Uncategorized

Carta do cineasta Silvio Tendler ao ministro Nelson Jobim

Do Carta Maior

O cineasta Silvio Tendler enviou carta ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendendo que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos. Tendler critica a posição do ministro, contrária à punição aos torturadores. “Este gesto, na prática, resulta em dar proteção a bandidos que desonraram a farda que vestiam ao torturar, estuprar, roubar, enriquecer ilicitamente sempre agindo em nome das instituições que juraram defender. É incompreensível que o nosso futuro democrático seja posto em risco para acobertar crimes praticados por bandidos”, escreve o cineasta.

Para ler a carta de Silvio Tendler clique no:

Carta encaminhada pelo cineasta Silvio Tendler ao ministro da Defesa, Nelson Jobim:

Ao Ministro da Defesa Exmo. Dr. Nelson Jobim

Invado sua caixa de mensagem pedindo atenção para um tema que trata do futuro, não do passado. O Sr. me conhece pessoalmente e lembra-se de que quando fui Secretário de Cultura de Brasília, no ano de 1996, o Sr. era Ministro da Justiça e instituiu e deu no Festival de Cinema Brasília um prêmio para o filme que melhor abordasse a questão dos Direitos Humanos. Era uma preocupação comum a nossa.

Por que me dirijo agora ao senhor? Um punhado de cidadãos -̶ hoje somos mais de dez mil -̶ assinamos um manifesto afirmando que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos, contrários aos mais elementares sentimentos da nacionalidade. Agimos em nome da intransigente defesa dos direitos humanos. O Sr., Ministro da Defesa, homem comprometido com a ordem democrática, eminente advogado constitucionalista, um dos redatores e subscritores da Constituição de 1988, hoje em ação concertada com os comandantes das forças armadas, condena a iniciativa de punir torturadores pelos crimes que cometeram.

Este gesto, na prática, resulta em dar proteção a bandidos que desonraram a farda que vestiam ao torturar, estuprar, roubar, enriquecer ilicitamente sempre agindo em nome das instituições que juraram defender. É incompreensível que o nosso futuro democrático seja posto em risco para acobertar crimes praticados por bandidos o que reforça a sensação de impunidade. Ao contrário do que afirmam os defensores da impunidade dos torturadores. O que está em juízo não é o julgamento das forças armadas, como afirmam os que as querem arrastar para o lodo moral que mergulharam. Agora pretendem proteger sua impunidade, camuflados corporativamente em nome da honra da instituição.

Um pouco de história não faz mal a ninguém. Não está em questão que para consumar o golpe de 64, os chefes militares de então tiveram que expurgar das forças armadas milhares de homens entre oficiais, sub-oficiais e praças cujo único crime foi defender o regime constitucional do país. Afastaram da vida política brasileira expressivas lideranças, cassando direitos políticos e mandatos parlamentares ou sindicais. Empurraram milhares de cidadãos, na imensa maioria jovens, para a ação clandestina que desembocou na luta armada.

De qualquer maneira os golpistas de 64 protegidos pela lei de anistia não serão anistiados pela história. Fecharam e cercaram o Congresso Nacional. Inventaram a excrescência chamada de Senador Biônico para não perder, pelo voto, o controle do Senado em plena ditadura militar. Os chefes militares podem ficar tranqüilos que seus antecessores não irão para a cadeia pelos crimes que cometeram contra um país, contra uma geração inteira, a minha, que desaprendeu a falar e pensar em liberdade. Nada disso está em juízo. Vinte e cinco anos depois de iniciada a transição democrática, o que está em juízo não é o processo de anistia política.

Tranqüilize seus colegas militares, ministro. O regime militar não está sendo julgado pela quebra do sistema público de saúde ou pela quebra do sistema educacional. Estamos pedindo a punição contra criminosos comuns por crimes de lesa humanidade. Queremos o julgamento e condenação da prática de crimes hediondos. Só isso. Assusta a quem? Em nome do quê o Brasil será eternamente refém de bandidos? O que justifica acobertar crimes condenados por todos os códigos, normas e tribunais internacionais em matéria de direitos humanos? O Sr. deve estar se perguntando o porquê do meu empenho nesta causa. Vou lhe contar.

