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ANJ aprova autorregulamentação
de jornais

da Folha.com

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) aprovou ontem, em assembleia, a instituição de um Programa Permanente de Autorregulamentação com o objetivo de estimular sua implantação nos 150 jornais associados.

O estatuto da ANJ foi alterado e agora prevê que, em prazo ainda a ser estipulado, os jornais filiados deverão instituir programas próprios de autorregulamentação e informá-los à associação.

Como exemplos de medidas já praticadas por alguns veículos, foi distribuída cartilha que sugere ações como a criação da figura do ombudsman –que representa interesses do leitor–, instituída no Brasil de forma pioneira pela Folha, em 1989.

De acordo com a ANJ, somente a Folha e “O Povo”, jornal do Ceará, possuem ombudsman.

A presidente da entidade, Judith Brito, disse que o modelo foi elaborado com um conceito “flexível, amplo e descentralizado de tal forma que cada jornal possa elaborar seu próprio programa”.

“Essa também é uma demonstração de que não aceitamos nenhum tipo de censura”, acrescentou Judith, que também é superintendente do Grupo Folha.

Em 2004, o governo apresentou, mas acabou recuando na proposta de tentar aprovar no Congresso a criação de um conselho para, entre outros pontos, “orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista”. Propostas nesse sentido continuam a ser defendidas por alguns congressistas.

O programa teve dois votos contrários, dos jornais “Hoje em Dia” (MG) e “Correio do Povo” (RS), ligados à Igreja Universal do Reino de Deus. Os representantes desses jornais presentes à reunião disseram à Folha apenas que a posição deles seria registrada na ata.

“Eles entenderam que o programa pode indispor os leitores com os jornais ou tornar mais frágil a relação dos jornais com os leitores, o que é exatamente o contrário do que pretendemos”, disse o diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira.

1 Comentário

  1. É piada, reafirmo aqui. A grande mídia tem candidato e tem partido e não assume, mas o povo vê.

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