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Para Elio Gaspari, ‘o tucanato está tonto e zangado’

Dalcío

O candidato à Presidência da República é uma sucessão de poses e discursos. Para obter sucesso, é preciso que faça nexo.

O repórter Elio Gaspari identificou um certo vaivém no palavreado José Serra. No início, o timbre de veludo, à maneira de Tancredo. Súbito, o tom iracundo, à moda Collor. Com estrondos, ensina o repórter, não se ganha eleição.

O texto de Gaspari foi às páginas deste domingo (6). Aqui, na impressão de ‘A Gazeta’, de livre acesso. Para facilitar a vida dos 22 leitores do blog, vai abaixo o pedaço que ilumina os desacertos de Serra:

“O tucanato está tonto, sem motivo. A prova da falta de rumo está na insistência de José Serra em fazer oposição vigorosa… ao governo da Bolívia.

Campanhas presidenciais têm momentos mágicos, como o dia em que Fernando Henrique Cardoso viu eleitores empunhando cédulas do real durante um comício na Bahia.

Serra precisa perseguir esses momentos. Ele entrou na disputa com um discurso aveludado, lembrando Tancredo Neves, e em poucas semanas crispou-se, tentando ficar parecido com Fernando Collor.

A perplexidade tucana não tem amparo na realidade. A percentagem de eleitores dispostos a tirar o PT do governo é igual à daqueles que gostariam de votar em Dilma Rousseff.

Trata-se apenas de batalhar pelo votos com uma plataforma real, livre de marquetagens. Se perder, paciência.

Em 2008, nos Estados Unidos, o jogo bruto detonou a candidatura de Hillary Clinton, que parecia invencível. Em vez de falar macio, ela e o marido, Bill, decidiram pegar pesado. Ciscaram para fora.

Num episódio típico, empurraram Ted Kennedy para o colo de Obama. É verdade que ele namorava a hipótese, mas a gota d’água deu-se quando Bill Clinton disse-lhe: “Esse sujeito nunca fez nada. (…) Ele nos servia café!”. Kennedy ouviu e fechou a conta.

Tanto Serra como Dilma parecem-se mais com madame Clinton do que com o companheiro Obama. O problema de Serra é que Dilma tem Lula ao seu lado. Com estrondos, não ganhará a eleição”.

11 Comentários

  1. Tal qual o DataSerra o Grobop teve que dar uma derrapada, cavalo de pau, tentando segurar o Serraabaixo. Mas tá difícil. Era tudo o que o Globop poderia fazer. Quem sabe uma entrevistazinha com o Amauri Jr, aquele do livrinho, ajude.

  2. FABIO VCE NAO VAI REPRODUZIR A MATERIA DA FOLHA DE LONDRINA,ONDE O ROSSONI CONFESSA QUE SEU PILOTO PARTICULAR E PAGO PELA ASSEMBLEIA

  3. ▄▀▄†Ψ REQUEIJÃOΨ†▄▀▄™ Reply

    Serra já disse, no fundo, no fundo o PSDB apoia o PT de Dilma e Lula.

  4. Itamar diz que havia projeto da equipe econômica de privatizar o Banco do Brasil e a Caixa

    Em entrevista ao Jornal do Brasil, a Mauro Santayana, o ex-presidente Itamar Franco diz que, em seu governo, cortou pela raiz o projeto da equipe econômica, de privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

    O ex-presidente não citou FHC, mas, mesmo no tempo em que ele não foi ministro da fazenda, a equipe econômica era dominada por demo-tucanos.

    Ele critica a apropriação do plano real por FHC, dizendo que só aprovou depois verificar e corrigir alguns de seus itens, e que foi ele quem assumiu os riscos políticos. Disse também que Plano Real nada tinha de original, pois foi baseado no Plano Schacht, da Alemanha dos anos 20, e já um pouco adaptado – sem êxito – pelos argentinos, com o Plano Austral.

    Sem citar o nome de Serra, Itamar também lembra que os medicamentos genéricos foram adotados pelo seu ministro da Saúde, o médico Jamil Haddad, com sua aprovação, apesar da resistência dos laboratórios. O SUS começou a ser implantado pelo médico Carlos Mosconi, presidente do Inamps em seu governo.

    Itamar diz que tais êxitos são atribuídos “despudoradamente” ao governo de seu sucessor (FHC e Serra).

    O ex-presidente lembra que, já no cargo de governador de Minas, quando FHC era presidente, teve que resistir à anunciada privatização de Furnas. Quanto a Cemig, teve que retomar na justiça o controle estatal, pois no governo de Eduardo Azeredo (PSDB/MG), com apoio do governo FHC e de José Serra, foi “privatizada” para Daniel Dantas, deixando o consórcio do Opportunity assumir o controle da empresa com apenas 30% do capital votante.

