assim para ganhar as eleiçoes ,com os votos desses idiotas que defendem o comedor de mamonas.

  16. FORA MARIA LOUCA, CHEGA, VOTO NO OUTRO SENADOR, É A NOSSA ARMA VAMOS FAZER UM CORRENTE NA NET OK TURMA, FORA MENTIROSO, PENSA QUE O POVO É OTARIO E BURRO,

  17. Gustavo, quem fez isso de mandar baixar o pedágio durante as eleições foi o Lerner. O Requião cansou de brigar contra o pedágio e perder todas na justiça. Os caras tem uma equipe de advogados fantástica e amarraram bem os contratos durante o governo Lerner. Aqueles contratos são inquebráveis.

  18. ISSO SEMPRE FOI UMA BRAVATA. NUNCA IRIA ACONTECER UM NEGÓCIO DESTE DE ” OU ABAIXA OU ACABA”,,,ISSO FOI SÓ PARA ENGANHAR OS TROUXAS DE PLANTÃO QUE FICAM BABANDO OVO DO CARA EM TODAS AS ELEIÇÕES. ESPERO QUE AGORA ESTÁ TIGRADA TENHA APRENDIDO A LIÇÃO. QUE O NEGÓCIO DO REQUIÃO É ELE E SUA FAMÍLIA O RESTO NÃO INTERESSA.
    DEIXEM DE SEREM TROUXAS, NÃO ACREDITEM EM POLÍTICOS PORQUE NEM O CAPETA ACREDITA NELES.

  19. Valddecir Balduino Responder

    Excelente essa reportagem, perfeito os comentários. Esse senhor que se acha dono do Paraná, com certeza fez um belo e gordo acordo com as concessionárias. De bobo esse bobo só tem a cara e o jeito de andar.

  20. No meio desse tiroteio me cai a ficha. Será que mantidos os contratos, hoje não teríamos rodovias duplicadas ou em obras por todo o Paraná? Levo no mínimo três horas e meia para chagar a Cwb a partir da minha cidade. Fiz uma média do deslocamento pelo trecho duplicado e cheguei a uma estimativa de apenas duas horas e quarenta para uma rodovia toda com pista dupla. Uma hora a menos, criteriosamente calculados. Sem falar do aumento da segurança e da provável melhoria de traçado.

    Senhores, por esse benefício eu seria capaz de pagar esse pedágio caro sem reclamar, ficaria até feliz. Numa viagem de ida e volta a Curitiba são duas horas da minha vida perdidas por causa dessa “briga”.

    Agora, se eu fosse dono de um pedágio, adoraria que me dessem motivos jurídicos para não começar o trabalho de duplicação. Imaginem além do valor a ser investido… Pensem no trabalho para escolher, negociar e contratar empresas nos mais diversos ramos de serviços. Em buscar licenciamento ambiental. Negociar ou indenizar um monte de terrenos lindeiros à rodovia (pois nem sempre a melhor solução de engenharia para transpor um acidente geográfico fica dentro da atual faixa de domínio). É, eu estaria feliz com o governador. Muito feliz.

Comente