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MP em ação para descobrir como os dólares apareceram no armário

De Celso Nascimento na Gazeta do Povo

Uma portaria baixada pelo Ministério Público Estadual acaba de deflagrar profunda investigação sobre as origens da moeda estrangeira de que diz ter sido furtado o ex-superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião. A Portaria, de número 64/2010, da qual esta coluna obteve cópia, relaciona procedimentos que devem ser adotados para instruir eventuais medidas que o MP e outras instituições julgarem cabíveis no caso. Ou seja: a polícia sabe como dólares saíram do armário; o MP quer saber como eles chegaram lá.


Como se sabe, Eduardo prestou queixa à polícia de um roubo que calculou em 180 mil dólares, escondidos num armário de seu apartamento, apontando sua empregada doméstica, Elizabeth Quintaninha, como autora do crime. A empregada confessou e, mediante acordo, passou para o nome do ex-patrão os bens (carros e imóveis) que havia comprado com o dinheiro dele. O grande mistério: o valor das aquisições feitas por Elizabeth suplanta o montante de que Eduardo diz ter dado falta após meses continuados de sorrateiro acesso da empregada ao fundo falso do seu armário.
Segundo a portaria, dentre os procedimentos adotados pelo Ministério Público encontra-se um ofício à Receita Fe­­deral e à Polícia Federal solicitando “a realização de diligências para apuração de eventual irregularidade na origem de moeda estrangeira atríbuída a Eduardo Requião de Mello e Silva”. O MP está interessado em saber se os valores constam “de suas declarações de imposto de renda, se há registro de comunicação de aquisição de moeda estrangeira etc.”.

O texto do ato do MP lembra, contudo, que Eduardo Requião já foi intimado pelo próprio MP para que lhe apresente tais informações. Até hoje a intimação não foi cumprida, informa o promotor Walber Alexandre de Souza, que assina a portaria.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) também foi convocada a prestar informações. No prazo de cinco dias – que expira esta semana – a autarquia terá de fornecer ao Ministério Público “cópias autênticas e integrais” de documentos sobre a “atualização anual da declaração de bens” de Eduardo. De acordo com leis federais e estaduais, todo dirigente público está obrigado a entregar anualmente à sua repartição tal declaração. O mesmo pedido foi também interessado à Casa Civil do governo do estado.

Por fim, ao Tribunal de Con­tas a promotoria pede “a realização de diligências investigatórias para apuração da notícia e indícios de irregularidade e da evolução patrimonial do então servidor Eduardo Requião de Mello e Silva”. O objetivo é “verificar eventual incompatibilidade com os recursos e disponibilidades que compõem seu patrimônio, ou seja, para o controle da legalidade e legitimidade dos referidos bens e rendas”.

O irmão Roberto poderia dar as respostas que o Ministério Público quer. Parece muito bem informado e não teme ficar comprometido. Segundo escreveu no Twitter, Eduardo “foi roubado e não foi de dólares, mas sim de sua poupança”. Poupança que, segundo repete o ex-governador, “nunca foi em dólar. Mantinha [reais?] em casa por ser administrador do porto, com pendências trabalhistas, e possíveis sequestros.”

19 Comentários

  1. Austragésilo Penaforte Responder

    Estranho, muito estranho. Se não fosse nome de proa da política tupiniquim, já estaria comendo o pão que o tibinga amassou… A ordem agora é embaralhar as informações para, quem sabe, lá na frente, ficar tudo por isso mesmo…
    Se o dinheiro não foi realmente declarado, se torna de origem suspeita. Tão suspeita quanto à atitude da empregada rápida no gatilho.
    O que teria pensado Elisabeth Quintaninha ao surrupiar o dinheiro do irmão de um poderoso da política, sabendo que o troco poderia ser pesado?
    Ou será que por ser de confiança da família – ou era, né – sabia mais do que devia e resolveu se associar aos 180 mil verdes razões de coisas escusas. Quem sabe?
    Sei lá…

  2. Eu ja tinha dito isso no comentário de ontem que o prazo dos cinco (5) dias para a Casa Civil e o Porto terem mandado as informações ja tinha se esgotado.

    Pessuti não pode permitir, se quer mesmo ver apuradas todas as questões, que a “tchurma” da familia obstrua a remessa das provas, até porque ja roubaram 17 toneladas de documentos onde estavam as provas das diarias frias da mutreta do outro irmão do REIquião.

    Tomem cuidado, porque assim como anos atrás um incendio destruiu a papelada da Assembléia Lesgislativa, agora ´pode ser o Palácio que pegue fogo.

    Remessa das provas já.

    Demora é fazer o jogo sujo de quem não quer ver nada apurado.