  5. Não é só PSDB que estã zonzo , TODAS as pessoas de bem estão passadas com o Baixo Nível, Apelação, Dossiês para tentar levar uma eleição no bico da mentira.

  6. Se José Serra fosse eleito

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), ganharia de presente um país que o PSDB, desacostumado ao êxito, jamais sonharia em construir com esforço e competência próprios – como provou em seus governos municipais, estaduais e federal. Poria as mãos num Brasil reformado, sólido e próspero, com US$ 250 bilhões em caixa e imensas obras de infra-estrutura em andamento que o fariam sentir-se 100 vezes maior que um mero gerenciador do anel viário paulista da famiglia PSDB. Um país com um mercado interno aquecido e com 27 milhões de novos consumidores emancipados nas políticas sociais. Um país que gerou 15 milhões de empregos em 8 anos e um mercado de crédito consignado superando a casa de R$ 1 trilhão.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria uma arrecadação de impostos e tributos federais da ordem de R$ 80 bilhões mensais para devolver à sociedade em forma de serviços. Arrecadação ascendente, resultante do excelente desempenho da economia deixado pelo seu antecessor.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), levaria ainda um sentimento popular de patriotismo renovado e esperançoso que – somado ao trunfo catalisador de sediar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos – o faria sentir-se um imperador romano.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), tudo isso saberiam muito bem capitalizar em benefício próprio o PSDB e a elite conservadora, conduzidos pelo seu novo presidente, especialista mor em se apropriar dos créditos de feitos alheios. Assinariam seus nomes nos eventos esportivos, nas obras do PAC em andamento, no sucesso internacional do país, cobrindo os verdadeiros créditos com a cumplicidade do PIG – sócio incansável, dedicado e afinado às causas de ambos – que cuidaria da tarefa de reescrever a história, reduzindo os mandatos do presidente Lula a uma insignificância extrema.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), teria estatais suculentas, prontas para o mercado das trapaças privatizantes conhecidas no passado pelo codinome “enxugamento do estado” ou “estado mínimo”. Trapaças travestidas de benefícios à máquina administrativa e à “nação”, orquestradas pelos mesmos maestros do período FHC, que executariam a mesma marcha fúnebre durante a sutil diluição do patrimônio brasileiro. Entre elas, é claro, estaria a grande vedete, a peça mais cobiçada a ser levada ao abate num leilão macabro de cartas marcadas: a Petrobrás. Valorizada pelo pré-sal, a empresa seria ofertada na mesma bandeja da negociatas engavetadas desde o primeiro mandato de FHC e para as mesmas multinacionais que há anos salivam em torno deste tesouro brasileiro. Negociata que movimentaria rios de dinheiro, atrairia à surdina dos bastidores os mesmos intermediários comissionados que enriqueceriam da noite para o dia. Tramóia que iria restabelecer o duto de escoamento das riquezas do nosso solo para as mãos dos mesmos banqueiros internacionais, ávidos por capital fresco que venha a socorrê-los na recente crise da qual ainda tentam se recuperar.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), não se faria de rogado: negaria o Mercosul e seus “indiozinhos caboclos”, realinhando suas prioridades financeiras a Wall Street, como nos velhos tempos. Romperia com austeridade quixotesca os laços com os governos populares latino-americanos exigindo a deposição de todos os seus presidentes aos quais acusaria de ditadores golpistas e lideraria suas nações em caravana orgulhosa rumo ao lar da velha, gentil e maternal esfera de influência do Tio Sam.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), se esforçaria em repetir a medíocre e desastrosa gestão frente ao governo de São Paulo sem obter êxito de imediato: a robustez econômica e estrutural deixada pelo seu antecessor levaria dois mandatos para ser totalmente dilapidada, pois, diferentemente de São Paulo, o país não lhe teria sido entregue já estagnado pelo fracasso dos governantes anteriores que “casualmente” pertenciam ao seu próprio partido.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será), depois de extinguir ou renomear toda a obra de seu antecessor, e quando o país já estivesse devidamente “devolvido” ao século 20, pouco lhe importaria fazer sucessor, compromissado que sempre foi exclusivamente com seu próprio umbigo. Assistiria debochadamente aos caciques furiosos do PSDB/DEM digladiarem-se para ocupar seu trono, sabendo que, depois de todo o estrago feito nas areias estéreis de sua inépcia, a esquerda recuperaria o país para tentar, novamente, reparar os enormes danos deixados pelo seu governo.

    Se José Serra fosse eleito (mas não será) – enfim – contrataria algum editor de livros de auto-ajuda para escrever sua última fraude: a biografia de “Um brasileiro vitorioso”. O texto seria tão épico e fantasioso que até ele, em processo de senilidade avançada, acreditaria finalmente que é o autêntico “O Cara”. Título ao qual alguns historiadores da pocilga colocariam uma destacada ressalva: que, em verdade, seu êxito só foi alcançado graças às políticas econômicas e estruturais deixadas pelo antecessor de seu antecessor: o inesquecível visionário Fernando Henrique Cardoso!

