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Ministro da Educação compara críticas a livro do MEC a fascismo

Ministro Fernando Haddad ao lado do presidente da comissão de Educação do Senado, Roberto Requião (PMDB-PR) (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)

‘Diferença entre Hitler e Stalin é que Stalin lia os livros’, afirmou ministro.
Segundo Haddad, criticar um livro sem ler a obra seria postura ‘fascista’.

Robson Bonin Do G1

O ministro da Educação, Fernando Haddad, classificou nesta terça-feira (31) de uma “postura de viés fascista” as críticas de diferentes setores da sociedade a um livro didático distribuído pelo governo nas escolas, que permitiria erros de concordância.

Haddad defendia, durante reunião da Comissão de Educação do Senado, a decisão do Ministério da Educação (MEC) de distribuir a 484.195 alunos de 4.236 escolas o livro “Por uma Vida Melhor” pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA). Nele, os autores afirmam que o uso da língua popular – ainda que com seus erros gramaticais – é válido, permitindo frases como “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. Para o ministro da Educação, a maioria dos críticos sequer havia lido a obra.

Foi depois de ser provocado pelo líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), que Haddad fez um paralelo entre Hitler e Stalin para afirmar que a diferença entre os dois ditadores estaria na postura de Stalin com os livros.

“Estamos vivendo um período de involução, uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista que é criticar um livro sem ler. A diferença entre Hitler e Stalin é que Stalin lia os livros antes de fuzilar os inimigos”, afirmou Haddad.

Pouco antes da fala do ministro da Educação, o líder do PSDB traçou um paralelo da polêmica do livro didático do MEC com uma corrente do Partido Comunista russo, que teria tentado introduzir no regime stalinista um nova linguagem que substituísse a forma culta.

“Esta questão [das formas de linguagem aceitas no livro do MEC] é complexa, mas encontra paralelo em outros tempos. Faço referencia à corrente do Partido Comunista russo, quando Stalin chegou ao poder, que tentou introduzir uma nova língua do partido no país e o próprio Stalin não permitiu esta língua que sepultaria a norma culta. Não estou estabelecendo paralelo, mas a verdade é que há aí uma corrente de forma direta ou indireta induzindo para tentativa de se adotar uma nova linguagem popular”, afirmou Dias.

Depois das referências de Haddad ao fascismo, o líder do PSDB no Senado ainda questionou o ministro sobre os motivos que teriam levado o ministério se recusar a enviar cópias do polêmico livro ao Senado.

“Já que o ministro fez uma referência ao fascismo, gostaria de saber o porquê de o ministério negar aos senadores as cópias do livro. O ministério negou, a Comissão de Educação não recebeu e a própria editora negou cópia ao Senado. Vossa Excelência queria que nós lêssemos todo o livro sem ter acesso a ele?”, questionou Dias.

Haddad rebateu Dias afirmando que o ministério havia distribuído mais de dois mil exemplares da obra.

Diante da troca de farpas entre Dias e Haddad, o presidente da Comissão de Educação do Senado, Roberto Requião (PMDB-PR), pediu a palavra para afirmar que o fascismo não censurava obras literárias. “O fascismo se limitava, de forma inteligente, a censurar duramente os panfletos e os textos curtos”, argumentou Requião.

‘Injustiça crassa’
Haddad classificou ainda de “injustiça crassa” as críticas realizadas por diferentes setores da sociedade sobre a obra. “Acompanhei com muita atenção o debate em torno dessa questão na imprensa, saúdo o debate que foi feito, mas confesso que me assustei um pouco no início da discussão. E me assustei por uma razão muito simples: a maioria das pessoas que se manifestaram inicialmente declararam, posteriormente, que não haviam lido o livro objeto da polêmica”, afirmou Haddad.

Para Haddad, o livro “não faz o que os críticos dizem que ele faz [acolhe erros de concordância]”. “O livro parte de uma realidade comum aos adultos que voltam à escola e traz o adulto para a norma culta por meio de exercícios que pede ao estudante que faça a tradução da linguagem popular para a norma culta.”

11 Comentários

  1. Enquanto isso em Curitiba, cartilha de prevenção antidrogas causa polêmica. Material foi entregue a crianças e para especialistas a linguagem e as ilustrações não são adequadas.

