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Ministro da Justiça oferece ao Paraná grupo especial de investigadores

Por Denise Mello da Banda B

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse hoje em entrevista à Banda B, no programa Bom Dia Ministro, que vai colocar à disposição do governador do Paraná, Orlando Pessuti, o trabalho de um grupo de investigadores treinados em Brasília para auxiliar o estado no que há de mais moderno em técnicas de investigação. A iniciativa parte do quadro apresentado pelo Conselho Nacional do Minsitério Público nesta quarta-feira (17) que coloca o Paraná como campeão em inquéritos policiais inacabados envolvendo homicídios. Segundo o relatório, o estado acumulou até 2007, 9,3 mil casos de assassinatos em que as investigações não chegaram ao fim, de um total de 63 mil em todo o país.

“Para enfrentar este problema, o Ministério da Justiça resolveu criar uma força tarefa de perícias e investigação criminal oferecendo um treinamento especial para 113 investigadores em Brasília com o que há de mais moderno no setor (…) Estes investigadores estão à disposição de todos os estados, inclusive o primeiro grupo de 45 homens já foi para Alagoas ajudar neste processo. Agora, estamos à disposição também do Paraná. Vou conversar com o governador para ver se há interesse. Podemos mandar este grupo de perícia e investigação para ajudar o Paraná a resolver este acúmulo de processos inacabados”, disse o ministro.

“A orientação seria: vão lá, peguem todos os inquéritos antes de 2007 que nao foram investigados, que não têm julgamento, processo com culpa formada com denúncia ou sequer relatório policiail concluído e investiguem”, completou Barreto.

Impunidade

O ministro disse ainda que os números variam, mas há uma estimativa de que 10% dos processos de homicídios não chegam a ser julgados no país. “Este índice é muito baixo e a impunidade é o fator que provoca mais crime. Por isso, criamos essa força tarefa de perícias e investigação criminal”, afirmou.

O governo federal investe no aprimoramento e na modernização da perícia forense no Brasil, para auxiliar no trabalho de investigação e punição de criminosos. Esse investimento, de R$ 75 milhões, incluiu a aquisição de equipamentos e cursos de capacitação. Em outubro, os estados e a Polícia Federal receberam maletas de perícia de local do crime, com equipamentos para localização de vestígios e para registro, medição e colheita de evidências materiais. As maletas são compostas por itens como reagentes de sangue e drogas, máquinas fotográficas, trenas eletrônicas, GPS, netbooks, lupas, material para coleta de impressões digitais e material para isolamento de área. Com as maletas, o perito pode detectar e coletar vestígios como fios de cabelo, sangue, esperma, saliva ou impressões digitais. No total, foram entregues 1.100 maletas de perícia.

Além dos kits de perícia, foram entregues aos estados 57 luzes forenses multi-espectrais, capazes de fazer a “varredura” de locais de crimes em busca de vestígios como manchas de sangue, pêlos, unhas, fibras e impressões digitais.

Tríplice fronteira

Ao ser questionado pela Banda B, no programa Bom Dia Ministro, sobre a atuação do Ministério da Justiça no combate ao crime na região de tríplice fronteira, Barreto afirmou que o governo está preocupado com a criminalidade em Foz do Iguaçu, uma região que deveria ter o turismo como indutor de desenvolvimento social, mas é utilizado como rota do crime transnacional organizado. “Estive com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, há duas semanas e coloquei que o Brasil vai fazer um trabalho forte de contenção do crime na fronteira, mas isso não pode ser feito de um lado só, é preciso cooperação”, afirmou Barreto. Segundo ele, alguns projetos já estão em andamento mas, é preciso também, coordenar, antes tudo, o trabalho das polícias no brasil. “Em Foz do Iguaçu existem muitas forças policiais: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Civil, mas muitas vezes essas forças não trabalham de forma coordenada. Nosso objetivo é primeiro integrar a polícia brasileira, seja federal, estadual ou a Guarda Municipal de Foz, e, a aprtir desta integração, promovermos um trabalho em conjunto com a polícia do Paraguai”, disse o ministro.

O Projeto de Policiamento Especializado na Fronteira auxilia os estados na criação de grupos policiais especializados e sua integração para atuar de forma preventiva e repressiva nas regiões de fronteira e divisas, dentro de suas atribuições. No Brasil, 11 estados que fazem fronteira com outros países participam do projeto: Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até setembro, foram entregues equipamentos de inteligência, radiocomunicadores e de proteção individual, além de armas e munições.

6 Comentários

  1. Ótima a iniciativa do ministro, mas só se tratam de crimes comuns, e os do colarinho branco, destes ele não tratou. E por quê será que não? Muita gente se elegeu, ou se reelegeu, só para continuar impune, porque corvo não come corvo, ou seja, deputados e snadores tem fôro privilegiado, E assim sendo ficam inpunes. Auditoria do TC estadual levantou um déficit de mais de, pasmem, três bilhões de reais no ParanáPrevidência, e quem é o principal responsável por tamanho rombo? Não menos que o futuro senador, que vai ficar impune mais uma vez, e o homem tem bronca na Justiça que não acaba mais. Concordo que lugar de bandido é na cadeia, e bandido do colarinho branco aonde é? ACarlos

  2. No Paraná governado por Requião e agora Pessutti, de cada 5 municípios, 3 não tem delegado e nem escrivão. Logo aí está o motivo de tantos inquéritos sem conclusão.

  3. Caro Fabio Campana:

    Tal colocação feita pelo Min da Justiça retrata o estado atual de nossa segurança, totalmente abandonada nos ultimos anos, aos frangalhos. Tomara que o próximo governo não cometa o mesmo erro com novas experiencias através de pessoas que não conhecem a realidade das instituições de segurança do Paraná. Deus nos ajude…….

  4. Querem tampar o sol com a peneira em vez de resolver o problema. O efetivo da polícia civil é metade do que determina a lei, ou seja, há uma defasagem de 50% nos quadros da PC/PR. No último concurso da polícia civil do Paraná chamaram apenas 500 aprovados que ainda estão em treinamento e há mais de 2400 candidatos aprovados esperando a nomeação. Estes candidatos excedentes se organizaram e estão cobrando das autoridades a nomeação e informando à sociedade civil a realidade da polícia civil no Paraná. O site é http://excedentespoliciacivildoparana.blogspot.com/.

  5. `´E o Requião ou o “melhor secretário de Segurança do Sul do Mundo” Delazzari-leva-porrada-no-shopping-Barigui quem paga por essa situação vexamosa?

  6. Para quem conhece o problema, não fica dificil de deduzir o motivo de tantos inquéritos mal resolvidos. Afinal nas delegacias do interior o investigador trabalha como carceireiro, faxineiro, cozinheiro, tudo menos investigador. E com um porém. Horas e horas além do permitido por Lei. Uma boa iniciativa do Ministério da Justiça. Só falta o OK do Pessuti ou do Richa para começar a funcionar a casa novamente.

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