Despontei pra a vida adulta baixo a ditadura militar. Em 1964, tinha 14 anos e cresci sob o signo do medo. Sou de uma família de judeus liberais, meu pai advogado e minha mãe médica. Invoco as raízes judaicas porque meus pais eram muito marcados pelo holocausto, pelos crimes nazistas cometidos contra a humanidade. Tínhamos muito medo das soluções autoritárias. Eu queria viver num país livre e tinha sentimentos de profunda repugnância a ditaduras. Meus amigos também eram assim. Participei de passeatas, diretórios estudantis e cineclubes. Queria derrubar a ditadura fazendo filmes. Acreditava que era possível. Em 1969, um companheiro de Cineclubismo seqüestrou um avião para Cuba. Não tive nada a ver com isso. Desconhecia as intenções e a organização do seqüestro. Meu crime foi ser amigo – sim, meu crime foi o de ser amigo de um seqüestrador. Quase fui preso e morreria na tortura sem falar, não por ato de bravura, mas por absoluto desconhecimento de causa. Não pertencia a nenhuma organização revolucionária. Não sabia nada sobre o seqüestro.

Escapei dessa situação pela coragem pessoal de minha mãe que driblou os imbecis fardados que foram me prender e consegui fugir de casa nas barbas da turma do Ministério da Aeronáutica que, naquele momento, ao invés de dedicar-se a cumprir sua missão constitucional de proteger nossas fronteiras, prendiam, torturavam e matavam estudantes. Tive também a ajuda do Coronel Aviador Afrânio Aguiar que empenhou-se até a medula para que não fosse preso e massacrado na Aeronáutica. A ele dedico meu filme mais recente “Utopia e Barbárie”. Sem ele, dificilmente estaria contando essa história hoje aqui. Outras pessoas também me ajudaram a sair vivo dessa história mas como não tenho autorização para citá-los e estão vivos, guardo nomes e lembranças no coração.

Em 1970 fui viver no Chile por livre e espontânea vontade. Saí do Brasil legalmente com passaporte, ainda que tenha ido ao DOPS explicar por que saía do Brasil. Eles sabiam as razões pelas quais saía (como é cantado na música, “Não queria morrer de susto, bala ou vício”). Em Janeiro de 1971,do Chile, mandei uma carta para minha mãe, trazida por uma portadora, senhora de boa cepa, que fora visitar o filho no exílio em um gesto humanitário se ofereceu, ingenuamente, para trazer correspondência para os familiares dos exilados. O gesto lhe custou prisão e “maus tratos” nas dependências da aeronáutica. Na carta pedia a minha mãe que me enviasse livros e minha máquina de escrever. A carta foi entregue em Copacabana por militares do Doi-Codi que arrombaram minha casa, arrombaram móveis a procura de metralhadora (Assim entenderam “máquina de escrever”). Minha mãe foi levada para o quartel da PE na Barão de Mesquita, onde foi humilhada e um dos “patriotas”que a conduziu assumiu de forma permanente a guarda do relógio que entrou com ela na PE e não voltou para casa. Amigos ocultos numa rede de gente decente ajudaram a tirar minha mãe daquela filial verde oliva do inferno.

Sim ministro, havia muita gente decente nas forças armadas ou que gravitavam em torno dela e que faziam o que podiam para ajudar pessoas. A maioria, prefere, até hoje, não revelar seus gestos por medo dos que praticando atos dignos dos piores momentos da máfia intimidam e atemorizam pessoas de bem. Pior do que o relógio foi o destino do ex-deputado Rubens Paiva que foi preso no mesmo dia e nunca mais encontrado. Os senhores fazem muita questão mesmo de proteger os canalhas que seqüestraram e assassinaram o ex-deputado pelo crime de ter recebido correspondência pessoal de exilados no Chile? A quem interessa essa “Omertá”? Ministro, para esses crimes não há justificativa e menos O que leva a chefes militares e o Ministro da Defesa a se pronunciarem contra a apuração de crimes? Tortura, estupro, morte, muitas vezes seguido de roubo, são atos políticos passíveis de anistia?

