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Ai que preguiça!

Do Carlos Alberto Pessôa para a Ideias

Nossa Assembleia Legislativa tem 54 cadeiras, das quais apenas 14 são ocupadas pela oposição; se espremermos bem o número cai abaixo de dez, se aproxima dos dedos de uma só mão.
– Devemos rir ou chorar?
– Nenhuma coisa nem outra; tentemos entender.

Não é um fato novo, ao contrário; talvez seja tão velho quanto a Sé de Braga, pelo menos neste nicho dos tristes trópicos; refiro-me ao Paraná. Que desde a democratização posterior à cruenta e odiosa ditadura Vargas (apenas 15 anos ininterruptos no poder praticamente sem contraste) sempre teve folgadas maiorias de apoio ao governo, exceto no brilhante primeiro mandato do Ney Braga, o que não o impediu de emplacar criativa e modernizadora gestão.

Fora do governo não há salvação, repetia o general Golbery do Couto e Silva. Que apenas ecoava mantra talvez contemporâneo do desembarque do luso no patropi. É o que pensam nove em dez políticos brasileiros. Produtos da nossa (in)cultura cívica, de vícios centenários, de mentalidade áulica. Macunaíma é o nosso herói.
– Oposição?!
– Ai que preguiça!

10 Comentários

  1. Onde não tem oposição, com certeza tem mensalão, ou quem sabe dinheiro na mão, porque fazer parte do governo, sempre é bom, dá até pra nomear um parente prum cargo bom..

  2. Fazer oposição ao governo dá muito trabalho. E a gente não emplaca emprego nenhum, aí os nossos cupinchas trocam de lado. Éntão é sempre mais fácil e, lucrativo, estar do lado de quem tem o poder na mão. Tony

  3. O pior disso tudo é que somos obrigados a votar para esses Camaradas… Na minha opinião o voto deveria ser facultativo….

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