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Osmar estava no governo que cometeu a ação mais violenta contra o MST

Desde que se aliou ao PT para disputar o governo do Paraná o senador Osmar Dias mudou muito, pode se dizer que é outro homem. Entre outras coisas começou a ver com benevolência e simpatia o MST. Em entrevista ao seu site ‘Osmar12’ o senador fala sobre suas novas relações com os petistas e o MST. Em certo momento destaca: “O uso de força violenta por parte da polícia é coisa de um passado nefasto que não pode voltar ao Paraná. Hoje, precisamos que o campo tenha paz e prosperidade e isso só se obtém com diálogo, negociação e bom senso”.

O caso mais notório do “uso de força violenta por parte da polícia” em questões envolvendo os sem terra no Paraná ocorreu em 8 de 1993 quando o líder sem terra Diniz Bento da Silva, o Teixeirinha, foi executado depois de espancado, torturado e humilhado pela Polícia Militar do Paraná em frente a mulher e o filho de 13 anos. O governador na época era Roberto Requião e o secretário da Agricultura se chamava Osmar Dias. A reação violenta da Polícia Militar aconteceu porque os sem terra, hoje tão aliados de Osmar Dias que se colocam em frente ao seu palanque agitando bandeiras do MST, haviam assassinado três policiais militares cinco dias atrás. Mataram porque eles estavam sem farda (eram da P2) e teriam sido confundidos com empregados do dono da Fazenda Santana, invadida pelo MST.

A morte dos policiais provocou um acesso de fúria em Requião. Em nota oficial distribuída em 6 de março de 1993, poucas horas antes do assassinato de Teixeirinha, Requião deu sinais que poderiam ser interpretados como uma luz verde para uma reação violenta da PM: “Os criminosos não vão ficar impunes. Não vou permitir que esse atentado ignominioso contra os paranaenses reste sem a mais exemplar punição. Punir os culpados significa continuar no caminho da sagrada luta pela justiça social, pela reforma agrária pela paz e prosperidade de nossa gente. Se os bandidos não forem presos e se os assentados acobertarem o crime, serão considerados cúmplices e removidos do acampamento. Lugar de assentar bandidos é na Penitenciária de Piraquara. Aos bravos soldados da Polícia Militar do Paraná que morreram no cumprimento do dever, as minhas sinceras e emocionadas homenagens. Eles morreram em defesa da justiça social, em defesa da reforma agrária”.

A interpretação que Requião pode ter atiçado a PM contra os sem terra com essa (e com outras manifestações não oficiais) foi dada por Horácio Martins de Carvalho, diretor do IAP e mediador entre os sem terra e o governo do estado. Em carta aberta publicada em 27 de março de 1993 Horácio acusava Requião: “Eu estou me convencendo, pelas evidências do presente e pelas suas relações com o MST (Movimento dos Sem Terra) em passado recente, de que V. Excia. é o responsável, ainda que indireto, pela execução sumária do companheiro “Teixeirinha”, pela reedição da tortura, pelo desencadear da repressão militar sobre aqueles que lutam contra a opressão e, por último, mas não finalmente, por ter dado a chave (a ordem) para que os quartéis esparramassem o terror contra o povo”. Por causa dessa carta Horácio Martins de Carvalho foi demitido pelo então secretário do Meio Ambiente, Eduardo Requião, o homem dos dólares no armário. Do então secretário da Agricultura Osmar Dias, hoje amigo do peito dos sem terra, não se conhece nenhuma manifestação a respeito da morte de Teixireirinha. Não recomendou “diálogo, negociação e bom senso”.

O caso do assassinato de Diniz Bento da Silva, o Teixeirinha, pela Polícia Militar do Estado do Paraná, em 1993, em decorrência do seu envolvimento com o Movimento dos Sem Terra – MST foi um caso tão grave que valeu uma condenação ao Brasil na OEA. A Comissão de Direitos Humanos entendeu que o Brasil violou os direitos à vida, às garantias judiciais e a proteção judicial, recomendando que o estado conduzisse investigações sérias e imparciais e punisse os responsáveis pelo crime, além da indenização das famílias das vítimas.

17 Comentários

  1. Eduardo Washwovz Responder

    Osmar Dias mudou hoje é companheiro do MST, se duvidar é capaz de ajudar a invadir propriedades. Vai colocar a PM para perseguir os fazendeiros.