Desculpe a franqueza, mas não consigo entender. Em nome do futuro democrático do Brasil , espero que a banda podre, montada no Dragão da Maldade, não saia vitoriosa.

Os chefes militares pronunciam-se a favor do pagamento de reparações às vitimas do arbítrio como um ato indenizatório. Pagamento este feito com recursos públicos desviado de finalidades mais nobres para ressarcir prejuízos causados por canalhas que deveriam ter seus bens confiscados e pagarem com recursos próprios os crimes que cometeram. Muitas empresas que se locupletaram durante a ditadura e inclusive financiaram o aparato repressivo poderiam participar dessas indenizações. No meu caso, ministro, posso lhe dizer que não há dinheiro que feche essa conta. Não pedi anistia nem indenização porque acho que não sou merecedor (nunca fui exilado, nunca me apresentei assim). E vivo bem com meu trabalho de cineasta há quarenta anos e professor universitário há 31. Se fosse pago com recursos dos bandidos, aceitaria de bom grado. Recursos públicos não. Cada centavo que aceitasse, me sentiria roubando de uma criança ou de um homem ou uma mulher humildes que precisam mais desse dinheiro numa escola pública, num posto médico, do que eu. Não recrimino quem, por necessidade ou sentimento de justiça, o faça.

A reparação que peço é a punição exemplar dos torturadores da minha mãe. O senhor há de concordar que não estou pedindo muito nem nada despropositado. E quando digo que penso no futuro e não no passado é porque a punição exemplar de criminosos desestimulará semelhantes práticas no futuro e terá uma função pedagógica para os que caiam em tentação de uso indevido dos poderes do Estado, que entendam que não vivemos no país da impunidade.Justiça, peço apenas justiça.

Bom 2010 para o sr.

Atenciosamente,
Silvio Tendler

P.S. Falamos de tanta coisa mas esquecemos de comentar dois crimes cometidos depois de 1979 que já não estariam cobertos pela lei de anistia: O assassinato de D. Lyda Monteiro da Silva, secretaria do Presidente da OAB, a mutilação do jornalista José Ribamar em 1980 e, em 1981, a bomba que explodiu no Riocentro que causou a morte de um sargento e graves ferimento no Capitão. Imagino que enquanto advogado, o quanto lhe repugna o assassinato da secretária do Presidente da OAB e a mutilação de um jornalista. Tantos anos decorridos, talvez ainda seja possível descobrir “os comunistas” responsáveis pela bomba do Riocentro, como concluiu o vexaminoso IPM instaurado na ocasião.

Por falar em comunistas, movimento que condenava a luta armada, o que dizer do assassinato do jornalista Wladimir Herzog, do operário Manoel Fiel Filho e do desaparecimento do dirigente Davi Capistrano? Seus assassinos terão imagem, nome e sobrenome ou continuarão protegidos por este exército das sombras?

Silvio Tendler

12 Comentários

  1. Marcos Cordeiro Responder

    Que ” Democracia ” é esta Sr. cineasta…se vivemos comandados por déspotas disfarçados, que roubam, estrupam, fazem grandes lavagens de dinheiro público, agora com o agravante de aparecerem na mídia em fragante colocando o dinheiro na cueca, meias, etc…! E ninguém vai preso!?!?! Que ” Democracia ” é esta que o povo continua sofrendo!?! A falta de atendimento adquado à população na área da saúde, a segurança que está falida, o sistema capitalista financeiro que movimenta a economia, mas que só benificia os colarinhos brancos e o povo cada vez mais pobre, necessitando de ampáro, sem emprego! Que ” Democracia ” é esta, onde a má distribuição de renda cresce cada vez mais…Concordo que quem cometeu no passado crimes de atrocidades devam ser condenados sim, mas e esses de agora? Vamos colocar bem os pés no chão e ver que ainda vivemos uma ” DITADURA disfarçada em DEMOCRACIA “, pois os jovens de hj não lutam mais por ideais, como lutaram nossos pais, tios, avós, etc… Essa máscara de Liberdade, oprimida pelas drogas aos nossos jovens, que se afundam e não conseguem ver que estão sendo usados por essa “DEMOCRACIA-DITADURA”, que estabelecem cotas para negros, pardos, índios, etc…para mascarar o preconceito que ainda existe nesse país! É tanta barbárie, tanta corrupção, que chega a dar nojo. DEMAGOGIA, quando se fala em justiça, em Direitos humanos!

