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Mary Del Priore e a subversão da anedota

Uma antiga anedota, focada no estereótipo negativo da mulher intelectualizada. O sujeito se vira para escritora e resmunga: Gostei mais do livro.

Ao terminar um livro de Mary Del Priore ficamos seriamente tentados a subverter esse gracejo clássico: Gostei mais da autora.

Linda, elegante,com um superávit chinês de sex appeal, Mary é uma daquelas mulheres que poderiam simplesmente ficar por aí, respirando, que já teria cumprido sua função no planeta.

Mas ela escreve bem, com uma erudição saborosa. Sua última obra “Histórias Íntimas” mira a sexualidade na história do Brasil. Um trecho sobre a vida sexual dos nossos religiosos:

“As regras do celibato eram abertamente desrespeitadas e não faltaram registros como os do escocês George Gardner, que se choca ao conhecer o filho de um padre, ele próprio possuidor de um título eclesiástico além de senador do Império, que “veio visitar o pai trazendo consigo sua amante, que era sua prima, com oito filhos dos dez que ela lhe dera, tendo além disso cinco filhos com outra mulher, que falecerá ao dar a luz ao sexto”.

2 Comentários

  1. Fabio – ótima recomendação.
    Está aí uma autora muito interessante para se ler e conhecer.
    Pude verificar que além de culta e preparada, é uma pesquisadora e também, não poderíamos deixar de anotar, muito elegante e bonitona.
    Com Mary, Laurentino Gomes, Eduardo Bueno vamos tendo acesso a relatos históricos agradáveis sem deixar de serem confiáveis.
    E, em entrevistas, ela vai no ponto:
    “Continuamos elegendo bandidos contumazes. O nosso Congresso é um esgoto…”

  2. Da mesma autora, vale muito a leitura das biografias da Condessa de Barral, e do “Principe Maldito”, Pedro Augusto – ela amante e ele neto do Pedro II-. Leitura obrigatória para quem quer entender mais do Brasil

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