  3. – PREVENTIVA NELE! PELOS ESTRAGOS QUE ESSE INDIVÍDUO VEM CAUSANDO À SOCIEDADE E PRINCIPALMENTE AO IRMÃO, QUE É SABEDOR DA SUA “MALDADE”, E O PROTEJE, TIRANDO DE UMA CONDIÇÃO DE CHURRASQUEIRO DO FILÉ DO VISCONDE PARA “SUPERINTENDENTE”, E QUE “SUPERINTENDENTE” DO PORTO DE PARANAGUÁ. E PARA CONHECIMENTO DO IRMÃO, AS PENDÊNCIAS TRABALHISTAS´DO PORTO, FORAM PROVOCADAS POR ESSE INDIVÍDUO E AS PENHORAS SÃO CONTRA A ADMNISTRAÇÃO DO PORTO E NÃO AO SUPERINTENDENTE DE PLANTÃO, COMO ´FOI O SEU CASO E DO SEU “LARANJA”, UM TAL DE DANIEL LUCIO DE SOUZA, VULGARMENTE CONHECIDO COMO “DANIEL FIÉL DE SOUZA”.

  4. Elementar, meu caro Uatson – vieram pelo Canal da Galheta, passaram pelo Porto e entraram no armário ….

  5. como o requiao iria chamar o eduardo requiao se ele nao fosse irmao de requiao., ele chamaria de canalhas. salafraio,corrupito, como ele ia chamar .quem tem telhado de vidro nao joga pedra no telhado dos outros, josé serra e beto richa., e tribunal em cima deles. quem ta por cima manda mais guando tá em baixo ve a coisa preta.

  6. É bacana a gente ter um senador da República cujo irmão tem dólares escondidos da Receita Federal no armário não acham?

  7. Gostaria de saber se o MP vai verificar somente o vovó Naná ou vai se estender até seu ex-chefe e irmão,alguns asseclas que continuam no poder sob a proteção do atual chefe de governo.
    Se esta situação vai se confirmar como uma quadrilha composta ao estilo PT – dólar na cueca,Valérioduto,etc…etc…ou o seu ex-chefe vai usar a mesma técnica do molusco ,de que nada sabia,nada viu e nada quiz saber…e todos entraram na sua e ficou como ele quis,não houve justiça e não haverá,estamos muito bem….
    Em outubro vamos lembrar de todas estas falcatruas e colocar no VOTO o nosso sentimento,caso contrário VAMOS TER QUE MUDAR a tática…
    FOOOOOORRRRRAAAA com todos eles….

  8. Ninguém entendi nadica de nada!
    O METRALHA II, Eduardo Vovó Naná, recebeu ordens do METRALHA I -Requião “O INSANO, para que desafogasse o rio de dólares do porto para poder distibuí-los aos pobres, como manda a CARTA DE PUEBLA…
    Assim ele pediu ao METRALHA III que amealhasse mais e mais dinheiro para o mesmo propósito…
    Assim, ele pediu ao Zé Maria Correia que retirasse da Paranaprevidência também para o mesmo fim….
    Em resumo, tem muito dinheiro guardado pelos quardaroupas da FAMIGLIA METRALHA e de seus APANIGUADOS E CÚMPLICES!
    E aí PESSUTÃO! Vais manter o Zé Maria no Porto? Não achas que estas se arriscando muito? Procure no Tribunal de Contas o relatorio de auditoria efetuada em Matinhos, n° 085/2003…TENHA CERTEZA QUE VAIS CAIR “DISCOSTAS!”….

  9. maria jose nunes teixeira Responder

    ESSES DOLARES FOI O QUE SOBROU DO MENSALAO pt

    DUDA MARQUETEIRO DO PT,, SABE COMO FAZER

  10. Chegaram no armário da mesmoa forma que se consegue eftivar cargos em comissão na Assembléia! Mistérios…

  11. Tempos atrás o Mamonão havia dito que tem milhares de reais guardados em casa. Não seria no armário ? Não seriam também dólares?

  12. A ORIGEM DO DÓLARES NO GUARDA ROUPA:

    Ali passa-contêiner está na cadeia

    13/06/2007 – Bem Paraná

    Ligia Martoni

    Apesar de estar detido há doze dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o libanês naturalizado brasileiro, Ali Mohamad Zeaiter, cumpre pena por crimes pelos quais foi condenado pela Justiça comum. Acusado dos crimes de extorsão e ameaça pelo juízo da 11.ª Vara Criminal de Curitiba, Mohamad, que já foi preso em 2005 por liberar contêineres com cargas ilegais no Porto de Paranaguá, dessa vez foi parar na cadeia por ter roubado um processo no cartório da 8.ª Vara Cível de Curitiba e tentar tirar dinheiro, à força, da parte que movia a ação, para devolver os autos.