  2. Como se não bastasse o cara viver das benesses da Lei Rouanet, nas costas dos impostos pagos por todos, ainda vem defender o que ele sabe será somente uma fábrica de indenizações.

    Não podem punir ninguém, porque a Lei da Anistia é anterior à Constituição; e mesmo que pudessem, não teriam culhões para tanto. Foi só o Jobim bater o pé que a galera se acadelou. Imagine se houvesse uma reação mais virulenta.

    Deveria, como cienasta que se diz ser, ter a sensibilidade de ver que as fortunas de indenizações que virão, farão falta à saúde, educação, estradas e segurança pública…e ficar, no mínimo, calado.

    Quer saber a verdade? Consulta uma vidente, porque a verdade que a tal comissão viria a descobrir seria tão imparcial quanto
    um manifesto de Goebbels sobre o nazismo.

    Ninguém é a favor dos crimes cometidos durante o governo militar, mas isso não justifica penalizar a sociedade duas vezes.

  3. Não é esse cineasta que vai dirigir (por muita grana, naturalmente!) um filme sobre a vida de Sarney???? Então, tá!!!!!

  4. Está mais para revanchismo do PT do que qualquer outra coisa.
    Sob a ditadura do PT o que mais assusta e envergonha é a frágilidade da oposição. Se é que existe oposição. E aqui no Paraná a ditadura requianista continua submetendo a oposição a irrelevância. São os três poderes beirando a mediocridade do egoísmo. O importante é RENOVAR!
    Requião é a doença, mas nós temos a cura, o VOTO!!!!!!!

  5. Isso está cheirando a encomenda, né? São argumentos que usam para reforçar a vigência de uma nova ordem, em discussão no Congresso. Puro revanchismo.
    No P.S. do sr. Tendler, ele usa: “Por falar em comunistas, movimento que condenava a luta armada”. É MESMO? Era só um “movimento que condenava a luta armada”? MENTIRA! Era um movimento cubanizado que tinha por finalidade transformar o Brasil num país comunista, no melhor estilo Fidel Castro. Tanto é que muitos daqueles “bravos”? guerrilheiros tinham treinado em Cuba e de lá trouxeram a cartilha de guerrilha. Portanto, usurpadores da Pátria. Às Forças Armadas fizeram à sua parte. Baniram os pulhas que, aliás, só voltaram em função da ANISTIA. Que, aliás, agora, querem – os mesmos ou da mesma linhagem – pisoteá-la.
    A sociedades – portanto nós, brasileiros e cidadãos coerentes, não queremos mais revanchismo, nem olhar para trás. QUEREMOS UMA PÁTRIA DEMOCRÁTICA, pujante e que respeite a CONSTITUIÇÃO.
    E mais: a democracia e os direitos dos cidadãos brasileiros estão sendo pisoteados todos os dias pelos desmandos de auotirudades e de um Congresso Nacional inoperante, incompetente e corrupto, com raras excessões.
    O nível político brasileiro nunca esteve em níveis tão baixos como atualmente. E mais: governo em final de mandado não pode, não deve – é imoral – querer impor novas regras. Todo o cuidado é pouco.

  6. Em nenhum momento li que não se era para investigar o período ditatorial, acho que se enganou o cineasta, pois o que se quer e uma investigação que busque a verdade nos dois lados, ou seja os torturadores e os terrorista ou os ex-torturadores e os ex-terrotistas. Os dois lados sem distinção.

  7. Todos tentam torcer a toalha até a ultima gota. Todos melitam em causa própria, ora os toturadores ora os torutudados.

