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Flávio consegue liberação do corpo de Zilda Arns

MÁRCIO FALCÃo e GABRIELA GUERREIRO da Folha Online

O senador Flávio Arns (PSDB-PR) informou na tarde desta quinta-feira que conseguiu a liberação do corpo de sua tia Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, vítima do terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira.

Segundo o relato de Arns à filha Caroline, a previsão é que o avião da FAB (Força Aérea Brasileira) que será utilizado para transportar o corpo da médica deixe Porto Príncipe nas próximas horas e chegue a Brasília no início da madrugada.

O corpo de Zilda será levado para Curitiba. O avião, no entanto, deve fazer escala em Brasília para deixar o ministro Nelson Jobim (Defesa). O velório ocorrerá no Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná, e o enterro, no Cemitério da Água Verde, em Curitiba, onde estão enterrados familiares da vítima.

No telefonema, o senador contou a filha que vive um dos momentos mais delicados de sua vida. “O senador pediu para enfatizar que este é um momento muito triste de sua vida. Ele viu por lá montanhas de pessoas mortas pelas ruas. As pessoas estão sendo enterradas juntas em valas comuns. É tudo muito difícil. O senador pediu que todos rezem muito por todo Haiti”, disse.

Zilda estava em Porto Príncipe, capital do Haiti, para uma missão humanitária. Ela era irmã do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo.

Em nota, ele disse que ouviu emocionado a notícia que sua “caríssima” irmã sofreu “com o bom povo do Haiti o efeito trágico do terremoto”. Para o religioso, não é hora de perder a esperança.

“Que nosso Deus, em sua misericórdia, acolha no céu aqueles que na terra lutaram pelas crianças e os desamparados. Não é hora de perder a esperança”, diz dom Paulo na nota.

Nascida em 1934, Zilda era representante da CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil) e fundadora também da Pastoral da Pessoa Idosa.

Ela também era membro do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Viúva e mãe de cinco filhos, ela era empenhada em causas ligadas ao combate à mortalidade infantil, desnutrição e violência familiar. Ela chegou a ser indicada ao prêmio Nobel da Paz em 2006 e recebeu outros diversos prêmios.

Militares

Os corpos dos 14 militares brasileiros mortos no terremoto devem ser trasladados ao Brasil neste fim de semana, informou o Ministério de Relações Exteriores brasileiro.

Os corpos serão submetidos, nas próximas 24 horas, a necropsia em território haitiano. Segundo o Itamaraty, este procedimento pode facilitar um posterior pedido de indenização por parte das famílias das vítimas.

Segundo o comunicado do Exército, os 14 militares mortos na tragédia são: Bruno Ribeiro Mário (1º tenente); Davi Ramos de Lima (2º Sargento); Leonardo de Castro Carvalho (2º Sargento); Rodrigo de Souza Lima (3º Sargento); Douglas Pedrotti Neckel (cabo); Washington Luis de Souza Seraphin (cabo); Tiago Anaya Detimermani (soldado); Antonio José Anacleto (soldado); Felipe Gonçalves Julio (soldado); Rodrigo de Souza Lima (soldado); Emílio Carlos Torres dos Santos (coronel); Arí Dirceu Fernandes Júnior (cabo); Kleber da Silva Santos (soldado); Raniel Batista de Camargos (subtenente).

Outros quatro militares ainda estão desaparecidos: João Eliseu Souza Zanin (coronel); Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (tenente coronel); Francisco Adolfo Vianna Martins Filho (major); Márcio Guimarães Martins (major).

Há cerca de 1.310 brasileiros no Haiti, dos quais cerca de 50 são civis. O Brasil possui 1.266 militares na missão de paz da ONU, Minustah (missão de estabilização da ONU liderada pelo Brasil), enviada ao país depois de uma sangrenta rebelião, em 2004, que sucedeu décadas de violência e pobreza.

2 Comentários

  1. Esse Flavio, hein? Responder

    Pelo belíssimo trabalho da Dra. Zilda, ela ja tinha o lugar reservado, que com certeza é no céu, mas esse nosso Senador hein, pela madrugada, sete anos de mandato e a única coisa que faz é liberar o corpo da Tia em tempo record!!!!! Mais nada!!!!!

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