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Mesmo ausente, Fruet foi um dos mais citados no encontro do PSD

Roger Pereira do Estado do Paraná

Mesmo ausente do encontro do PSD, o ex-deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), convidado oficialmente para integrar o novo partido, foi um dos nomes mais comentados na reunião, ainda mais depois da chegada do governador Beto Richa (PSDB) e do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB) para prestigiar o evento.

“Ele está desde o primeiro momento convidado para fazer parte do PSD e de todos os eventos que o partido tem feito, mas não queremos fazer nenhuma pressão, ele tem o tempo dele e vamos respeitar”, disse Eduardo Sciarra, ao justificar a ausência de Gustavo no evento.

Sciarra disse que o convite a Fruet não vai de encontro à decisão do partido de apoiar os governos de Beto Richa e Luciano Ducci. “São questões distintas. Isso diz respeito à política partidária. Apenas fizemos um convite ao ex-deputado. A decisão é exclusiva dele. Fizemos nossa parte”, disse.

Possível pré-candidato à prefeitura pelo PSD caso Fruet não entre para o partido, Ney Leprevost disse que a nova legenda só vai decidir sobre a posição nas eleições municipais no ano que vem. “Por enquanto, nossa postura é de apoio ao prefeito Ducci. Vamos avaliar a administração dele no ano que vem, se discordarmos, poderemos lançar candidato. Se estivermos satisfeitos, vamos manter o apoio e, quem sabe, reivindicar a vice”, afirmou.

O governador Beto Richa, que disse ter ido ao encontro apenas para prestigiar os colegas que fundam a nova legenda, classificou como natural o convite do PSD a Fruet. “São negociações, entendimentos. Todos os partidos, não só o PSD têm interesse em atrações de lideranças expressivas em suas regiões. Isso não vai mudar e com o PSD não seria diferente”.

Sobre a afirmação de Gustavo de que, sem uma resposta efetiva do PSDB, começou a conversar com outros partidos, Beto disse que as conversas internas ainda não terminaram. “Tem muito chão pela frente a eleição é daqui a um ano e meio, é momento de negociação, todos estão conversando com possíveis pré-candidatos e é claro que todos querem ter o Gustavo como candidato”, disse.

“Mesmo que ele precise de uma decisão até setembro, ainda é cedo, temos três meses para conversar. Vamos falar com o Gustavo, com o grupo do PSB, para ver se é possível uma união. Se não for, paciência, teremos dois candidatos e, quem sabe, um segundo turno, com união lá na frente”, acrescentou.

Beto disse que não foi ao encontro para pedir apoio a seu governo ao
novo partido e, muito menos, nas eleições municipais. “É muito cedo para pedir apoio, o partido nem foi criado, mas evidentemente que gostaríamos de contar com o apoio, mesmo porque são lideranças om que temos muita afinidade e identificação. Os partidos que me apoiam não têm a obrigação de caminhar juntos nas eleições municipais. Evidente que buscaremos o entendimento, mas onde não houver, respeitaremos”.

Ducci, que também marcou presença no encontro, disse não acompanhar as negociações do PSD com Fruet. “Não sei, isso é uma questão partidária e individual. Depende apenas da decisão do Gustavo Fruet, de ele querer ou não ir para o PSD. Não é problema meu isso”, resumiu.

3 Comentários

  1. O seu Guga, tá realmente num dilema, saber em que confiar, nesaa altura do campeonato. Acho que na atual circunstancia, e montar seu prórpio partido, onde ele tenha total autonomia, pois com esses partidos de reboque não dá

  2. Ainda bem que o Gustavo é cauteloso, não vai decidir agora, tem tempo para tomar essa decisão. Não vai ser na pressão.

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