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PV define apoio a Dilma ou Serra neste domingo

De Diego Salmen no UOL Eleições

Dirigentes e militantes do PV se reúnem neste domingo (17) em São Paulo para definir se o partido apoiará Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) ou se ficará neutro no segundo turno das eleições para a Presidência da República. A legenda está dividida quanto ao nome a ser escolhido.

Candidata da sigla derrotada no primeiro turno, Marina Silva também deve anunciar hoje sua posição, e não afasta a possibilidade de divergir do partido. “Obviamente, quando se vai para uma discussão democrática, há possibilidade de divergência. E há possibilidade de convergência”, disse, no dia 6 deste mês.


Depois de obter quase 20% dos votos válidos no primeiro turno, a ex-ministra do Meio Ambiente iniciou uma maratona de entrevistas, debates e seminários, onde defendeu que o apoio fosse concedido com base em “questões programáticas”, o que motivou a legenda a apresentar, no último dia 8, um documento para servir de base para conversas com os candidatos.

Intitulado “Agenda por um Brasil Justo e Sustentável”, o programa contém propostas abordando dez temas distintos, da transparência nos gastos públicos à reforma política e ao aumento do investimento na educação, sem esquecer do meio ambiente. A resposta veio menos de uma semana depois.

Na quinta (14), Dilma enviou diretamente a Marina uma carta em que diz que o diálogo com a senadora “tem um significado futuro. Envolve as condições de governabilidade do país”. Coordenador nacional da campanha de Serra, Sérgio Guerra enviou na noite de sexta (15) uma carta para o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, em que constata a “grande convergência entre entre o programa de governo do partido e as propostas do PV”.

“Não existe uma garantia a priori do que vai ser feito por alguém que chegar ao governo”, afirmou Marina na semana passada, ao comentar sobre a possibilidade de aplicação do programa por quem suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela é crítica da troca de cargos por apoio político, à qual chama de “velha política”.

Ainda assim, o vice-presidente do PV, Alfredo Sirkis, reconheceu as dificuldades em abandonar a prática. “Não que todo mundo do PV tenha essa visão [programática]. Mas hoje ela é, sem dúvida, hegemônica”, afirmou o dirigente.

Neutralidade

Na quinta-feira (14), a senadora acriana disse que não ficaria neutra na disputa. “[A neutralidade] não é uma posição mesmo. E nós estamos advogando uma posição de apoiar um ou outro ou de independência, o que é completamente diferente de neutralidade”, afirmou, durante entrevista concedida ao portal Terra.

Ainda que a legenda opte por um dos candidatos, um mecanismo previsto nos estatutos do partido prevê que a minoria possa manifestar um apoio diferente daquele decidido pela maioria. “Reconheço que é difícil [o partido tomar uma posição unitária]”, afirmou Penna. “Mas ainda tenho fé que a quantidade de pessoas que se manifeste contrariamente [à unidade] seja pequena”, disse.

4 Comentários

  1. O PV como partido ainda não representa força eleitoral, até porque em muitos estados esta infetado de pessoas sem credibilidade e que se prestam ao jogo dos poderosos. Aqui mesmo no Paraná os dirigentes do verdes sempre estiveram embaixo da asa do REIquião e até prontos a fazerem o “jogo sujo” nas campanhas eleitorais como aquele escroque do Melo Viana e depois a exigencia encima do Professor Galdino para que nomeasse a cúpula do partido na sua assessoria parlamentar.

    Lamentável para o Brasil que uma tese e um movimento salutar e idealista como a causa ambiental se comprometa pelas pessoas que se apossaram da sigla, porquanto os partidos, como instituições, são o que forem os seus dirigentes.

    Quanto aos votos dados á Marina, mais que evidentes que nao foram de eleitores do PV que não os tem, mas de pessoas mais esclarecidas e idealistas que viram o exemplo de vida da magricela, até uma forma de darem o recado contra os poderosos e malandros que infestam o governo.

    Este eleitorado tem capacidade e vontade propria de se reposicionar no 2º turno e pouco importa a posição do PV e da sua candidata Marina.

    Mas se esta, apoiar o PT, no minimo vai mostrar que sua incoerencia era desconhecida pelos milhoes que nela votaram e achavam que ela era uma mulher “politicamente correta”.

    Apoiar a oposição é uma atitude aceitável. Se ficar neutra, menos grave que apoiar a situação, mas seu futuro politico ficará não mais que simples figurante no cenário nacional e,como muitos outros, teve seu momento de celebridade, mas não passou disso.

  2. Regina Armenio P Responder

    Com todo respeito que Marina Silva merece, neste caso está errada. Ela faz parte de uma equipe. Um partido. Se o consenso decidir apoiar um determinado candidato ela deve sim, seguí-los. Isto é democracia. Falando desta maneira – que ela poderá divergir do partido- ela dá a entender que na Democracia cada um faz o que dá na telha. O que não é a verdade.

  3. Nesta altura do campeonato “em minha opinião” não fará diferença alguma o apoio deles,pois, ambos os candidatos já alcaçaram seus limites,e, os indecisos,estes, cabem aos dois candidatos conquistarem seus votos e não será a sra.Marina Silva ou ao PV que conseguirão. Estes são como o sr.Molusco ,não transferem votos,e,depois seus votos foram votos de repúdio,ainda, com toda esta polêmica girando em torno do aborto(que o PV é a favor) e das drogas(que o PV é a favor),acho, que nem um nem outro vai querer arriscar suas candidaturas com estas polêmicas,prato cheio para cada lado.
    Os verdes que se virem ,que continue a campanha,está indo muito bem,pau pra todo lado,pra que sabugo????? Para ambos os candidatos, sem os verdes…eles não são maduros ainda.
    O PV se achou a última fruta do cesto,bem menos,porque ambos os candidatos administram o Brasil sem suas exigências.
    Vão cuidar da Amazônia que vocês realmente farão um grande favor ao Brasil,não permitindo que os estrangeiros continuem se instalando lá,vejam que vergonha o estado do Estado do Acre,e doña Marina tem que defendê-los dos vizinhos bolivarianos….
    CHEGA DE LERO LERO VAMOS AO 31/10 DE UMA VEZ….

  4. A Marina Magricela está querendo é morder um pedaço do bolo junto com o PV – Partido sem ideologia e estrutura, assim, quem for o novo Presidente eles querem é ver onde vai encostar suas malas. Bando de sanduessugas. Essa Magricela nao tem é caráter mesmo. A Igreja Assembleia de Deus deveria dar a tal Marina Magricela um cartao vermelho. Ela nao sabe o que é verde, nao sabe o que é Biblia e nao sabe o que é Constituição. Mas querer mandar num páis, ah, isso ela QUERIA. Nem o Acre te quis Magricela e deixa de ser sem-vergonha e se converta de verdade. Os evangélicos que professam fé genuína jamais votariam e vce… enganadora!

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