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Psiquiatras de Curitiba alegam que assassino de Glauco é ‘impunível’

Equipe que avaliou Cadu na Penitenciária de Catanduvas afirma que ele sofre de esquizofrenia

Da Globo.com

Laudo feito por uma equipe de psiquiatras e psicólogos em Curitiba constatou que Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, que confessou ter atirado e matado o cartunista Glauco e seu filho Raoni em 12 de março deste ano em Osasco, na Grande São Paulo, sofre de doença mental, portanto é inimputável, ou seja, ele não pode ser penalizado criminalmente porque não tem condições de responder por seus atos.

O resultado do exame de “incidente de insanidade mental” deu positivo e constatou que o jovem de 24 anos sofre de esquizofrenia, segundo apurou o G1.

No documento, os peritos ainda recomendam que Cadu seja submetido a tratamento da doença mental por uma equipe médica especializada em hospital psiquátrico de custódia. O resultado do laudo foi encaminhado nesta semana para apreciação do juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa e do procurador da república Alexandre Halfen, ambos de Foz do Iguaçu (PR).

Foi para Foz do Iguaçu que Cadu fugiu de carro dois dias após matar Glauco e Raoni em Osasco. Ele tentava atravessar a fronteira do Brasil com o Paraguai, quando trocou tiros com policiais rodoviários federais, ferindo um deles.

Por esse motivo, todo o processo do homicídio que corria no Ministério Público paulista foi avocado pelo Ministério Público Federal paranaense, que o denunciou também por tentativa de homicídio do policial.

Em seu despacho do dia 30 de novembro, o juiz Freitas Cavalcanti determinou que o laudo fosse remetido para análise do Ministério Público Federal. Segundo a assessoria de imprensa do MPF, o procurador Halfen não quis comentar o assunto. Já a assessoria da Justiça Federal informou que o juiz prefere não se manifestar.

O crime

Em depoimento à polícia, Cadu confessou o crime. Laudo toxicológico feito no acusado deu positivo para maconha. “Ele entrou em surto psicótico”, chegou a dizer o pai de Cadu, Carlos Grecchi Nunes, em entrevista após o crime. Ele afirmou que o filho havia desenvolvido esquizofrenia, que piorou após ele frequentar os cultos de Santo Daime, na chácara de Glauco em Osasco. O cartunista era o líder espiritual da igreja Céu de Maria.

Em depoimento ao delegado que cuida do caso, na sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, no Paraná, Cadu confessou o crime e afirmou que acabou “com a própria vida” ao cometer os assassinatos. Ele contou que comprou a arma usada no crime e munição na periferia de São Paulo. O plano inicial era sequestrar o cartunista Glauco e levá-lo até sua mãe.

Ainda de acordo com o delegado, o suspeito disse que, para ele, Glauco era um representante de São Pedro. O cartunista também deveria dizer para a mãe do rapaz que seu filho era Jesus Cristo.

O rapaz também inocentou o amigo Felipe Iasi, de 23 anos, responsável por levá-lo até a chácara e acusado de ter auxiliado Cadu na fuga. Iasi chegou a dizer que foi obrigado a dirigir. “Eu estava sob a mira de uma arma. Não sabia onde eu estava, o que estava acontecendo, o que ele queria ali.”

3 Comentários

  1. Bem, se não por imputabilidade, mas então por esquizofrenia perigosa com impulsos homicidas, ele deve ficar preso. Só temos de decidir se na cadeia ou no manicômio. Ponto final. Simples assim. Justiça sem retoques nem photoshop ou maquiagem….

  2. É simples de resolver. É só colocar num hospício de segurança máxima! De preferência que algum outro louco o pendure para secar depois do banho.

  3. Se comprovada a inimputabilidade, então a ele não cabe uma pena, mas uma medida de segurança, a qual no ordenamento juridico nao se considera uma pena (na teoria). A medida de segurança tem limite minimo de 1 a 3 anos, e não possui limite maximo. É cumprida no Complexo Medico Penal e constantemente ele irá ser submetido a avaliações para ver sua capacidade de se reinserir na sociedade por psiquiatras, psicologos e assistentes sociais.

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