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Pronaf, a arma que garantiu Lula

Do Luis Nassif Online

Os vários balanços sobre o governo Lula deixaram de lado aquele que talvez tenha sido o maior fator de sucesso, ao lado do Bolsa Família: o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Foi esse programa que permitiu a ampliação da produção da agricultura familiar – a que mais contribui para a produção de alimentos para consumo doméstico -, sustentando preços de alimentos compatíveis com a renda interna.

O Pronaf financia projetos individuais ou coletivos para familiares e assentados da reforma agrária. Fornece crédito para custeio da safra ou investimento em equipamentos ou infraestrutura de produção. Graças a ele, houve recordes nas vendas de pequenos tratores e equipamentos agrícolas.

O acesso aos recursos se dá através do sindicato rural ou da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), que fornece uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), definindo a renda anual e as atividades explorador pelo agricultor. Enquadram-se on programa famílias com renda bruta anual de até R$ 110 mil.

De posse da declaração ele será direcionado para linhas de crédito adequadas. No caso dos assentados, o caminho é o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE).

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Pesquisa de Avaliação da Qualidade dos Assentamentos, Produção e Renda, do INCRA, revelou que mais da metade dos assentamento agrícolas do país tiveram acesso às linhas do Pronaf. Nos últimos anos, cerca de 394 mil moradias foram reformadas ou construídas com esses recursos.

O programa foi dividido em várias linhas, Pronaf Mulher, Pronaf Jovem, Pronaf Semi-Árido, Pronaf Florestal e Pronaf Agroindústria.

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O Portal do Agronegócio fez um belo levantamento de como uma pequena propriedade familiar se beneficiou do programa. Esmeraldo Pedroso, de Porto Velho, tem 95 hectares, 20 ha de área plantada.

Para acessar o financiamento, ele foi ajudado pela Emater na preparação dos projetos técnicos. O primeiro financiamento, de R$ 7,2 mil, permitiu plantar dois ha de palmito de pupunha, copaíba, andiroba e outras plantas.

Da andiroba e da copaíva extrai óleos para cosméticos de remédios.

90% de sua produção vão para a Associação dos Pequenos Produtores do Projeto Reca, que industrializa e comercializa a matéria-prima recebido dos agricultores familiares associados.

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Com o aumento da área plantada, melhorou a renda e houve necessidade de mais equipamentos. Em 2008 conseguiu mais R$ 8 mil, que lhe permitiram plantar mais quatro ha e comprar uma carreta para o trator.

Finalmente, acesso o Pronaf Mais Alimentos, levantou R$ 13 mil a juros de 2% ao ano, três anos de carência, oito para pagar. Adquiriu uma roçadeira e uma enxada rotativa. O próximo passo será outro empréstimos para fiunanciar um caminhão.

Sua renda anual atual é de R$ 60 mil.

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No estudo “Pobreza e a Nova Classe Média Rural”, o pesquisador Marcelo Neri mostra que a nova classe C rural – com renda domiciliar de R$ 1.126 a R$ 4.854 por mês – cresceu 72% desde 2003. Naquele ano, representava 20,6% da população rural; hoje em dia, 35,4%.

A redução da desigualdade foi mais rápida na zona rural , sobretudo nas regiões mais pobres, segundo conclusão de Neri.

4 Comentários

  1. CAÇADOR DE PETISTAS Responder

    Cinco dias, somente cinco dias para que o maior mentiroso dos Presidênciaveis, muito embora “nunca tenha o conciderado”, pela sua falta de postura, cara lavada e mentiroso, falta somente 5 dias para que o mentiroso Lula assuma seu papel em qualquer circo como palhaço.

  2. O jornalista só esqueceu de dizer que o PRONAF foi criado pelo FHC. Mais um resquício do governo FHC salvando o Lula.

  3. O Brasil precisa se libertar,dos chamados carteis que já esta enraisado na agricultura e pecuaria,veja bem,e bem possivel que a carne de boi,esta sendo inflado seus preços nos supermercados,por causa de acordos de carteis,de grandes pecuaristas e donos de frigorificos,quando se compra a carne em pequenos estabelecimentos,o preço é bem menor,porque os abates são em pequenos frigorificos,que ainda não foram contaminados pelos acordos.Os outros produtos basicos que vem da nossa agricultura familiar dificilmente vai ter preços abusivos,por conta da ja´boa rentabilidade que tem essas familias,se esse programa tivesse sido estendido para pequenos pecuaristas,jamais teria grandes ocilaçoes no preço da carne,acho que e´hora do ministerio publico ficar de olho,para nãõ proliferar estes carteis mafiosos,que comanda nosso combustivel,transporte coletivo ,pedagio e outros,se começarem a mecher com comida,que como os outros saõ imprencendiveis,para regular inflação e bem estar do povo esses empresarios safados e desonestos vão jogar por terra tudo o que foi conquistado no governo lula

  4. valter bianchini Responder

    O Pronaf foi criado no governo FHC fruto de mobilizações dos movimentos socais, entre eles a CONTAG, a FETRAF e a VIA CAMPESINA, denominado Grito da Terra. No governo Lula o PRONAF ampliou o volume de recursos passando de R$ 2 bilhões em 2002 para R$16 bilhões em 2010. O número de famílias beneficiadas passou de 900 mil para mais de 2 milhões. O programa passou a contar com seguro clima e seguro preço para custeio e investimento. Qualquer quebra de preço ou de produção a prestação também cai na mesma proporção.Os juros cairam de 8% no governo FHC para 2% ano ano no governo Lula. Somente na venda de tratores foram financiados nos ultimos tres anos mais de 30 mil tratores no Brasil dos quais 12 mil no Paraná.

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