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Mulheres com pouca roupa fazem a ‘Marcha das Vadias’

Foto: Paulo Toledo Piza

Manifestação aconteceu na tarde deste sábado (4), na Avenida Paulista.
Objetivo é alertar a sociedade sobre o machismo.

Paulo Toledo Piza Do G1 SP

Mulheres com saias curtas, de salto alto e até só de calcinha e sutiã se reuniram na tarde deste sábado (4) na Praça dos Ciclistas, na Avenida Paulista, em São Paulo, para uma manifestação inusitada: a Marcha das Vadias. A ideia da brincadeira surgiu após um policial afirmar, durante uma palestra em uma universidade em Toronto, no Canadá, que as mulheres deveriam parar de usar roupas de vadias (ou slut, em inglês) para evitar estupros.

A opinião do policial teve grande repercussão e marchas semelhantes ocorreram em todo o mundo. Uma das idealizadoras da manifestação paulistana, a escritora Solange De-Ré, de 30 anos, afirma que o objetivo é fazer com que a sociedade reflita sobre o machismo. “Em uma mesma família, o menino tem toda a liberdade para se mostrar. A mulher, não. O machismo não vem só dos homens, mas das mulheres também, que julgam as outras mulheres.”

A versão paulistana da marcha foi mais recatada do que as equivalentes estrangeiras. “A gente não quer carnaval. A gente quer que as pessoas se vistam normalmente, como elas gostam de se vestir”, disse a publicitária Madô Lopez, de 28 anos, co-responsável pela marcha. O que mais chamou a atenção entre os cerca de 300 participantes foi a grande quantidade de cartazes contra o machismo e a favor do respeito entre os gêneros. Além disso, um grupo de mulheres animava o público usando tambores improvisados em baldes para produzir música.

Apenas uma jovem foi mais ousada e encarou a fria tarde de sábado vestindo apenas calcinha e sutiã. A estudante Emilia Aratanha, de 23 anos, justifica a vestimenta: “Independentemente do que você usa, em primeiro lugar vem o respeito.”

Ela lamenta a violência contra as mulheres –fato que em sua opinião é uma realidade mundial. “Tem mulheres com burca que acabam sendo estupradas. Isso tem que acabar.”

10 Comentários

  1. O machismo é uma praga que começa em casa, e é fruto da educação recebida, então os culpados por ele são o pai e a mãe, ou ambos, ou só o pai ou só a mãe, quando só há um deles. Mas não devemos cair na tentação de promover o oposto, o feminismo, que é o machismo feminino, que é tão ruim quanto o masculino. ACarlos

  2. Porque não vão fazer movimento no Iraque ou em Israel, ou qualquer outro país Arabe ou mulssumano. Primeiro que quem falou esta bobagem é policial lá em toronto no Canadá, não temos nada a ver com isso, segundo acho que estão querendo aparecer, principalmente as de calcinha e sutiã, pois tem que se respeitar a família que passa pelo local, pois esta roupa (ou falta de roupa) não esta sendo usada em local apropriado.

    A estudante que disse ter coragem de sair com falta de roupa, possívelmente esta querendo mídia.

  3. Se esse é o jeito que acharam pra mostrar que merecem respeito, acho melhor ficar com o machismo mesmo, ou tô errada?

  4. Olá, pessoal!

    Sou uma das organizadoras, ao lado da Madô Lopez e do Edu K.
    Lendo e relendo os comentários de vocês, só posso concluir que mais marchas como essa ainda são necessárias, pois vocês se recusam a entender as razões pelas quais nos sentimos oprimidas pelos moralismos retrógrados que vocês perpetuam.
    Mas, gostaria de ESPECIFICAR alguns pontos:
    – Não somos FEMINISTAS (ou o oposto do machismo). Apoiamos o movimento GLS, e somos héteros. Porém, respeitamos o desejo alheio de usar o corpo como bem entender. Afinal, quem domina seus pensamentos, quem sente as sensações do seu corpo, quem é responsável pela tua saúde? Você, claro. Mas é mesmo preciso avisar e explicar que VOCÊ pertence a ti mesmo?

    – Quanto ao PT, nunca foi e jamais será meu partido. Tenho VERGONHA de morar num país tão incrível como o Brasil (meu país de coração pois sou paraguaia – e claro, piadinhas preconceituosas serão redundâncias banais agora) onde o presidente dá “autógrafo” (WTF???), chora como uma Evita Perón de barba afim de comover a grande massa e INCENTIVA através de discursos egocêntricos de que não é preciso ESTUDAR para chegar onde ele chegou! Pelamorrrrrrrr de DÍOS! Como não é preciso E-S-T-U-D-A-R? Eu devo entender que tudo que preciso fazer é passar 20 anos me candidatando a PRESIDÊNCIA (presidente do bairro, não né? Carguinho mais ou menos, ninguém nota). De presidente à celebridade pop que manda buscar seu “pedicuri” de jatinho oficial? – pára gente, isso é surreal demais!

    – Xereta, somente uma pessoa pateticamente XERETA é capaz de um comentário tão digno de A.V.A (auto-vergonha alheia) como o seu.
    Eu gosto de MACHO, não de machista. Sabe a diferença? Eu sei que pra ti deve ser um árduo trabalho, mas tente (ao menos tente) refletir sobre isso.
    E no tocante as roupas: preciso explicar pra TI o que TU pode ou não vestir no SEU corpo? Vestir determinadas peças requer coragem, muitas mulheres mulheres se sentem inibidas por causa de seus corpos. É aí que entra a revolta do ego feminino: ela odeia aquela que veste uma roupa mais curta por que aquela que julga não se sentiria bem vestindo o mesmo. Logo, se vê ameaçada.
    Eu diria que tudo isso é bobagem. Corpo em forma deveria ser inspirador e não zona de conflito. Que tal cuidarmos um pouco da nossa saúde em vez de se revoltar contra aquelas que o fazem?
    Se você não se sente bem em determinados trajes, não os vista. Mas não se sinta no poder de julgar aqueles que o fazem. Tenha opinião, não preconceito.

    Obrigada pela matéria, Fabio.

    Att,

    Solange De-Ré

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