  7. É a Folha “Serra” de São Paulo, atravé do Jornalista Elio Gaspari dando um puxão de orelhas em seu candidato. Serra tome um rumo urgente, que o nosso desespero é grande. A DILMA já empatou, imagine quando o apedeuta entrar na campanha. Corra, Serra.

  8. antonio carlos Reply

    Concordo, Serra está dando murro em ponta de faca, fazendo tempestade em copo d*água. O estilo Color é coisa do passado, Querer repetir o estilo lulinha paz e amor? Este também acabou. Quer vencer Serra? É fácil, fica na tua, não engrossa, não faz cara de mau e, se conseguir, pelo menos uma vez na vida, não se esqueça, você é candidato, dá um sorrizinho. Mas não exagera, com esta carranca pode assustar as criancinhas. Mantenha-se calmo, é só deixar a petista abrir a boca, que os 37% vão direto para o lixo. ACarlos

  9. OSSOBUCO

    PELO QUE ENTENDI NA TUA DIARRÉIA VERBORRÁGICA. O PT JUNTO COM LULA TAMBÉM INVENTARAM A RODA BENEFICIANDO COM ISSO TODA HUMANIDADE…..KKKKK

    ESPERNEIEM, MINTAM ENGANEM..

    MAS JAMAIS CONSEGUIRÃO APAGAR DA BIBLIOGRAFIA DE FHC E SERRA, A ESTABILIDADE DA ECONOMIA, OS REMÉDIOS GENÉRICOS, E TANTOS OUTROS BENEFÍCIOS CONSEGUIDOS NA ADMINISTRAÇAO DO PSDB.

  10. Nem em MG prefeitos do PSDB querem apoiar o Serra.

    Base de Aécio em Minas vacila em apoiar Serra na disputa presidencial

    O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, vai hoje à mineira Montes Claros, ao lado de Aécio Neves, numa tentativa de sedimentar os apoios de prefeitos de PSDB, DEM e PPS no Estado.

    Em Minas, que tem 853 cidades, os três partidos controlam 286 prefeituras. A Folha ouviu 264 prefeitos dessas legendas e 79 deles disseram que não estão fechados com Serra. A fratura atinge 28% do total: 43% no DEM, 36% no PPS e 16% no PSDB.

    A indefinição ou mesmo traição declaradas dos prefeitos é um teste à dedicação a Aécio, que vem resistindo aos apelos para ser vice na chapa tucana, mas prometeu apoio total a Serra nas três legendas no Estado.

    Juntas, elas administram prefeituras onde estão 27% do eleitorado mineiro.

    Sem a unanimidade do “núcleo duro” aecista, Serra deve ter mais dificuldades para convencer prefeitos de siglas que integram tanto a base federal quanto a aliança estadual, como PP, PDT e PSB. Nelas, Aécio já admitiu que pode haver defecções.

    Dos prefeitos ouvidos, 64 se disseram indecisos, seis declararam neutralidade e nove afirmaram apoiar Dilma. Cinco não quiseram revelar quem apoiarão.

    Foram entrevistados mais de 92% dos prefeitos das três legendas no Estado. O restante –19 do PSDB e 3 do DEM– não foi localizado.

    “Homem seco”

    A hesitação em fazer campanha para Serra se assenta sobre um tripé: gratidão pelos repasses de verbas de Lula, alianças locais com partidos pró-Dilma e mágoa por Aécio não ter sido o candidato a presidente do PSDB.

    Alguns criticaram o estilo pessoal do paulista. “A Dilma me abraça. O Serra nem olha para a cara, é um homem seco”, afirmou Dinair Isaac (DEM), de Capinópolis.

    A prefeita de Carmópolis de Minas, Maria do Carmo Rabelo Lara (PSDB), se diz indefinida e promete apoiar quem prometer um hospital na cidade. “A gente depende de verba, tem que ser pragmático”, concordou Lucas Siqueira (PPS), de Patrocínio.

    Alguns disseram que podem pender a Serra se Aécio for vice. “Não basta ser vice, tinha que ser Aécio na cabeça”, disse o indeciso Jéferson Miranda (PSDB), de Santo Antônio do Grama.

    Só nove dos prefeitos ouvidos ainda não prometem apoio ao governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato de Aécio ao governo mineiro.

    Fechado com Anastasia, mas não com Serra, Odilon Oliveira (PSDB), prefeito de Oratório, explica a posição: “O Aécio pediu apoio para Anastasia, mas não fala totalmente que apoia Serra”.

  11. O Serra até que não é mau candidato. O problema é a tucanalha que o cerca………

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