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Cirandinha

Carlos Alberto Pessôa para a Revista Ideias

No início, o déficit público. Gerado por gastos maiores que as receitas. O déficit público se transforma em dívida pública via emissão de títulos do tesouro ao distinto público, em geral bancos.

Estes títulos públicos pagam juros aos seus tomadores. Estes juros aumentam as despesas públicas, criam a chamada despesa financeira. Que ativa o déficit público. Que pressiona a dívida pública. Que paga juros mais altos para ser rolada. Ok?

Acrescente às taxas de juros o real medo de mais um default patrocinado pelas autoridades! O Brasil tem bela tradição de calote oficial. Desde os portugueses… Tudo somado, medido, pesado, contado, eis senão quando apresentamos as maiores taxas de juros do mercado global.

Ora, estas tentadoras taxas seduzem o capital quente, hot money, que rola por aí. E vem para cá, para os tristes trópicos, atrás de praias, mulatas e taxas acima da média mundial.

Resultado? Consequência? Amanhã eu conto; aguarde; você nada tem a perder exceto os seus grilhões.

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