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PMDB não consegue fechar a lista de ‘ministeriáveis’

Josias de Souza na Folha Online
O apetite do PMDB por ministérios contrasta com a inanição da lista de ministeriáveis que a legenda submeterá à apreciação de Dilma Rousseff.

A poucos dias do início formal das negociações, o partido do vice-presidente eleito Michel Temer ainda não conseguiu fechar uma relação de nomes.

O PMDB ocupa, hoje, seis ministérios: Integração Nacional, Comunicações, Minas e Energia, Agricultura, Saúde e Defesa.

Sob Dilma, admite trocar de pastas. Mas reivindica: A) a manutenção da quantidade; e B) a garantia de compensações que levem em conta a qualidade dos postos.

Por exemplo: ante da perspectiva de perder a Integração Nacional e a Saúde, o PMDB mira em Cidades e Transportes, duas jóias da Esplanada.

Pois bem. Por ora, o PMDB dispõe apenas de três nomes. Um deles enfrenta a resistência do governador Sérgio Cabral, do Rio. Eis a lista:

1. Wellington Moreira Franco: ex-governador do Rio, ele tem ligações umbilical com o grupo de Temer. Deixou a diretoria da Caixa Econômica para representar o PMDB no comitê de Dilma.

A legenda considera-o apto a ocupar qualquer ministério. Dá-se preferência à pasta das Cidades, hoje gerida pelo PP. O problema é que Sérgio Cabral torce o nariz para Moreira.

Um dos governadores mais chegados a Lula, Cabral quer empurrar um carioca para dentro do ministério de Dilma. Mas não digeriu Moreira.

2. Wagner Rossi: paulista, é apadrinhado de Temer. Foi guindado por Lula à cadeira de ministro da Agricultura. O partido quer mantê-lo no cargo.

2. Edson Lobão: senador pelo Maranhão, é índio da etnia do morubixaba José Sarney, que ergue o tacape para devolver Lobão ao ministério de Minas e Energia. Chefiou-o até o final de março, quando saiu para disputar a reeleição.

Afora essa trinca de nomes, o PMDB não chegou a um consenso quanto ao resto da lista. Gira como parafuso espanado em torno de alternativas obscuras.

O partido concentra suas buscas na bancada de deputados. Por enquanto, o nome menos vexatório do rol de cogitações é o de Pedro Novais (PMDB-MA).

Advogado, Novais exibe uma atuação parlamentar discreta. Mas carrega na biografia o “título” de relator da Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada na era FHC.

De resto, o PMDB flerta com a idéia de incluir saias em sua lista. Uma forma de associar-se à pretensão de Dilma de entregar 30% da Epalanada a mulheres.

O diabo é que, ao submeter a bancada a um filtro de gênero, o PMDB chegou a um par de nomes que não despertam entusiasmo nem no partido.

Um deles é o da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), professora, radialista, jornalista e agrimensora.

O outro é o da deputada Marinha Raupp (PMDB-RO). É psicóloga, professora e mulher do senador Valdir Raupp, encrencado em duas ações no STF.

Dilma informou a Temer que a temporada de negociação com os partidos começaria nos primeiros dias de dezembro. Ou seja, a partir desta quarta (1º).

Antes, será formalizada a equipe de ministros do Planalto. Entre eles o novo chefe da Casa Civil, o petista Antonio Palocci, que assume a negociação com os “aliados”.

Para começo de conversa, o PMDB espera que Palocci lhe informe os ministérios de sua cota. Não abre mão de escolher os ministros.

Alega que levará à mesa nomes que atendem às três condições impostas por Dilma: respaldo partidário, capacidade técnica e biografia limpa.

Decidiu que não incluirá em sua lista o pemedebê Nelson Jobim, que Lula aconselhou a Dilma manter à frente da pasta da Defesa.

Deliberou também que não vai opor resistências à eventual manutenção. Apenas deixará claro que Jobim não responde pelos votos da legenda no Congresso.

Com isso, a cota do PMDB deve cair de seis para cinco pastas. Algo que pode atenuar o vexame da escassez de nomes.

O PMDB definiu também que, com Dilma, não aceitará os arranjos que Lula lhe empurrou goela abaixo.

Como exemplo, menciona-se o caso do ministro José Gomes Temporão (Saúde). Foi escolhido por Lula à revelia do partido.

Para salvar as aparências, o presidente providenciou o endosso de Sérgio Cabral a Temporão. E plantou-o na Saúde como parte da cota do PMDB.

Excluído da nova lista do partido, Temporão é, hoje, um escalpo à espera da lâmina. Dilma sinalizou a Temer que levará à cadeira um nome de sua escolha.

Diferentemente do caso da Defesa, a supressão da Saúde não será deglutida sem compensação.

O PMDB considera que, entregando-lhe uma pasta como a das Cidades, Dilma zera o jogo. A negociação começa sob atmosfera amistosa.

Tida como avessa às negociações que passam pelos baixios da política, Dilma vem dispensando a Temer um tratamento que encanta o PMDB.

5 Comentários

  1. E o coitado do fanfarrão do Pansuti teve a petulância de perguntar ao Vice Presidente e Presidente da Câmara Federal Michel Temer se ele iria ser nomeado ministro,piadas de mau gosto afora,ele nem observou os nomes da lista dos políticos de alto coturno que correm a centenas de milhas a sua frente,toma tento seu ridículo…
    Lembrando apenas, quem tem mais cacife e notoriedade, portanto,é quem seja muito mais poderoso que ele dentro do PMDB a nível estadual e nacional,ou acho que seja ou foi ou ainda será o Duce.
    O Duce senador eleito,polêmico,mas não se sujeitou a fazer papel de abestalhado ,neste caso de um perfeito idiota(como também é próprio dele)se mostrando como a última laranja doce da cesta.
    Pansuti bem menos e bem longe ,já não chega lembrá-lo de que não temos representatividade a nível nacional ,ainda vem um Zé Arruela e seus asseclas que vão ser despedidos dia 31/12/2010,correndo pra arranjar uma boquinha.
    Sei de uma penca de asseclas comissionados ganhando sem trabalhar,paus mandados do Pansuti , futuros desempregados ,que estão em Brasília fazendo lobby para emplacar o abestalhado governador atual para algum carguinho que também lhes garantam umas graninhas extras,para não amargarem a inércia por longos anos,ou nunca mais no governo.Porque este abestalhado para governador,já ficou provado, que nem os próprios deputados o apoiaram em sua pretensa candidatura,preferiram apoiar ao Osmar do que a ele,hoje sabemos o porque,por total falta de competência e total falta de coerência…

  2. O importante é se manter no governo e mamar até que a vaca vire um ossário! Parecem aqueles vendedores ambulantes de xarope milagroso que ora pode ser usado como unguento para eliminar um joanete assim como pode ser utilizado como um tomógrafo de última geração. Haja paciência com essa gente!

  3. Parreiras Rodrigues Responder

    O maior partido de Oposição do Mundo, transformado, por graça e obra de fisiologistas, em muleta de um governo feito por um títere que jogou aos urubús todos os seus princípios, o também descaracterizado petê.

    Falo com a autoridade de fundador e ex-simpatizante e eleitor da maior farsa política já vivida na história política do Brasil.

    Dono dum inexplicável carisma conseguido em cima da prática dum assistencialismo inconsequente e de índices de aprovação produzidos pela herança de situação econômica favorável.

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