Uncategorized

Paraná não tem recursos para enfrentar carências de infraestrutura

O Paraná poderá enfrentar apagões pela carência de infra-estrutura. Há dez entraves que até os ginasianos consideram desafios de superação para estadista. O problema é que não existem recursos para realizar essas obras. Não há popupança nem arrecadação suficiente e para buscar recursos federais o governador Beto Richa terá que desenvolver esforço pessoal, pois seus operadores na área financeira não têm trânsito em Brasília e muito menos no governo de Dilma Rousseff. O secretário Luiz Carlos Hauly e seu operador e fiel Escudero, Amaury, não são considerados apetrechados para esse diálogo em Brasília.
A seguir, o decálogo das carências de infraestrutura publicado na revista Ideias em matéria de Rafael de Lala.

Decálogo das carências de infraestrutura

A primeira reunião do governador eleito Beto Richa com a Bancada
Federal para apresentação de propostas de emendas ao orçamento federal
de 2011 serviu como indicativo das relações entre o novo governador e
a delegação paranaense no Congresso. Mas o Paraná precisa mais: juntar
investimentos federais de fontes externas e recursos próprios para
atacar o autêntico decálogo das carências, sem os quais não conseguirá
mudar de patamar.

Há muitas demandas – de sistemas de transporte multimodal a infovias
de comunicação, passando por hidrovias, duplicação do Anel Rodoviário
do interior –, etc. Dentre elas há dez projetos estruturantes
prioritários:

1-
Transbrasiliana (BR-153) – Construção do trecho Alto do Amparo
(Rodovia do Café)/Imbituva, em integração com o lote em obras
Ventania/Alto do Amparo, completando o traçado dessa importante via no
Paraná.

2 –
Corredor Ferroviário do Oeste – Para eliminar o gargalo existente
entre Guarapuava e a região Centro-Sul, a ser conduzido pela
iniciativa privada sob o regime de PPP; sendo melhor alternativa o
traçado Guarapuava-Ipiranga.

3 – Ligação BR-376 / BR-277 – A implantação no Paraná da BR-101 –
rodovia litorânea que em outros estados já está sendo duplicada –,
reduzirá o percurso para os Portos do Paraná, evitando o trajeto de
serras. Sua primeira fase, a “Alça de Guaratuba” entre Garuva e
Matinhos, se divide em dois trechos: Garuva/Cubatão, contornando a
Baía de Guaratuba, com melhoria de estrada já existente, e
Cubatão/Rodovia Alexandra – Matinhos. Outros estudos incluem o
segmento Alexandra/Ponta do Poço, viabilizando o acesso ao Porto de
Pontal do Sul; e o trecho Entroncamento da BR-277/Antonina, já com
anteprojeto.

4 – Anel Rodoviário de Curitiba – Prioritária a restauração do
Contorno Sul (BR-376) na área da Cidade Industrial de Curitiba e
conclusão do Contorno Norte (entre a Rodovia da Uva/Estrada da Ribeira
(BR-476)/BR-116, completando o Anel Viário de Curitiba.

5 – Contorno Ferroviário de Curitiba – Construção de novo contorno
ferroviário de Curitiba, desviando das áreas de proteção ambiental
existentes no trajeto. O novo traçado vai liberar a capital paranaense
de um gargalo representado por 82 passagens de nível e elevado risco
urbano; além de ampliar a capacidade operacional da linha a ser
implantada.

6 – Extensão da Ferroeste para Foz e Guairá – A nova linha para Foz do
Iguaçu compõe a projetada Ferrovia do Mercosul, cortando o continente
sul-americano entre o Brasil (Paranaguá) e Chile, viabilizando a
futura integração bioceânica na América do Sul. A implantação do
trecho para Guaira facilitará o escoamento da produção agroindustrial
do Extremo Oeste paranaense, Mato Grosso do Sul e Leste do Paraguai.

7- Nova ferrovia Curitiba-Paranaguá – O trecho ferroviário atual, em
operação desde o Império, tem destacadas características de engenharia
e serve como atrativo turístico, mas não suporta o tráfego entre o
hinterland e a região portuária. A segunda Ferrovia Curitiba-Litoral
deve aproveitar as obras já realizadas.

8 – Retomada da Estrada Boiadeira (BR-487) – Retomada das obras da
Estrada Boiadeira (BR-487), entre Cruzeiro do Oeste e a divisa
Paraná/Mato Grosso do Sul, em Porto Camargo; com a correção de
aspectos impugnados pelo Tribunal de Contas da União, de modo a
garantir a efetivação do projeto, de origem também secular.

9 – Ampliação do aeroporto de Curitiba – A ampliação do Aeroporto
Afonso Pena enseja projetos alternativos: extensão da pista atual para
assegurar a operação de aviões de porte, ou construção de nova pista,
de 3.400 metros. O fundamental é superar as atuais limitações do
aeroporto metropolitano da capital paranaense – incluindo obras
complementares: pátio de aeronaves e novo estacionamento de veículos.

10 – Novo porto em Pontal do Sul – O Paraná não pode prescindir de um
porto de águas profundas em Pontal do Sul (Porto do Mercosul), para
operação competitiva com navios transoceânicos. Em paralelo, é
necessária a modernização do Porto de Paranaguá com a construção do
Cais Oeste; dragagem de seu canal de acesso; e berços de operação. No
Porto de Antonina, obras para operação especializada.

9 Comentários

  1. Eu preciso de segurança se não você dança dança………
    é mole jacaré…..

    “”””eu sei o que você fez no verão passado”” um belo filme.

  2. salete cesconeto de arruda Responder

    O que não entendo é como tantos que se dizem políticos lutam tão DESESPERADAMENTE por esse botim – tão sem recurso.
    O que tem nesse jogo que agrada a tantos homens que se dizem inteleigentes para pegarem estados falidos?
    O que ganham com isso?
    Confesso que não entendo. Ou pelo menos faço de conta que não!

  3. Tem gente muito competente no grupo de Richa, que é capaz de virar o jogo, é só deixar de políticagem e deixar os técnicos trabalhar.

  4. La vai o PSDB com o velho jogo de sempre que se chama “privatizações”. Bem feito elegeram o homem

  5. blábláblábláblá, ganham eleição para quê? Para falar que não dá para fazer nada?

  6. Essa história de que nenhum dos operadores da área financeira do governo Beto Richa não tenham trânsito em Brasília, tem fundamento.
    Ouví nessas indas e vindas e nos corredores do poder, de que nosso Estado irias passar por maus bucados para buscar recursos, vindo essa fala de um Deputado do Paraná.
    Que nem sob tortura digo quem é.

  7. É o mal de curitibanos, querem ser chefes a todo custo, nem que seja para coordenar o estacionamento das carrocinhas de pipoca da praça rui barbosa.
    E assim caminha a provincia a 4 séculos.

  8. se vc não quer falar o nome do deputado é um direito seu mas esse deputado so pode ser um mala sem alça os paranaenses não tem que pagar por politicagem a dilma e presidente do brasil não do partido

  9. E quando estas dez boas intenções vão sair do papel? O progresso não espera, ou toma outros caminhos. Tony

Comente