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PSDB escolhe nova cúpula em meio a divergências


Foto: Cristiano Couto/Hoje em Dia/AE

Do G1

Lideranças tucanas nacionais se reúnem em convenção neste sábado (28), em Brasília, para definir a composição da nova Executiva e do diretório do partido. A expectativa é que o atual presidente nacional, Sérgio Guerra, seja mantido no comando da legenda, mas as divergências em torno dos demais cargos geraram uma série de encontros paralelos de líderes do partido nesta sexta-feira (27), em São Paulo e Brasília.

“Até agora, dentro da normalidade, o nome para a presidência do partido é o meu”, disse ao G1 o deputado federal de Pernambuco nesta sexta-feira.

A convenção do partido, marcada para às 9h, reunirá vereadores, deputados, senadores e governadores da legenda. O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, e os ex-governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) são as presenças mais aguardadas.

Ex-candidato à Presidência, Serra se encontrou nesta sexta-feira em São Paulo com Fernando Henrique e Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, para tentar chegar a um consenso sobre a distribuição de sua função nos quadros do partido. Em Brasília, Guerra se encontrou com senadores do partido, e, em seguida, com outras lideranças na sede do PSDB.

Até a noite desta sexta-feira, tucanos diziam que o principal ponto de divergência era a demanda do ex-governador de São Paulo. Segundo Guerra, Serra quer a presidência do Instituto Teotônio Vilela, que tem como principal indicado o ex-senador Tasso Jereissati (CE).

“A questão problemática é o José Serra e o Instituto Teotônio Vilela. O instituto não é objeto de eleição, mas Serra quer [o posto] porque acha importante.”, disse Guerra ao G1.

O nome de Tasso é defendido pelo senador Aécio Neves (MG) e boa parte da cúpula tucana. Apesar das disputas, os tucanos trabalham para chegar à convenção demonstrando “unidade”.

“Por enquanto, tem pena voando para todos os lados, o que é normal”, disse um assessor na sexta-feira, referindo-se à disputa pelos cargos.

Na análise do senador Álvaro Dias (PR), a disputa criada entre os dois líderes pela indicação para o comando do instituto serviu para movimentar a cúpula tucana. Ele, contudo, admite que há um certo descontentamento da militância com as disputas, especialmente por estarem centralizadas em Aécio Neves e José Serra. .

“Isso [disputa] só mobilizou a cúpula. O partido não está preocupado com isso na base, mas a cúpula, sim. Isso irrita a militância porque os partidos não podem ter proprietários em torno de dois nomes. O PSDB não pode menosprezar as lideranças que possui, como governadores”, disse o senador ao G1.

Quanto à presidência da legenda, Dias acredita que Sérgio Guerra deve ser mantido. “Não haverá mudança, haverá continuidade. Nossa expectativa é que a convenção demonstre a capacidade do PSDB administrar divergências . Um partido político não é um curral, é um espaço para contrariedades e disputas políticas. E o partido se revitaliza quando as diferenças existem. As diferenças são naturais e podem ser importantes do ponto de vista da revitalização partidária. É o que o eu espero”, disse.

2 Comentários

  1. CAÇADOR DE PETISTAS Responder

    É o inicio do declinio da era glacial Fascista de Lula da Silva e sua quadrilha.

  2. É o início da tranquilidade para a Dilma, esse PSDB é fraco demais, ainda bem que só seduz a direita.

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