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Polícia vai investigar morte de Toninho do PT

Da Agencia Estado

A Polícia Civil de Campinas reabriu as investigações sobre as circunstâncias da morte do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, assassinado com um tiro em 10 de setembro de 2001. O processo com sete volumes e cerca de 20 mil páginas foi encaminhado nesta sexta-feira (19) pelo juiz da 1ª Vara do Júri, José Henrique Torres, ao delegado Seccional José Carneiro Campos Rolim Neto. Na próxima semana, Rolim Neto vai indicar um delegado para dar andamento às novas apurações do caso.

O processo estava parado desde 2008 e retornou ao Fórum de Campinas em julho deste ano, depois de passar pela junta de três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que sustentam a insuficiência de indícios da responsabilidade de Anderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, na autoria do crime contra o prefeito. Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) ao TJ-SP, Andinho seria o autor dos disparos contra o carro de Toninho, na noite em que o prefeito retornava para sua residência seguindo avenida Mackenzie, Vila Brandina, após passar por uma loja de roupas no Shopping Iguatemi. Um dos tiros atingiu o prefeito e o seu carro parou em uma das margens da via.

Após o encaminhamento de várias linhas de investigação, depoimentos e descartar três jovens ocupantes de duas motocicletas como suspeitos, a policia chegou à quadrilha chefiada por Wanderson Lima, o Andinho. Ele está preso na Penitenciária de Presidente Bernandes, interior de São Paulo, sentenciado a cumprir penas que somadas ultrapassam os 400 anos em regime fechado, sendo a maior parte delas com a acusação de práticas de sequestro, extorsão, formação de quadrilha, latrocínio entre outros. Em juízo, o réu nunca confessou participação na morte do prefeito. A pistola 9 milímetros de onde partiu o disparo que matou Toninho jamais foi localizada pela policia.

3 Comentários

  1. Eleitor decepcionado Responder

    Ué, mas vão começar agora??? ha se fosse um pobre coitado, a pena já tinha saido pra 30 anos de cadeia….

  2. Este caso, e o de Celso Daniel, têm o mesmo perfil. Foram queima de arquivo e luta interna pelo poder dentro do PT. Somente a justiça não sabe disso. Durante o governo Lula estes casos foram abafados e muitas testemunhas morreram em circunstâncias suspeitas. É um típico exemplo de como a máfia funciona. No caso as máfias do transporte público e do recolhimento de lixo nas cidades do interior de São Paulo que financiaram as campanhas do PT e alavancaram o poder econômico no interior do partido. Sou cético quanto a encontrar os verdadeiros culpados, mas a reabertura do caso já é alguma coisa.

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