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Antes de almoçar com Dilma, Osmar tentou acerto com tucanos

Do Hora H

O senador Osmar Dias não sossega. Poucas horas antes de almoçar com a ministra Dilma Roussef, candidata do PT à Presidência da República, Osmar tentou fechar um acerto com o PSDB em um jantar ocorrido na quarta-feira e que teria sido intermediado pelo irmão, Álvaro Dias. O teor das conversas não foi divulgado. Tanto Osmar quanto Álvaro não falam o que foi discutido nem sob tortura.

A manobra interessa ao senador Álvaro Dias. Com poucas esperanças de reverter o quadro político atual, amplamente favorável no PSDB do Paraná à candidatura de Beto Richa, Álvaro já estaria trabalhando para dar outro tipo de bote: emplacar a candidatura do irmão, Osmar Dias, como candidato de uma aliança com os tucanos.

Por trás desse movimento estaria a tese que se o futuro governador não pode ser ele, Alvaro, o mais merecedor da honraria, segundo a própria e insuspeita avaliação, que ao menos seja alguém da família Dias.

A nova manobra dos irmãos Dias foi abortada, pessoalmente, pelo prefeito Beto Richa, que manteve um encontro “olho no olho” com o senador Osmar Dias na mesma noite do jantar.

O encontro foi no Senado, a portas fechadas, e foi muito tenso, segundo relatos que vazaram e se tornaram conhecidos nos meios políticos mais bem informados.

Esse stress todo que rolou no acerto de contas entre Beto e Osmar teria tido a compensação de colocar os pingos nos “is” nas questões que vem embolando o meio de campo entre os dois políticos.

Tem quem garanta que a conversa entre Beto e Osmar teve momentos ríspidos. Entre eles um em que o prefeito teria dito ao senador pedetista que em matéria de manobras políticas duvidosas nada o surpreendia mais vindo da parte de Alvaro Dias.

Beto teria colocado que esperava, em contrapartida, contenção e ética da parte de Osmar, um político que ainda desfruta, com relação a ele, de um conceito pessoal bastante elevado.

A ofensiva para tentar colocar Osmar como candidato de uma coligação com o PSDB acontece numa hora pouco propícia.

Na visão de veteranos e bem situados observadores políticos é a própria marmelada na hora da morte. Aquela que, em lugar de curar, mata o paciente.

Citam a respeito do momento impróprio para articular esse tipo de manobra o fato de, nesta quinta-feira, ter ocorrido um almoço entre Dilma Rousseff e a cúpula do PDT nacional com objetivo de consolidar a aliança PT-PDT.

O encontro, pelo menos para efeitos de público, teria sido um sucesso. A aliança foi sacramentada pelo ministro do Trabalho Carlos Lupi e pela ministra Dilma Rousseff, que se fez acompanhar por todos os principais caciques do PDT.

“Nossa candidata é a ministra Dilma. Vamos de corpo e alma, sem nenhuma contrapartida, estar na campanha dela”, disse Lupi, um ministro conhecido pelo seu estilo fisiológico.

Lupi ficou famoso em episódio recente por não ter abandonado o comando do PDT mesmo quando a Comissão de Ética Pública apontou um evidente conflito de interesses entre o comando de uma legenda e o exercício de um Ministério.

A declaração de Lupi afetando desinteresse em coisas materiais resultou numa ironia ferina da parte do jornalista Josias de Souza, da Folha On Line, que comentou: “Um observador cínico diria: o corpo e a alma o PDT pode guardar para si. Basta entregar o seu tempo de TV. A contrapartida fica pra depois”.

Ainda que nesta eleição não exista verticalização (obrigação dos partidos acompanharem nos Estados às coligações nacionais) o acerto feito pela cúpula do PDT com o PT complica bastante a pretensão de Osmar Dias de vir a liderar uma aliança que tenha em seus componentes o PSDB.

Ficaria, no mínimo, confuso para o eleitor entender porque o partido que apoia a candidatura da “Mãe do PAC” em parte nacional do horário político, apóia o candidato do PSDB, José Serra, na parte estadual.

Esse tipo de esquisitice política já aconteceu no Paraná envolvendo justamente o PDT e com resultados desastrosos. Nas eleições de 1990 o PDT rachou.

Uma parte do partido (realmente partido) liderada pelo deputado Tadeu França apoiou a candidatura de Roberto Requião e a outra parte, controlada pelo grupo de Jaime Lerner, ficou com José Carlos Martinez.

O resultado foi que o TRE dividiu o tempo das duas facções e uma parcela gastou seu horário defendendo Martinez e a outra Requião. O eleitor não entendeu nada e o partido colheu um resultado eleitoral pavoroso.

Os deputados do PDT envolvidos naquela presepada política evidentemente não se reelegeram. Acabaram cavando emprego no Palácio Iguaçu (a ala que apoiou Requião), ou na Prefeitura de Curitiba (o bloco que apoiou Martinez).

8 Comentários

  1. Essa demora começa a ficar ruim para Osmar Dias e para o PDT, pois do jeito que esta, terão que acender uma vela para Deus e outra para o Diabo….Ou o Osmar deixa de lado o medo de enfrentar o Beto Richa, correndo o risco de perder novamente e fecha de uma vez por todas com o PT, ou garante sua cadeira ao Senado Federal, que ainda é duvidosa… devido sua provável desistencia de disputar o governo do Paraná.

  2. ATLÉTICO:: ZERO PRO LOPES ! Responder

    Quem deseja agradar a torcida do furacão e a dos coxa ao mesmo tempo vai se dar mal com ambas.
    Confiança é como taça de cristal.
    Dilma ou Serra ?

  3. Não acredito na aliança do PDT do Osmar com o PT, as ideologia não combina, caso sai candidato vai ser um fisco, assim será o fim dos Dias na politica paranaense. quem tanto escolhe sai escolhido. eheheheheh,

  4. Tanto Osmar quanto Álvaro só pensam nos seus próprios intereses e não nos do povo do Paraná.
    Por isso não votamos em nenhum dos dois e nem no Beto.
    O PT e o PMDM precisam definir logo a coligação e ai não tem pra ninguem, pode vir Beto e Osmar que o Pesuti com apoio do PT vai ganhar, é só difinir a coligação que as próximas pesquisas começam a mudar e o Pesuti subir.
    Pesuti governador.
    Dilma Presidente.

  5. O Osmar nao tem posiçao, ou ta com o PT ou com o PSDB.
    O eleitor nao vai perdoar essa confusao, vai entender que o lado que ele escolher para coligar, foi o lado que pagou melhor. Isso é morte politica.

  6. Olha eu gostaria muito em poder votar em Osmar Dias como Senador, aliado a Beto Richa para prefeito, eu como mais pessoas fariam com muito gosto, tiraríamos os votos de Roberto Requião, vejam bem: Senado ; Gustavo Fruit e Osmar Dias, com Beto Richa prefeito e Serra para presidente. Assim poderíamos ter esperança de uma democracia mais forte.

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