  8. Diante de tantos comentários brilhantes só me resta perguntar:
    E aqueles que mataram, sequestraram, humilharam e torturam em nome de um falso idealismo? Não
    terão seus crimes revistos?
    Só para exemplificar Dilma Roussef, Genoino, Dirceu e tantos outros que hoje estão no poder desonrando a Pátria por ordem de tanta patifaria que cometem.

  9. Há uma saída simples, barata e eficiente para sepultar (palavra adequadíssima, no caso) a polêmica criada pela proposta de criação de uma Comissão da Verdade, destinada a investigar casos de tortura e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar. Já que a verdade causa desconforto e urticária no Brasil, que se crie a Comissão da Mentira, o instrumento definitivo para enterrar (outra palavra muito adequada ao caso) qualquer revanchismo, a palavra mais repetida na imprensa brasileira nos últimos dias. Já que a verdade ameaça a democracia, e ninguém quer ameaçar a democracia, que se crie logo a Comissão da Mentira. O país dormirá mais tranqüilo.

    Como disse o editorial do jornal O Globo, de 31 de dezembro, é preciso dar um basta a essas reiteradas tentativas de revanchismo. E o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), do alto de sua sabedoria e compromisso com a democracia, advertiu a nação brasileira em um antológico artigo intitulado “Retrocesso e Anarquia”: não há como julgar os torturadores sem julgar os terroristas que pegaram em armas contra o governo dos generais. Tanto a direção de O Globo quanto o prefeito de Curitiba dormiriam mais tranqüilos com a criação da Comissão da Mentira. Ela se encarregaria, por exemplo, de enterrar as versões de que as principais empresas de comunicação do país apoiaram o golpe militar que derrubou o governo constitucional de João Goulart e, depois, se beneficiaram economicamente com o gesto. E quem disse que houve tortura no Brasil? Os militares estavam defendendo a democracia contra terroristas, lembrou o prefeito tucano, já afinado com o espírito da Comissão da Mentira.

    Quem quer saber disso? O que interessa para a população saber que os principais jornais e TVs do país apoiaram a ditadura militar? Puro revanchismo! Foram coniventes com a censura, com prisões ilegais, tortura e desaparecimento de prisioneiros políticos? Revanchismo inaceitável!!! Casos de tortura? Não se preocupem! A Comissão da Mentira se encarregaria de não “recriar uma zona de turbulência já superada pela sociedade brasileira”, como disse o editorial de O Globo.

    Há um candidato certo para presidir tal comissão: o incansável ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele se encarregaria de trazer para o caminho da mentira aqueles que estão perdidos em busca da verdade, esta coisa desagradável e incômoda. Figuras como o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, para quem “o Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade”. O presidente da OAB acredita ainda que “anistia não é amnésia”. Pois bem, a Comissão da Mentira resolveria essas angústias, transformando anistia em amnésia, verdade em covardia e qualquer outra transmutação que seja necessária para livrar o pobre povo brasileiro de zonas de turbulência, como nos alertou O Globo.

    A verdade, nos lembrou Beto Richa, pode nos trazer retrocesso e anarquia. Quem quer isso? Turbulência, revanchismo, anarquia, retrocesso…Quem inventou essa história de Comissão da Verdade deveria ser preso e acusado de crime hediondo. Lula deve rever o decreto, como ordenou O Globo. A verdade não é uma alternativa, enfatizou. É preciso arrancar a mentira da verdade, nem que seja à força. Contra todo o revanchismo, que se institua logo a Comissão da Mentira. O Brasil não pode se acovardar e querer conhecer sua história. Isso seria inaceitável, ou, como diria outro possível candidato a presidir a comissão, uma vergonha!

    Imagem: Versão artística da mentira. Ou da verdade! Quem sabe? Deixa pra lá. Chega de revanchismo!

    Tuitar este post

  10. Perfeito, sem problemas.
    Então, tbm vamos punir os terroristas de esquerda, se querem mudar as regras do jogo, estas devem mudar para ambos os lados.

Comente