  2. É o tal do bate e assopra.
    “O Brasil tem os melhores Políticos do Mundo…
    Que o dinheiro pode comprar!”

  3. voce é sem carater em osmar, tem que morrer nas maos do requiao politicamente., os dois sao bem igual. sem carater politico. vamos de BETO RICHA E JOSÈ SERRA.

  4. SYLVIO SEBASTIANI Responder

    Achei lógico o pensaamento do Senador Osmar Dias.Ou vocês querem uma matança geral, contra pessoas, até crianças e inocentes? Digo isso por ser contra o MST, mas contra as suas atitudes, suas invasões de terras alheias, mas não sou a favor de mandar matar essas pessoas, pois são também brasileiros e brasileiras. Já passamos por uma ditadura e agora que pretendemos sair dela, falta muita coisa ainda, vamos criar um clima de matança?

  5. Putz quem deve estar preocupado com esse apoio do MST sao os irmaos do homem que cuidam das fazendas dos Dias .e aagora?

  6. Queremos ver todo esse diálogo do Senador Osmar Dias com o MST, a hora que
    os mesmos invadirem sua Fazenda em Londrina.

  7. O senador Osmar Dias deveria fazer uma autocritica por seu passado violento, repressor, autoritário e latifundiário antes de se apresentar como companheiro do MST.

  8. O Osmar tá mandando um monte de e-mail dizendo para mandar perguntas para o Debate da Band. Mas esqueceram de avisar para ele que o debate é fechado para perguntas externas…alguem avisa ai ??!!

  9. Osmar virou o cocho, passou pro lado dos sem terra por puro oportunismo. vai levar o troco na eleição quando os produtor rural vão dizer o que pensam dele.

  10. Se o Osmar estiver realmente mudado deveria construir um monumento em memória do Texeirinha na Lagoa da Prata.

  11. A verdade, é outra:
    No último domingo (dia 08 de agosto) o Globo Rural foi bem didático ao apresentar a situação de um assentamento efetuado em 1997 (governo FHC), quando os assentados, em estado de mendicância e abandonados à própria sorte, apelavam para caça, pesca e venda de lenha, para sobreviver. Atualmente, com apoio da EMATER (assistência técnica) e recursos do Pronaf e, se não me falha a memória, do BNDES, foi organizada uma cooperativa para produção, beneficiamento e venda direta (sem atravessdores) de palmito de pupunha (COOPALMA), inclusive exportado! Esta produção ecológica e sustentável, gera cerca de R$ 1.200,00 reais médios por família/mês e estão em ampliação de produção. Via-se claramente a alegria dos familiares, que agora tinham possibilidade de ter casa com piso, bem arrumada, com eletroeletrônicos, fogão, geladeira, comida na mesa, celulares!,etc. Fica claro que a atual proposta de reforma agrária não é falácia e mera estatítica de número de assentados. A localização do assentamento é no interior da Bahia, entre Ituberá e Igrapiúna. Este tipo de situaçao deveria ser explorada nos programas eleitorais da Dilma, demonstrando a integração das diversas áreas federais, associando cuidado social, ambiental, técnico e de mobilidade social que cerca este programa governamental!

  12. Perdoem o senador, depois que se aliou com quem se aliou, parece que perdeu a memória de vez. Ele não é tão velho assim. Talvez esteja sofrem de algum surto, quiçá passageiro, mas nada que a consulta a um bom médico, ou médica, não de jeito. Depois de outubro, lá na fazenda dele, aquela que o aposentado dizia que queria comprar, pode descansar bastante, desestressar. Talvez aí a memória volta a funcionar como antes, e aí ele se lembra do tal entrevero com os sem-terra. Na atual conjuntura, algumas coisas do passado não devem ser relembradas, e muito menos divulgadas. Eta maldita imprensa canalha.ACarlos

  13. POr que ficar lembrando essas coisa antigas. Osmar encontrou Jesus, e Lula, que é mais importante. Daqui para frente não vai mais combater os sem terra, vai abrir caminho para eles. Se for eleito não vai mais ter reintegração de posse no Paraná.

  14. Osmar Dias é o típico político oportunista, sem convicção ou ideologia, primeiro estava com os gorilas da UDR (como o notório Lupion), agora se aliou ao PT e ao MST e está pronto para garantir que invadam as terras do Paraná.

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