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Fifa vai impor zona de exclusão

Federação e município ainda estudam qual será a abrangência de área de restrição de comércio ao redor da Arena da Baixada

de Rafael Waltrick, especial para a Gazeta do Povo

Apesar das estimativas otimistas de que o fluxo turístico induzido pela Copa do Mundo possa trazer uma receita adicional de R$ 1,7 bilhão somente para setores de alimentação e compras em todo o país, é provável que os comerciantes inseridos perto dos locais das partidas tenham pouco acesso aos lucros tão alardeados – pelo menos nas vésperas e dias dos jogos. Como parte das exigências impostas pela Fifa, o comércio nas proximidades dos estádios será proibido nestes dias, e ficará restrito às lojas oficiais e patrocinadores da Copa.

A área de restrição, chamada oficialmente de zona de exclusão, pode variar em cada cidade, dependendo de onde o estádio está inserido. Ainda não há definições sobre a abrangência da área, mas estima-se que em Curitiba ela deva chegar a um raio de 2 quilômetros ao redor da Arena da Baixada. Além de proteger os patrocinadores oficiais, a medida seria uma forma de garantir a segurança nos estádios, restringindo a presença de ambulantes e visitantes sem ingressos. O município, porém, aguarda um parecer da Fifa sobre como será feita a demarcação e quais quadras e ruas serão afetadas.

“O nosso estádio está numa área totalmente urbana e residencial, o que é bastante peculiar. Vamos estar bastante atentos a isso, afinal temos de atender também o comércio local, os nossos empresários que vivem aqui. O que a Fifa quer é proteger os seus parceiros comerciais, que são os principais patrocinadores do evento”, relata o secretário municipal para Assuntos da Copa, Luiz de Carvalho.

As proibições não se referem somente ao comércio, mas também à publicidade nos arredores. Nas vésperas e dias dos jogos, a Fifa exige que anúncios publicitários ou qualquer tipo de identificação comercial, fora a dos patrocinadores oficiais, sejam retirados ou cobertos.

Negociação

Uma das responsáveis pelos projetos e ações relacionados à Copa em Curitiba, a engenheira do Instituto de Pesquisa e Planeja-mento Urbano de Curitiba (Ippuc) Susana Lins Affonso da Costa defende que ainda é cedo para se especular como serão implantadas as restrições. Segundo ela, o instituto aguarda instruções da Fifa, que estaria revendo, como é de praxe, regras e procedimentos adotados nas últimas Copas. Susana garante, porém, que comerciantes e moradores serão ouvidos e inseridos no processo.

“Essa questão ainda será trabalhada. Qualquer ação será feita de uma maneira acordada com todo mundo, tentando minimizar ao máximo os impactos nessa área”, afirma.

7 Comentários

  1. Sergio Silvestre Responder

    Estes velhotes da fifa estão exigindo mais o que,que os estadios
    tenham zonas e outras babaquices,para satisfazelos.
    Já poderiamos ter mandado esses caras as favas

  2. A copa só traz prejuizo para o Pais.
    Para a realização da Copa é preciso investimento de dinheiro do governo e para isso é necessário cortes em setores como: Educação, Segurança, Saúde, Conservação de Rodovias etc…
    O Povo só perde com isso enquanto algumas empresas só terão lucro.

  3. Porisso que no planejamento antigo da cidade se prevê o Tarumã como área olímpica e de grandes eventos.
    Sabemos que o pinheirão não é lá grandes coisas, mas com o montante a ser gasto na baixada podería-se ajeitar lá no pinheirão, onde a zona de exclusão seria menos danosa.

    Isso ocorre quando política se sobrepõe à técnica.

  4. Dois Km? Kero ver eles fecharem o Supermercado Extra na Av Kenedy, o Condor na Av Água Verde e principalmente o Shoping Curitiba, na Brigadeiro Franco. Todos estão a menos de 2 km do estádio.

  5. Luís Adolfo Kutax Responder

    Seria um absurdo se houver tal protecionismo às lojas oficiais e patrocinadores da Copa, inclusive vedado por nossa Constituição Federal.

  6. Sinceramente, gostaria de ver Curitiba fora da Copa, a cidade viverá o caos no período dos jogos. Não temos nem como nos locomover em horários de pico, as ruas já não comportam o número de veículos da cidade. Além de todo o passivo que é deixado pra traz.

  7. Que palhaçada, aceitarmos uma coisa desta é além de um absurdo, é um abuso. Quem tem comércio nas proximidades do estádio vai perder, porque meia dúzia de poderosos patrocinadores vai ficar com todo o bolo. Estamos abaixando muito as nossas cabeças, daqui a pouco a Fifa vai mandar que a gente deite para eles passarem por cima. Se é que não vão cuspir em cima de nós. Tony

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