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O Inep está isento de responsabilidade, diz Haddad

Do site da Revista Época

Em entrevista, o ministro da Educação minimiza os erros cometidos na aplicação do Enem e diz que o exame deste ano foi “bem melhor”

ÉPOCA – Onde o ministério errou?
Fernando Haddad – A questão mais complexa foi assumida pela gráfica contratada pelo Inep (órgão do ministério, responsável pelo exame). Assumiu inclusive os custos de reaplicação para os alunos que não conseguiram trocar o caderno em que havia o erro de impressão. Erro que havia condições de solução na maioria dos casos, pois havia 10% de provas de reserva. Desse ponto de vista, o Inep está absolutamente isento de qualquer responsabilidade.

ÉPOCA – Todas as folhas de respostas saíram com erro de responsabilidade do Inep. Como a instituição que pretende unificar os vestibulares comete um erro tão primário?
Haddad – Houve, de fato, da parte de um funcionário do Inep, o comando que nós chamamos de “imprima-se” para que as folhas fossem impressas daquela maneira. Mas, a partir das 13 horas, todos os fiscais de sala foram alertados pelos coordenadores nos locais sobre qual era o procedimento a seguir, ou seja, orientar os alunos a responder na ordem numérica. A questão 1 no item 1, e assim por adiante.

ÉPOCA – Alguns deram a ordem inversa.
Haddad – Isso vai ser resolvido a partir do momento em que a Justiça liberar o portal no qual o aluno vai informar essa ocorrência. A prova vai ser corrigida da forma como ele preencheu.

ÉPOCA – Há fiscais que deram uma informação e depois deram outra. Os alunos prejudicados não têm direito de refazer a prova?
Haddad – Se constar da ata de sala de aula, sim. Em casos de má orientação, ou desorientação do fiscal, o que, em nossa opinião, ocorreu muito pouco. O fiscal tinha reserva de 10% das folhas de respostas para esse fim.

ÉPOCA – Apuramos casos em que isso aconteceu, mas o fiscal não deu outra folha nem anotou o fato. Como ficam esses alunos?
Haddad – Aí nós vamos ter de apurar porque, se ele está dizendo que não está na ata, nós teremos de encontrar eventualmente outros caminhos de apuração.

ÉPOCA – O presidente do Inep veio do Cespe (empresa contratada para aplicar o Enem). Não há conflito de interesses no controle?
Haddad – O Cespe é uma repartição pública. Ele era um servidor público do Cespe e continua sendo servidor público no Inep.

ÉPOCA – Uma de suas funções é fiscalizar o órgão que presidia em 2009.
Haddad – O Cespe e a Cesgranrio não cometeram nenhuma falha no processo.

ÉPOCA – A coordenação dos fiscais, que orientou os alunos de maneira equivocada, era de responsabilidade do Cespe.
Haddad – Esses são casos isolados e estão sendo apurados nesse sentido.

ÉPOCA – Se o erro do cabeçalho estava na matriz da folha de respostas, houve falha de gerenciamento, não?
Haddad – Não. Foi um problema da matriz, mas a última palavra é de quem deu o comando de imprimir. Obviamente que passa por várias revisões, mas existe a autoridade que dá o comando final.

ÉPOCA – O Inep não vai abrir sindicância para investigar esse erro?
Haddad – Eu tenho a impressão de que está abrindo, está tomando as providências. Aliás, faço referência à maneira transparente com que o Inep procedeu no ano passado, levando às últimas consequências a investigação sobre o episódio do ano anterior.

ÉPOCA – O presidente Lula disse que, se preciso, a prova será reaplicada. Como será possível fazer isso sem atrasar o calendário das universidades?
Haddad – A afirmação do presidente, e isso eu confirmei, faz referência ao apoio que ele dá ao Enem como forma de democratização do acesso à educação superior. O que ele quis dizer é que apoia essa forma de ingresso porque é a mais democrática.

ÉPOCA – Como garantir que os erros não se repitam no próximo ano?
Haddad – O Enem foi bem melhor de todos os pontos de vista em relação a 2009. Tanto em relação à logística de segurança, à distribuição, à chegada dos malotes, ao cronograma estabelecido, à qualidade da prova. É um processo contínuo de aperfeiçoamento. Até nos Estados Unidos, que inauguraram esse processo de avaliação e seleção de alunos pelo SAT, houve, em 2005, 4 mil alunos prejudicados.

ÉPOCA – O que o senhor tem a dizer aos 3,4 milhões de alunos que fizeram a prova?
Haddad – Confio na celeridade da Justiça em manter a prova, com a reaplicação para a parcela de estudantes prejudicados e a divulgação no prazo acordado.

6 Comentários

  1. senhor ministro da des-educação: de quem é a responsabilidade final, quem contrata? arrume outra desculpa, ou assuma vossa imcompetencia e a dos petistas de forma geral. nunca sabe, nunca viu, desconhece, é mentira.. até quando isso perdura… que pena do povo brasileiro.

  2. Luiz A. Estacheski Responder

    10% de cartões-resposta reservas?
    acho que o sr.Hadda está enganado, ou as instruções passadas aos aplicadores estão equivocadas.

    Esse ano foi a terceira vez seguida que trabalhei como aplicador de provas no ENEM, e nos somos orientados a passar aos candidatos que o cartão resposta não pode ser substituído em hipotese alguma, e até onde sei, isso é verdade e não mais uma informação para “meter medo” ou algo do tipo.

  3. legal em senhor ministro a culpa nao eh deles neh?
    obvio a culpa eh tua, SEU INCOPETENTE!
    FAZ A EDUCACAO DO BRASIL SER ALVO DE PIADAS

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