    Segundo o deputado federal Fernando Francischini, que era o secretário Antidrogas quando a cartilha foi elaborada, o material deveria ser exclusivo para adolescentes, acima de 12 anos. Ele acredita que houve um engano na distribuição da cartilha, porque não é adequada para crianças.

    Essa notícia saiu no portal da Globo.

  2. Sadi Melchiades Responder

    Que barbaridade. Um ministro e vários senadores gastando tempo falando sobre quem era melhor, Hitler ou Stálin. E nós pagando os altos salários dessa gente. Sou contra esses ditadores assassinos de milhões de pessoas, mas quando vemos esse ministro da Educação e esses senadores, não dá para não pensar num paredão.

  3. O povo fala de modo errado porque não frequenta escola. Agora, distribuir um livro onde não se ensina a escrever ou ler direito, é querer manter o povo na “inguinorança” e na burrice, conseguindo com isso o continuismo dos currais eleitorais do pt.
    Não adianta não ensinar direito, pois um país para crescer precisa de um povo culto e com muito, mas muiiiito estudo, e se já não bastasse os livros que fazem grande apologia ao lulismo, agora houve a partidarização da linguagem.
    Então tá, só porque o imbecil do lula fala errado, então todo o povo deve seguir a ignorância dele?

  4. é isso mesmo Deutsch eles que vão distribuir esses livros no ABC Paulista e nos confins do norte e nordeste brasileiro

  5. Meu Deus. a educação já estava na UTI com esse ministro, mas agora com o Presidente da Comissão Requião…….. tamiflu mesmo, nenhum dos dois “intendi” da dita. Nós não merecemos isso…onde foi que erramos???? ah! sim!!! erramos em não saber votar direito, nos deixamos levar pelo populismo da “Carta de Puebla” e blá blá, blá, dos arroubos do Molusco dizendo que singramos céus de brigadeiro em todas as áreas da republica…. deseducação, corrupção, inflação, é! de ção em ção vamos ver onde vamos parar.

  6. CAÇADOR DE PETISTAS Responder

    òia eu acho que nóis deve procura sabe que os livro que o MEC vai manda pras criancinha com as palavra falada pelo Lula da Silva, não deve ser proibido porque o lula da silva é pessoa simple e fala o portugues colocando as palavra do seu jeito emanera. Assim, nóis brasileiro devemo ficar feliz porque as palavra sdão as mesma do chefe da nação. Porque devemo critica se no resto do pais eles fala assim e se fala o Lula vai ensina que não precisa usa plural, tanto fais os livro ou o livro, nóis que sabemo como fala.

    Corja de vagabundos, estão pretendendo fazer com que nossos filhos desaprendam. Querem criar até um idioma próprio o do DITADOR FASCISTA LULA DA SILVA.

    Se não tomarmos providências úrgentemente, O PT VAI ACABAR COM O BRASIL. .

  7. A lógica do ministro é espantosa, por ela Stalin é menos mau do que Hitler, porque ele se dava ao luxo de ler os livros e, só então mandava matar o escritor. Hitler não , ele não lia e assim mesmo mandava matar o escritor. Está é a lógica? A diferença entre os dois facínoras é em que um lia antes de mandar matar, e o outro mandava matar sem ler? É isto? O ministro é mais louco do que eu pensava. Tony

  8. Se eu entendi bem o que disse o Exmo. Ministro da Educacao, se a diferenca entre Hitler e Stalin era que o segundo lia as obras produzidas por seus inimigos antes de fuzila-los e o primeiro nao, fazia deste um ditador mais decoroso que o outro. Rematada estupidez!!! Comparar homicidas em massa por essa regua!!! Esse ministro ja deveria ter caido ha muito tempo, pois sua podridao eh explicita.
    (estou sem condicoes de acentuar as palavras no momento)

  9. Enfim uma palavra do governo para colocar as coisas em seus devidos lugares. Os críticos do livro não passam de um bando de ignorantes que apenas repetem algo que alguém disse. Não sabem, nem procuraram saber sobre o objetivo deste livro em questão. Antes de criticarem algo pelo menos procurem saber do que se trata. Acho que o governo poderia ter chamado um especialista em formas de linguagem para explicar à sociedade a importância desse material, para diminuir a ignorância dos que se acham cultos em nosso país.

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