    O ato que deu origem à prisão aconteceu em 2002. Ali Mohamad foi denunciado pelo Ministério Público do Estado por ter enganado a funcionária do cartório e levado os autos de uma ação de perdas e danos movida contra o Banco Bamerindus, por Josias Marquesi Junior. Mohamad passou a estabelecer contato com Josias e seu advogado declarando ser lobista do Poder Judiciário e exigindo dinheiro para agilizar os trâmites do processo, o qual estaria em seu poder.

    Mohamad teria exigido até R$ 40 mil para devolver a papelada, conforme a denúncia do Ministério Público. No entanto, acabou fechando o negócio por R$ 1,2 mil. Combinado o encontro para a troca, a vítima avisou a polícia e Mohamad foi preso em flagrante. Na ocasião, ele teria ainda ameaçado Josias de morte, ao que foi atribuída a denúncia pelo crime de ameaça.

    O processo correu ao longo dos últimos cinco anos com uma série de recursos interpostos pela defesa, alegando a inocência de Mohamad que, em depoimento, negou as acusações dizendo que o pagamento que recebia era referente a uma dívida. Nenhuma apelação foi aceita e, em fevereiro de 2005, ele acabou sendo condenado pelo juiz Davi Pinto de Almeida, da 11.ª Vara Criminal da capital, a cumprir cinco anos de prisão pelo crime de extorsão e mais três meses pelo de ameaça. A pena seria cumprida em regime semi-aberto. Novos apelos foram colocados e vistas foram abertas ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça, que em todos os recursos se posicionaram contra a absolvição de Ali Mohamad Zeaiter.

    Finalmente, em 18 de maio deste ano, o juiz Almeida expediu o mandado de prisão contra ele e, em 1.º de junho, o delegado da Polícia Federal Jonathan Trevisan Junior confirmava a detenção do acusado. Na confirmação, consta que Mohamad deve ser transferido para a carceragem estadual, porém, sem especificar datas.

    A assessoria de comunicação da Polícia Federal confirmou, ontem, oficialmente, a prisão de Mohamad, que já era especulada desde a semana passada. De acordo com a assessoria, a causa da prisão foi crime contra a administração pública. Não há informações, porém, sobre o motivo pelo qual o acusado foi preso pela Polícia Federal, uma vez que sua condenação não se deu pela Justiça Federal o que, nesse caso, seria de praxe que fosse feito pelas polícias Militar ou Civil.

    Em 2005, ele já havia sido preso

    Em novembro de 2005, Mohamad foi preso pela PF depois de liberar mais de vinte contêineres com carga ilegal no Porto de Paranaguá. Passou a ser conhecido, a partir de então, como Ali Passa-contêiner, devido a sua forte influência no âmbito da autarquia. Amigo pessoal do superintendente do porto, Eduardo Requião, Mohamad também é famoso como assíduo freqüentador das reuniões da escolinha de governo das quais está sumido desde que foi preso.

    Mesmo flagrado à época pela PF enquanto conduzia um comboio ao porto, Ali acabou solto em seguida. Foi quando o então deputado estadual José Domingos Scarpellini (PSB) solicitou que o governador Roberto Requião, o secretário Waldyr Pugliesi, dos Transportes, e o superintendente dos Portos de Antonina e Paranaguá explicassem à Assembléia Legislativa a liberação dos contêineres em nome do libanês. Meses depois, a resposta: O governador, através da Casa Civil, informou que o Pugliesi e o Eduardo Requião não tinham conhecimento da existência dessa pessoa, lembra o ex-deputado.

    Mas Scarpellini não deu créditos à justificativa. Acredito que sabiam o que ele fazia. Além disso, para o ex-deputado, o Passa-contêineres ainda hoje atua no porto.

  13. Capitão Nascimento Responder

    Nooooossa! Como é sério e eficiente o ministério público do Paraná. Fico muito satisfeito que, só agora, os arrogantes e politicamente comprometidos doutos de nosso ministério público resolveram se mexer. Finalmente, se bem que sabemos que isto não dará em nada, como sempre.
    E o rombo na Paranaprevidência, quem vai investigar? Prefiro que seja um “bicheiro”. Eles são mais confiáveis.

  14. A esta altura Eduardo Requiao ja achou alguem que tenha lastro de imposto de renda para dizer que emprestou dinheiro para seu filho ou outro da familia… Ou nao?

  15. Emerson da estiva Responder

    FÁBIO
    Um dica pro Ministério público e polícia federal investigar:
    Obras do terminal “parado” de fertilizantes, pelo pátio “parado” de automóveis, pelo pátio de caminhões em obra, pelo loteamento industrial “parado” , pelo trapiche “abandonado” de antonina, e pelo novo silo de grãos “embargado” .
    Detalhe: todas as obras GANHAS pela empreiteira CATEDRAL (ou laranja), do DUDU e botou seu afilhado desde 2006 o diretor técnico André Canzian pra “cuidar”!! e cuida até hoje,
    mas agora SOB NOVA DIREÇÃO ou novo armário!! kekekeke

    Entendeu???

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