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MPF inicia investigação de crime no PanAmericano

Da Folha.com

O Ministério Público Federal informou nesta sexta-feira que instaurou ontem inquérito criminal para apurar eventuais crimes relacionados aos recentes fatos noticiados a respeito do banco PanAmericano, e para acompanhar a fiscalização do Banco Central sobre a instituição financeira.

Segundo o MPF, os procuradores da República Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo e Anamara Osório Silva são os responsáveis pela condução do procedimento investigatório criminal.

Na quarta-feira (10), o BC havia comunicado ao Ministério Público Federal que havia indícios de crime no caso da instituição.

O diretor de Fiscalização da autoridade monetária, Alvir Hoffman, havia afirmado que “tudo indica que a investigação vai redundar em algo para o Ministério Público”, em referência à Lei do Colarinho Branco. Até então, as investigações estavam na esfera administrativa.

FRAUDE CONTÁBIL

O Grupo Silvio Santos, o acionista principal do PanAmericano, anunciou que deve colocar R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. Em seu comunicado oficial, a diretoria do banco menciona “inconsistências contábeis”.

O BC descobriu que o PanAmericano vendeu carteiras de crédito para outras instituições financeiras, mas continuou contabilizando esses recursos como parte do seu patrimônio. O problema foi detectado há poucos meses e houve uma negociação para evitar a quebra da instituição, já que o rombo era bilionário.

A quebra só foi evitada após o Grupo Silvio Santos assumir integralmente a responsabilidade pelo problema e oferecer os seus bens para conseguir um empréstimo nesse valor junto ao Fundo Garantidor de Créditos. Como o fundo é uma entidade privada, não houve utilização de recursos públicos. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que também faz parte do bloco de controle, não terá de arcar com a perda.

INVESTIGAÇÕES

O Banco Central caiu em cima de pelo menos seis bancos pequenos para averiguar como eles contabilizam as carteiras vendidas a outras instituições, após descobrir fraude no PanAmericano.

O objetivo é detectar uma eventual disseminação de prática contábil fraudulenta nesses bancos na hora de registrar carteiras cedidas.

O “pente fino” se iniciou no último dia 29, antes do feriado de Finados, quando o BC se preparava para falar sobre o assunto.

A fiscalização do BC enviou comunicado a instituições que também adquiriram carteiras de crédito, pedindo explicações detalhadas sobre as operações. O pedido exigiu trabalho dobrado das áreas técnicas para enviar as informações com urgência.

Segundo a Folha apurou, os questionamentos ocorreram quase dois meses após o BC ter detectado as irregularidades no PanAmericano.

6 Comentários

  1. Vai dar em nada, e Lula vai ficar mais rico.

    É o que sempre aconteceu com as empresas que quebraram durante o governo Lula. Sempre teve um LARANJA para comprar para ELLES.

  2. R$ 2,5 BILHÕES, E AINDA DUVIDAM QUE NÃO HAJA FRAUDE NISTO, ONDE TUDO LEVA A CRER, SER ESTE UM GRANDE CRIME FINANCEIRO.

    O QUE ME ASSOMBRA É A DONA RECEITA FEDERAL, TÃO ZELOSA COM OS MICUINS NÃO VEREM A FRAUDE PAQUIDERMICA DESSA ENTIDADE FINANCEIRA, EXISTENTE NUM BALANÇO TRANSCRITO PARA A DIPJ, ISSO É UM ASSOMBRO, DE VERDADE.

    E O BANCO CENTRAL QUE TEM POR OBRIGAÇÃOL MONITORAR AS ENTIDADES FINANCEIRAS, PARA QUE SERVE ENTÃO? ISSO É RIR DA CARA DO POVO, NÓS, QUE PAGAMOS A CONTA, SEMPRE!!!

  3. Em se tratando de SS e de banqueiros, não ha crime. É só uma incosistenciazinha contábil…..A polícia deveria se concentrar na periferia onde galinheiros continuam a ser assaltados……

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