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Dilma não vê no Datafolha razões para se ‘inquietar’

Do Josias de Souza

Dilma Rousseff comentou nesta quinta (23) o novo Datafolha, divulgado na véspera.

A pesquisa, a primeira pós-‘Erenicegate’, revelou que caiu de 12 pontos para sete pontos a vantagem de Dilma sobre os rivais somados.

Para Dilma, nada que leve seu comitê a se “inquietar”. Acha que o caso de tráfico de influência na Casa Civil pode ter produzido a queda?

Ouça-se Dilma: “É uma coisa dentro da margem de erro. Pesquisa tem dois para mais ou para menos”.

A escassos dez dias da eleição, a pupila de Lula parece jogar com o calendário: “Essa semana vai ser uma semana cheia de pesquisas idas e vindas, vamos aguardar…”

“…Está perto, mas a gente não tem que se inquietar daqui pra frente e continuar trabalhando sabendo que o nosso país mudou e eu represento essa mudança…”

“…Eu tenho certeza que isso vai ser reconhecido no dia 3 de outubro”.

8 Comentários

  1. Só não esqueça de comentar que segundo a pesquisa, no somatório dos votos válidos, que é o que interessa, a Dilma tem 54% das intenções de voto. Publica isso meu caro…

  2. Dom Demétrio: “Já passou o tempo das falácias divulgadas pela imprensa”

    O FATO RELEVANTE

    Por D. Demétrio Valentini, bispo de Jales

    no blog da Diocese

    23/09/2010 às 15H25

    Nestas eleições um fato novo está acontecendo. Fato verdadeiramente relevante. Mas que não precisa ser publicado na grande imprensa. Aliás, o fato relevante consiste exatamente nisto: o povo já não se guia pelos “fatos relevantes” publicados pela mídia. A grande imprensa perdeu o poder de criar a “opinião pública”. A “opinião pública” não coincide mais com a “opinião publicada”.

    O povo encontrou outros caminhos para chegar às suas próprias opiniões, e traduzi-las em suas opções eleitorais. Já houve eleições que mudaram de rumo por causa do impacto produzido pela divulgação de “fatos relevantes”, tidos assim porque assim divulgados pela grande imprensa. Agora, a grande imprensa fica falando sozinha, enquanto o povo vai tomando suas decisões. Bem que ela insiste em lançar fatos novos, na evidente tentativa de influenciar os eleitores, e mudar o rumo das eleições. Mas não encontram mais eco. São como foguetes pífios, que explodem sem produzir ruído.

    A reiterada publicação de fatos, que ainda continua, já não encontra sua justificativa nas reações suscitadas, que inexistem. Assim, as publicações necessitam se apoiar mutuamente, uma confirmando o que divulga a outra, mostrando-se interdependentes mais que duas irmãs siamesas, tal a impressão que deixam, por exemplo, determinado jornal e determinada revista. Esta autonomia frente à grande imprensa, se traduz também em liberdade diante das recomendações de ordem autoritária.

    Elas também já não influenciam. Ao contrário, parecem produzir efeito contrário. Quando mais o bispo insiste, mais o povo vota contra a opinião do bispo. Este também é um “fato relevante”, às avessas. Não pela intervenção da Igreja no processo eleitoral. Mas pela constatação de que o povo dispensa suas recomendações, e faz questão de usar sua liberdade. Este “fato relevante” antecede o próprio resultado eleitoral, e pode se tornar ponto de partida para um processo político muito promissor. O povo brasileiro mostra que já aprendeu a formar sua opinião a partir de “fatos concretos”, que ele experimenta no dia a dia, dos quais ele próprio é sujeito.

    Já passou o tempo das falácias divulgadas pela imprensa, onde o povo era reduzido a mero espectador. Em tempos de eleições, como agora, fica mais fácil o povo identificar em determinadas candidaturas a concretização da nova situação que passou a viver nos últimos anos. Mas para consolidar esta mudança, e atingir um patamar de maior responsabilidade política, certamente será necessário trabalhar estes espaços novos de autonomia e de participação, que o povo começou a experimentar.

    Temos aí o ponto de partida para engatar bem a proposta de uma urgente reforma política, e também de outras reformas estruturais, indispensáveis para superar os gargalos que impedem a implementação de um processo democrático amplo e eficaz. O fato novo, a boa notícia, não consiste só em saber quem estará na Presidência da República, nos Governos Estaduais, e nos parlamentos nacionais e estaduais. A boa notícia é que o povo se mostra disposto a tomar posição e assumir o seu destino de maneira soberana e responsável.

  3. VLemainski-Cascavel Responder

    Espera Dilma. A tua batata está assando…
    Na lei pelo desarmamento foi a mesma coisa….

  4. É uma pena não ter ninguém para dizer que enquanto Lula, Osmar e sua turma comia cordeiro assado e salmão ontem em Maringá, no mesmo momento havia pessoas agonizando nas filas do HU por falta de atendimento. Lula visitou um punhado de obras em Maringá mas não ousou visitar as filas do HU. Até parece que pobre gosta mesmo de sofrer!

  5. Ôo Campana,
    Você não viu que o Josias emagreceu a candidata? O Josias anda protestando (de mentirinha) contra as declarações de Lula contra a imprensa. Mas é só porque a fila dos puxa-sacos está muito grande.
    Não precisava divulgar a fotografia animada e mentirosa.

  6. Os burgueses , estão encomodados com a mudança que realmente aconteceu nesse pais , incluindo a opinião …O povo não necessita tanto daquelas “grandes” Midias formadoras de opinião , porque até nisso as coisas mudaram , o campo pra se informar está maior . Chega de tentarem vender o Brasil…

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